Questões complexas envolvendo Israel

Publicado em: 12/03/2015 Categorias: 2015 / Revive Israel

O Discurso de Netanyahu

O primeiro-ministro Netanyahu fez um discurso na semana passada no Congresso dos Estados Unidos alertando para o perigo de o regime atual do Irã obter armas nucleares. O discurso durou 45 minutos, teve 107 menções do Irã, foi interrompido 36 vezes por aplausos, 23 delas acompanhadas por aplausos em pé (jornal Yediot, 04/03/15). Netanyahu citou a Bíblia duas vezes: uma comparando a situação atual com o livro de Ester (surpreendentemente, o discurso aconteceu na véspera de Purim); e a outra se referindo a Moisés falando para o povo de Israel ser forte e corajoso.

Netanyahu enfatizou que qualquer tipo de acordo que remova as sanções neste momento acabará permitindo que o Irã desenvolva armamento nuclear. Ele também enfatizou que o governo de Khamenei é abertamente a favor da Jihad e financia ativamente grupos terroristas por todo o mundo. As sanções são uma ferramenta extremamente eficaz, que não põem nenhuma vida em risco, não levam ao conflito militar, enfraquecem o regime dos aiatolás, diminuem o financiamento ao terrorismo ao redor do mundo e impedem o desenvolvimento de armas nucleares.

Qualquer acordo seria praticamente impossível de se fazer cumprir. A maioria das estimativas afirma que o acordo em questão permitiria 6.500 centrífugas agora, e até 10 mil ao fim de 10 anos. Netanyahu comentou que 10 anos parece um longo período de tempo, mas à luz da história, é extremamente curto.

Grande parte da imprensa o criticou, assim como os líderes políticos mais importantes, tanto em Israel como ao redor do mundo. Contudo, na minha opinião, muitas pessoas sentiram que ele disse a verdade, e ficaram felizes por isso. Uma expressão surpreendente de apoio à posição de Netanyahu veio de “Al Arabia” – o jornal apoiado pelo governo da Arábia Saudita. O principal artigo editorial deles elogiou Netanyahu e disse que ele entendeu corretamente a situação com o Irã muito melhor que o Presidente Obama dos EUA (Ma’ariv, 05/03/15).

Lógica de Aliança

Quando Deus faz uma nova aliança, ela nunca pode violar uma aliança anterior. Por que a aliança Messiânica foi dada através de Judá? Por que o evangelho deveria ir primeiro aos judeus? Nesta mensagem, Asher responde a essas perguntas e outras ao ensinar sobre a lógica e ordem de aliança de Deus. Para assistir em inglês: http://youtu.be/8To-TAergAE?list=PLrQIjPM4N0r2zbOLh3apLzSz-nMFg41R4

Eleições em Israel

Eddie Santoro

Israel está no meio de eleições que terão um impacto profundo sobre o futuro dessa nação.

Em poucas semanas, os israelenses irão às urnas eleger um novo governo. Ao contrário dos americanos (e brasileiros), os israelenses votam num partido político e, não, num candidato. Os inúmeros partidos políticos que estão disputando os votos do eleitorado israelense vão desde a extrema esquerda até a extrema direita do espectro político. A União Sionista, que representa a esquerda, está empatada com o Likud, que representa a direita e a continuação de Netanyahu como primeiro-ministro.

Complexidades Econômicas

Em Israel, a situação econômica é uma fonte de grande frustração entre o povo. Os preços em Israel estão totalmente fora de equilíbrio com os salários e, embora na maioria das famílias ambos os pais trabalhem período integral e mais, está muito difícil cobrir as despesas mensais normais. Além disso, o preço dos imóveis está astronomicamente elevado, o que torna praticamente impossível para os casais jovens comprarem uma casa própria. Uma pesquisa recente mostrou que 44% dos eleitores culpam o governo de Netanyahu por esse estresse financeiro. Essa reação está fortalecendo os partidos mais liberais cuja ênfase é uma mudança na realidade econômica.

Embora muitos israelenses vejam a economia como o fator principal de votação, a questão do futuro da Cisjordânia, a possível criação de um Estado Palestino e a divisão de Jerusalém serão profundamente impactados pelos resultados dessa eleição.

E Quanto aos Palestinos?

Dez anos atrás, Israel unilateralmente se retirou da Faixa de Gaza em busca de paz. A decisão palestina de ignorar esse novo potencial para construir uma nação e, ao invés disso, de usá-lo como uma base para atacar Israel tem implicações profundas para a criação de um futuro Estado Palestino. Sem dúvida, todo o mundo muçulmano também veria a nova Palestina como uma plataforma conveniente para atacar Israel.

Não há resposta fácil. Se os cidadãos de Israel elegerem o governo de direita com Netanyahu como primeiro-ministro, o governo continuará a exigir condições que protegerão Israel, mas que serão difíceis para a Autoridade Palestina aceitar. Essa aparente “intransigência” de Israel provavelmente resultará numa intensificação da onda de antissemitismo, boicotes internacionais e isolamento do mundo.

Se os eleitores de Israel optarem pelo bloco da União Sionista, que poderia mover a nação em direção a uma política de submissão à pressão mundial e à criação de um Estado Palestino, então haverá a possibilidade de o cenário da Guerra de Gaza ser visto novamente, porém numa escala muito maior. Apesar de um estado desmilitarizado ser uma das condições principais para uma futura Palestina, a habilidade de Israel de impedir o contrabando de armas grandes e avançadas seria praticamente impossível.

Por favor, junte-se a nós em oração para o envolvimento sobrenatural de Deus nas próximas eleições que acontecerão no dia 17 de março.

Jejum de Ester

Obrigado a todos que se juntaram a nós na semana passada para o Jejum de Ester. Semana que vem, compartilharemos mais detalhadamente sobre o evento.

Amarás

Elhanan Ben Avraham

A cada prisioneiro indefeso brutalmente decapitado ou mulher enterrada até o pescoço e apedrejada até a morte ou homem queimado vivo, a cada ataque terrorista de selvageria ou na revolta furiosa por causa de um cartum ao redor do mundo, são ouvidos os gritos assombrosos de “allahu akbar!” (Deus é grande). Esse é o mesmo canto ecoado cinco vezes ao dia de todas as mesquitas no planeta. Poderia ser o mesmo Deus representado por Jesus, que disse: “Ame os seus inimigos, abençoe a quem o persegue, retribua o mal com o bem, e vire a outra face”? Parece improvável. A própria Torá, que Jesus citou, é baseada no mandamento fundamental representado por uma única palavra em hebraico: v’ahavta – ואהבת – “Amarás”.

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