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Publicado em: 30/06/2012 Categorias: Arauto / Tragédia de Uma Igreja Ineficaz

Arauto - Ano 11 - nº 03 - Out/Dez 1993

Por: Bishop J. C. Ryle

“Por isso ficai também vós apercebidos; para que, vindo ele inesperadamente, não vos ache dormindo. O que, porém, vos digo, digo a todos: Vigiai!” (Mc 13:36,37).

VIGIAI contra o fermento da falsa doutrina. Lembre-se que Satanás pode se transformar em anjo de luz. Lembre- se que o dinheiro falso nunca é malfeito, senão ele nunca passaria. Seja sempre zeloso pela verdade inteira assim como a encontramos em Jesus. Não tolere um grãozinho de erro a fim de ganhar um quilo de verdade! Não tolere um elemento de doutrina falsa por menor que seja, assim como você nunca toleraria um pequenino elemento de pecado. VIGIAI E ORAI!

VIGIAI contra a preguiça em estudar a Bíblia e orar em particular. Até as coisas mais espirituais que existem podem ser transformadas no fim em atividades formais. A origem da frieza e apostasia espiritual geralmente se encontra nas falhas da vida a sós com Deus. Quando uma árvore é partida ao meio por um vento forte, geralmente descobrimos que já havia uma deterioração interna oculta. VIGIAI E ORAI!

VIGIAI contra o rancor e a severidade para com as pessoas. Um pouco de amor é muito mais valioso que muitos presentes. Tenha olhos de águia para ver o que há de bom no seu irmão. Que sua memória seja uma caixa forte para reter as virtudes dele, mas uma peneira para se esquecer dos erros dele. VIGIAI E ORAI!

VIGIAI contra o orgulho e a vanglória. Pedro disse no princípio: “Ainda que todos te neguem, eu jamais te negarei.” Logo ele caiu. O orgulho é o caminho para a queda. VIGIAI E ORAI!

Vamos vigiar para o nosso próprio bem. Assim como for a nossa caminhada, assim será nossa paz. Acima de tudo, vigiemos pelo amor de nosso Senhor Jesus Cristo. Vivamos como se Sua glória dependesse do nosso comportamento. Vivamos como se cada deslize ou queda afetasse a honra do nosso Senhor. Vivamos como se cada pecado que permitimos fosse mais um espinho em sua cabeça – mais um cravo em seus pés.

Exercitemos o zelo divino sobre os nossos pensamentos, palavras e ações, sobre as nossas motivações, costumes e andar. Nunca, nunca tenhamos medo de ser muito severos conosco mesmos. Nunca, nunca pensemos que estamos exagerando no vigiar. No máximo estamos apenas parcialmente acordados.

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Seja Fervoroso!

Intenso ardor, um coração totalmente entregue a Cristo, a marca de paixão pela cruz, o entusiasmo de todo o nosso ser pelo nosso mestre e pela humanidade – é isto que o nosso Senhor espera, é isto que a Sua cruz merece, é disto que o mundo precisa, é isto que a nossa geração tem direito de buscar.

Tudo que existe em volta de nós possui intensidade de vida. A vida é intensa, a morte é intensa, os homens são intensos, o trabalho é intenso, o estudo é intenso, a nossa geração é intensa. Que Deus nos perdoe se somente nós somos levianos no meio do calor ardente desta época de crise!
Ah, como precisamos do batismo de fogo! Ah, que venha a brasa viva para tocar nos lábios ardentes de amor! Ah, que surjam homens tomados totalmente por Deus, e inteiramente entregues a Ele, que possam captar a grande idéia de Deus e “prosseguir para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus!”

A. B. Simpson, extraído de “Days of Heaven Upon Earth” (Dias de Céu Sobre a Terra), copyright por Christian Publications, Camp HW, Pennsyivania, EUA. Usado com permissão.

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Plenitude e Humildade

Um andar genuinamente espiritual, nunca levará ninguém a exaltar-se. Estar perto de Deus é geralmente uma experiência devastadora. Ela abala a carne. Paralisa o orgulho. Ela pode deixar a pessoa totalmente prostrada diante do Deus Todo poderoso.

O apóstolo João descobriu que é assim. “Achei-me em Espírito,” ele escreveu (Ap. 1:10), e qual foi o resultado dele estar no Espírito, no dia do Senhor na Ilha de Patmos? No verso doze lê-se que ele virou-se para olhar quem falava com ele e no verso dezessete diz: “E quando o vi, caí a seus pés como morto.”

Há uma morte que é a própria essência da espiritualidade! Existe uma morte na qual Deus se alegra! Foi quando João se sentiu tão pobre e tão indefeso que ele disse: “Porém Ele pôs sobre mim a Sua mão direita.” Antes de podermos ser levantados e usados por Deus, precisamos ser derrubados. Antes de podermos conhecer Sua força, precisamos sentir nossa própria fraqueza. Antes de podermos começar a viver, temos que morrer.

