A Restauração de Todas as Coisas

Publicado em: 19/03/2014 Categorias: 2014 / Revive Israel

Asher Intrater

Houve uma mudança significativa no entendimento que os apóstolos tinham a respeito do reino de Deus entre os capítulos 1 e 3 de Atos – antes e depois do derramamento do Espírito Santo.

Atos 1.6: “Senhor, será este o tempo em que restaures o reino a Israel?

Yeshua ensinou seus discípulos muito sobre o reino de Deus após a sua ressurreição (Atos 1.3). Essa visão era baseada em Israel e estendida para as nações. Aparentemente, os discípulos ouviram a parte de Israel, porém perderam a parte internacional (referente às nações). É por isso que Yeshua disse a seus discípulos que deveriam ser suas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra” (Atos 1.8).

Modo de Pensar Ampliado

A expansão em seus pensamentos não foi apenas com relação a pessoas e lugares, mas também ao tempo. Eles achavam que tudo aconteceria imediatamente, “neste tempo”. No entanto, Yeshua afirmou que não lhes competia saber os tempos e as épocas (Atos 1.7). Em retrospectiva, está demorando muito mais do que eles imaginavam para que a mensagem do reino percorra todo o mundo e retorne novamente a Israel.

Quando Shimon (Pedro) falou no pátio do templo algumas semanas depois, ele expressou a sua declaração sobre o reino de uma forma que incluía a ampliação de pensamento tanto em relação ao tempo quanto à quantidade. “… Messias Yeshua, ao qual é necessário que o céu receba até aos tempos da restauração de todas as coisas” (Atos 3.21). Ele entendeu que Yeshua não retornaria até que os fundamentos espirituais para o reino de Deus sobre toda a terra estivessem prontos.

A visão de Pedro do reino tinha sido ampliada, não apenas de Israel para as nações, mas para “todas as coisas” – incluindo tudo na criação, tanto no céu como na terra (Efésios 1.10; Colossenses 1.16). O plano do reino de Deus garante restauração plena para tudo o que é citado na Bíblia, passado e futuro. A tradução em hebraico para a palavra “restauração” é Tikkun. [Por essa razão, quando Dan Juster, Eitan Shishkoff, Paul Wilbur, Michael Brown e eu começamos um ministério cooperativo na década de 1980, escolhemos o nome Tikkun para expressar nossa visão.]

Esta é uma definição abrangente do reino de Deus: a restauração de todas as coisas. Essa era a visão dos primeiros apóstolos. Vamos torná-la a nossa também.

Reforma na Lei de Recrutamento

Tal Robin e Ariel Blumenthal

No domingo, dia 2 de março, 300 mil homens ultraortodoxos (Haredim) concentraram-se em Jerusalém para uma reunião de oração / manifestação contra a chamada Lei de “Projeto de Reforma no Serviço Militar” que foi aprovada pelo Knesset. A questão sobre os homens haredi, se deveriam ou não servir ao exército e ser integrados na sociedade de forma geral, é um tema altamente controverso e que causa muita divisão na sociedade israelense hoje. Em vários artigos, faremos o nosso melhor para explicar as raízes dessa grave fissura em nossa nação, para que possamos orar juntos pela restauração contínua de Israel, tanto física quanto espiritual.

Compromisso Crescente

Quando o Estado foi fundado em 1948, foi firmado um compromisso entre o primeiro-ministro Ben Gurion com um líder rabino haredi: 400 homens haredi, representando “a nata da sociedade”, poderiam ser isentos dos serviços militares nacionais e receber auxílio do governo para continuar seus estudos rabínicos em geral, em Yeshivas (Seminários Judeus Ortodoxos) oficialmente reconhecidas.

Ao longo dos anos, o número de homens haredi em Yeshivas cresceu aos milhares, e esse “número mágico” de 400 nunca foi aplicado. (Além disso, sempre havia recrutas suficientes para o exército, mesmo sem o alistamento dos haredi.) Hoje, a situação cresceu como uma bola de neve a proporções ridículas: aproximadamente 15% dos homens em nossa sociedade (o setor haredi) não apenas não serve ao exército — eles rejeitam quase todo o tipo de educação “secular” ou “moderna”, limitando-se assim a uma vida de estudos em Yeshivas que eles (e suas esposas) só conseguem manter através de algum tipo de trabalho braçal. O que isso significa? Que 15% dos homens com idade para trabalhar em nossa nação, junto com seus Yeshivas e suas grandes famílias (7 filhos, na média) precisam ser sustentados pela previdência nacional!

Como um Parasita

O fato de Israel estar razoavelmente bem economicamente é um milagre — e uma homenagem à grande quantidade de trabalho duro realizado pelos outros 85% dos homens em idade de trabalho (e muitas mulheres)!! Mas essa situação econômica e social tem se tornado intolerável para a maioria dos israelenses.

Dois anos atrás, centenas de milhares de israelenses seculares e religiosos (não haredi) (Ortodoxos modernos, “knit kippa”) manifestaram-se contra essa situação na qual uma grande parte da população não se alista nem trabalha para dividir a pesada carga tributária e, ao mesmo tempo, exige uma parcela cada vez maior da previdência nacional. Essas manifestações resultaram na eleição de dois políticos jovens — um secular e outro ortodoxo moderno (Lapid e Bennet) — no último pleito, com promessas de aprovar leis que “dividam a carga”. Eles cumpriram a promessa, e agora leis estão em vigor para, bem gradualmente (e com cuidado), forçar os haredim a participar do ensino regular, serviço militar e tributação.

Como é que os judeus haredi justificam essa “dependência” parasítica do Estado? Vamos analisar essa questão em nosso próximo artigo.

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Uma resposta para “A Restauração de Todas as Coisas”

  1. CLAUDIONO MARINS GONÇALVES disse:

    ESTOU ORANDO POR MEUS IRMÃOS.

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