“Rei dos Judeus”

Publicado em: 01/09/2020 Categorias: 2020 / Revive Israel

Asher Intrater

Quando Yeshua (Jesus) foi crucificado, Pilatos colocou uma placa acima de sua cabeça, que trazia a inscrição “Rei dos Judeus” (João 19.19; Mateus 27.37). Esta placa foi escrita em três idiomas (hebraico, latim e grego) para que o mundo todo pudesse entender. Eu acredito que essa inscrição foi ordenada por Deus (João 19.22) e revela um aspecto importante do plano de Deus. Poderia ser chamado de “o segundo propósito da cruz”.

O primeiro propósito era oferecer salvação à humanidade. Esta oferta pode ser vista nas palavras de Yeshua na cruz. “Pai, perdoa-lhes” (Lucas 23.34), “Hoje estarás comigo no paraíso” (Lucas 23.43). “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Mateus 27.46; Salmo 22.1), “Nas tuas mãos entrego o meu espírito” (Lucas 23.46; Salmo 31.5). Esses pronunciamentos verbais foram um convite de Deus para receber perdão e graça.

Por outro lado, a declaração escrita na cruz foi uma afirmação por Deus de sua autoridade e reino. Enquanto o primeiro propósito oferece perdão, o segundo exige submissão. O primeiro trata do pecado; o segundo da rebelião. Assim, a inscrição da cruz cumpre Salmos 2.2,6: “Os reis da terra se levantam, e os príncipes conspiram contra o Senhor e contra o seu Ungido (Messias). Eu, porém, constituí o meu Rei sobre o meu santo monte Sião.”

A palavra “Rei” significa o mais alto nível de autoridade governamental. Deus está declarando que estabelecerá seu reino na terra, e que este Homem é o único que poderá ser o líder do governo. Esse governo será estabelecido em toda a terra e sua capital será Jerusalém. Será um império internacional, com Yeshua como o imperador.

O rei nos tempos antigos também era o Grande Juiz. O papel do juiz é decidir quem é culpado e quem é inocente; e punir os ímpios e recompensar os justos. O rei também era o comandante-chefe do exército, que iria destruir os inimigos (neste caso, os inimigos de Israel – Zacarias 12.9; 14.3). A inscrição na parte superior da cruz avisou o mundo que Yeshua cumprirá todos esses papéis em sua segunda vinda.

Você pode achar que esta é uma maneira estranha de Deus anunciar quem será seu governante soberano. Mas este é exatamente o ponto. O tipo de autoridade de Deus é totalmente diferente da autoridade deste mundo. A autoridade de Deus é amorosa e sacrificial e tem o objetivo de servir. O sistema de autoridade do mundo é baseado na política, no desejo de servir a si mesmo e de controlar os outros. Pela cruz, Deus definiu o amor como um valor mais elevado do que o poder para determinar quem receberá a autoridade para governar.

No entanto, chegará o momento de exercer poder. Deus dá poder àqueles que se submetem à sua autoridade. Essa regra vale para Yeshua e para todos nós também. A cruz foi um teste para Yeshua para ver se ele se submeteria e obedeceria. Por meio da cruz, ele se mostrou digno de exercer autoridade. Foi um teste de caráter moral para ver se ele se qualificaria como governante mundial. E ele foi aprovado.

Sua morte e ressurreição provam a todas as pessoas que ele foi o escolhido de Deus para ser o Rei Messias. (Atos 10.42 – “para testificar que ele é quem foi constituído por Deus Juiz…”; Atos 17.31 – “Porquanto estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo… por meio de um varão que destinou e acreditou diante de todos, ressuscitando-o dos mortos.”) Deus declarou que Yeshua era o Rei pela inscrição na cruz; e confirmou essa escolha ressuscitando-o dos mortos. A crucificação foi o teste; a ressurreição foi a prova.

Portanto, o caminho da cruz não é apenas expiação por nossos pecados, mas um exemplo a ser seguido. É um padrão que devemos obedecer, ao qual devemos nos submeter e por meio do qual obteremos autoridade junto com Yeshua. Este é o significado de Filipenses 2.5, 8-9 – ” Tende em vós o mesmo sentimento que houve também no Messias Yeshua… tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz. Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome.”

A morte de Yeshua na cruz não apenas apaga nossa dívida; ela nos leva ao nosso destino. Não só tira o sinal de menos para nos elevar ao ponto zero; ela adiciona o sinal positivo para nos colocar num patamar mais elevado. Quando cremos na cruz, nossos pecados são perdoados. Quando pegamos nossa própria cruz e o seguimos, somos treinados para liderança e autoridade.

É nosso destino governar e reinar com ele. (Como alguém disse, “você tem que carregar a cruz antes de ter o direito de usar a coroa.”) E qual é o destino de Yeshua? Obviamente – como está escrito, ser “Rei dos Judeus”. Tornar-se Rei dos Judeus é o destino de Yeshua e o seu anseio.

Nota: Depois de observar quantos problemas o primeiro-ministro de Israel tem de enfrentar, não consigo entender como alguém pode desejar esse cargo. Na verdade, Yeshua sempre fugia quando o povo tentava fazê-lo rei (João 6.15). No entanto, no reino milenar, ele assumirá seu papel como primeiro-ministro de Israel e como chefe das Nações Unidas também.

João 18.37

Então, lhe disse Pilatos: Logo, tu és rei? Respondeu Jesus: Tu dizes que sou rei. Eu para isso nasci e para isso vim ao mundo …”

O próprio Yeshua tem um destino, uma vocação, um propósito na vida. Essa vocação é ser rei dos judeus. Se esse é o seu chamado, então quero fazer tudo o que eu puder para ajudá-lo a cumprir esse chamado. Afinal, ele salvou minha vida. É o mínimo que posso fazer por ele.

Por causa disso, proclamamos não apenas o evangelho da salvação, mas também o evangelho do reino (Mateus 24.14). Em sua primeira vinda, ele foi o rei que se tornou salvador. Na segunda vinda, ele será o salvador que se tornará rei – o Rei dos reis e o Rei dos judeus.

Transmissão Global / Ao vivo de Israel

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