Todos os grandes homens da Bíbla e por toda a história da igreja testificaram esta verdade. Uma experiência de Patmos é essencial se quisermos viver em consagração.

Reconhecemos que o Espírito Santo nunca nos levará a ser arrogantes, a desejar proeminência ou a fazer manobras para nos projetarmos? A auto projeção de qualquer forma é abominação para Deus. O espírito de Diótrefes “que gosta de exercer a primazia” é estranho ao Espírito Santo. Uma das grandes marcas da vida no Espírito é a humildade. (Veja Atos 3:12 e 10:26).

W.T.H. Richards

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O Segredo do Poder de Hyde

John Hyde, missionário na índia, teve uma experiência maravilhosa, que foi na minha opinião a fonte do seu poder com Deus e consequentemente com o homem. Ele costumava falar desta experiência como uma das lições mais diretas e solenes que Deus lhe deu. Ele estava nas montanhas descansando por um breve período. Ele estava muito preocupado com a condição espiritual de um pastor e resolveu passar um tempo em intercessão especificamente por ele. Ao entrar em sua “câmara secreta”, ele começou a derramar seu coração perante o Pai Celeste a respeito daquele irmão, mais ou menos da seguinte forma:

“Oh, Deus! Tu sabes como aquele irmão é” – (“frio” ele ia dizer) quando de repente uma mão parecia ser colocada em seus lábios e uma voz lhe falou em tom de repreensão severa: “Aquele que toca nele, toca na menina dos meus olhos”. Um enorme pavor tomou conta dele. Ele estava sendo culpado de “acusar um irmão” perante Deus. Ele estava “julgando” seu irmão. Ele sentiu-se repreendido e humilhado perante Deus. Ele era o primeiro que precisava ser corrigido. Então confessou este pecado e clamou pelo sangue precioso de Cristo que purifica de todo pecado!

“Tudo que é amável, se alguma virtude há, se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento”. Então ele clamou: “Pai, mostra-me quais são as coisas amáveis e das quais se deva falar bem na vida de meu irmão.” Como um relâmpago lembrou-se de como aquele irmão havia deixado tudo por amor a Cristo, passando por muito sofrimento por causa de relacionamentos que deixara por amor a Cristo! Ele se lembrou de seus anos de muito trabalho, do tato que tinha para dirigir a sua congregação problemática, das muitas desavenças que ele havia resolvido, do ótimo marido que ele era. Uma coisa após a outra apareceu perante ele e desta forma, ele passou todo o seu tempo de oração em louvor por este irmão.

Ele não conseguiu lembrar-se de nenhum pedido, apenas de gratidão e louvor. Deus estava abrindo os olhos do Seu servo ao ministério mais elevado: o de louvor.

Observem o resultado também na vida daquele irmão: quando Hyde desceu da montanha, ele descobriu que o irmão acabara de receber uma grande bênção espiritual. Enquanto ele estava louvando, Deus estava abençoando. Uma lei divina maravilhosa, a lei do amor do Pai.

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A Carne ou o Espírito

É possível ser um pastor muito instruído e realizado, ter uma estrutura muito completa de atividades na igreja, e toda prosperidade externa, e ainda assim ser destituído do poder do Espírito de Deus; é possível aumentar o número de pessoas na igreja mas sem ocorrer nenhuma verdadeira conversão ao Senhor. É possível fazer um caminho fácil para se chegar até a igreja e ao mesmo tempo bloquear o caminho verdadeiro para Cristo com ídolos eclesiásticos e barreiras religiosas.

Fala-se muito sobre consagração hoje em dia, no sentido de mera força de vontade humana, sem nenhuma participação do Espírito Santo para tomar posse, mudar todo o temperamento e a vida, transbordar o amor de Deus e encher o templo com a Sua glória. É possível ter muito trabalho e, ainda assim, fazer tudo na energia da carne e não no Espírito.

Que bênção quando um homem é enviado pelo Espírito e sai pelo Seu mando, podendo dizer com a santa humildade de Miquéias: “Eu, porém, estou cheio do poder do Espírito do Senhor.” (Mq. 3:8)

A.T. Pierson

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A Obra do Espírito Santo

Embora não possamos dar ordens ao Espírito Santo, podemos aprender as leis da Sua operação e se nos colocarmos em harmonia com estas leis, e acima de tudo, submetermos completamente nossa vontade à Sua vontade soberana, o Espírito soberano de Deus agirá em nós e cumprirá Sua própria obra gloriosa por nosso intermédio.
Toda e qualquer vida no cristão como indivíduo, como professor, como pregador ou na igreja como todo, é obra do Espírito Santo.

R. A. Torrey

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