A Ideia de Confederação Palestina

Publicado em: 16/10/2018 Categorias: 2018 / Revive Israel

Daniel Juster, Th. D. Restoration from Zion

Um Novo Plano de Confederação?

A imprensa israelense está divulgando uma nova tentativa de solução para o conflito entre Israel e os palestinos.

– um “plano de confederação” para as áreas palestinas de Judeia e Samaria (Cisjordânia). O plano original para a confederação veio de Yigal Allon, após a guerra de 1967.

História Recente
De 1948 a 1967, a Jordânia governou a Cisjordânia (incluindo Jerusalém Oriental e a Cidade Velha) e reivindicou a soberania sobre ela. Entretanto, não deram cidadania jordaniana aos palestinos da Cisjordânia. O Egito governou Gaza e também não lhes deu cidadania. A Jordânia é governada por um clã árabe conhecido como os hashemitas, que não são considerados palestinos, embora a maioria da população da Jordânia seja palestina.

A Jordânia fazia parte do Mandato Palestino original. No plano de divisão da Liga das Nações, a Jordânia foi criada e separada do território a oeste do Jordão, que ainda estava sob a Declaração Balfour e afirmada como uma pátria para o povo judeu. A ONU, em 1947, apresentou outro plano de partição que dava aos palestinos de Judeia, Samaria, Jerusalém Oriental e Gaza um estado; e outro estado para os judeus no restante da terra. Israel aceitou esse plano, e o mundo árabe o rejeitou. Seguiu-se, então, a Guerra da Independência que Israel venceu, mas com a perda do antigo bairro judeu da cidade de Jerusalém e as áreas judaicas de Jerusalém Oriental, incluindo a Universidade Hebraica e o Hospital Hadassah.

O Plano Allon
A guerra de 1967 deu a Israel o controle de toda a área a oeste do Jordão. Mas agora começa o famoso argumento demográfico. Ele afirma que, para Israel sobreviver como um Estado judeu, não pode incorporar o imenso número de árabes da Cisjordânia e Gaza como cidadãos. Isso criaria uma maioria árabe em Israel como país democrático. Muito antes dos acordos de Oslo e como forma de encontrar a paz entre Israel e os palestinos, Allon apresentou o primeiro plano de separação dos árabes da Cisjordânia. Allon era um famoso general e líder político no Partido Trabalhista.

O Plano Allon incluía manter para Israel as áreas de Jerusalém Oriental, especialmente aquelas áreas que eram judaicas antes da Guerra de 1948, e depois adicionando assentamentos judaicos em Jerusalém Oriental. Em segundo lugar, promoveu assentamentos judaicos na Judeia e Samaria e postos avançados militares que seriam importantes para a profundidade estratégica e a segurança de Israel. A ideia era expandir Israel e ver os palestinos incorporados ao Jordão.

A Resposta da Jordânia ao Plano Allon
Durante muitos anos, esperava-se que a Jordânia – sob o rei Hussein – aceitasse tal plano, uma vez que reivindicava a Cisjordânia para a Jordânia. Mas ele não estava aberto na época à concessão territorial que o plano Allon idealizava. Depois de um tempo, porém, ele renunciou a todos os direitos à Cisjordânia. Por quê? Porque ele tem seu próprio problema demográfico. Na Jordânia, muitos palestinos não têm plenos direitos e poderiam se levantar e derrubar os governantes jordanianos, a minoria dos hashemitas.

Os acordos de Oslo não previram explicitamente um Estado palestino, e alguns dizem que o primeiro-ministro Yizhak Rabin – que assinou os acordos de Oslo – não esperava que houvesse um Estado palestino. Mas nos anos seguintes a Oslo, as negociações foram rapidamente nessa direção, e duas vezes um Estado independente foi oferecido aos palestinos: pelo primeiro-ministro Barak e pelo primeiro-ministro Olmert. No entanto, quando Gaza rompeu com a Autoridade Palestina e foi tomada pelo Hamas, qualquer perspectiva realista de uma solução de dois Estados foi liquidada, apesar dos diálogos que ainda se mantinham em favor dessa ideia. Tenho manifestado minha opinião de que Gaza fosse ligado ao Egito e às áreas palestinas da Cisjordânia em confederação com a Jordânia. Mas a Jordânia recusa esse plano devido ao medo de que levaria um número muito grande de palestinos a estar sob seu domínio.

No entanto, há um pressuposto, uma raiz, que torna qualquer solução impossível. É que todas as pessoas precisam ter plena cidadania em um estado-nação. Onde isso está escrito nos registros de normas éticas? Por que os palestinos não poderiam ter autonomia como território, eleger seu próprio governo interno, ter passaportes jordanianos e ter uma economia ligada à Jordânia e a Israel? O pressuposto errado nos impede de progredir. Portanto, essa nova proposta de confederação palestina parece um retorno ao plano de Allon, em parte. De acordo com ela, os assentamentos judaicos da Cisjordânia seriam preservados; e a construção nas áreas judaicas seria legal, mas não para assentamentos judaicos nas zonas autônomas definidas como pertencendo aos palestinos.

Este é o plano Trump? Ninguém sabe … ainda. É possível? Improvável, já que a rejeição palestina de Israel é uma rejeição com base em princípios religiosos. Em tudo isso, precisamos ter em mente que, embora desejemos que os palestinos sejam bem tratados e com justiça, a justiça cósmica no quadro macro sobre essa questão começa com a afirmação de que essa terra foi prometida ao povo judeu. Deus é soberano e pode alocar terras como ele bem quer. Pode haver uma solução temporária sem esse reconhecimento? Sim, mas nunca uma permanente sem se submeter em última análise à vontade de Deus.

O Significado Bíblico de “Gentio”

Asher Intrater fala sobre ver os gentios (grupos étnicos) da perspectiva de Deus.

Legendas disponíveis em: Português, dinamarquês, holandês, francês, espanhol.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *