A Festa dos Tabernáculos e o Reino Milenar

Publicado em: 27/09/2021 Categorias: 2021 / Revive Israel

Asher Intrater

Há três festas bíblicas na primavera e três no outono. Os principais eventos da primeira vinda de Yeshua (Jesus) ocorreram nas mesmas datas dos dias sagrados da primavera:

•    Pessach (Páscoa) – Crucificação
•    Omer (Primícias dos Frutos) – Ressurreição
•    Shavuot (Festa das Semanas) – Batismo no Espírito Santo

Pela mesma lógica bíblica, vemos uma ligação entre os dias santos do outono e os principais eventos da segunda vinda:

•    Yom Teruah (Trombetas) – Tribulação
•    Yom Kippur (Dia do Perdão) – Segunda Vinda
•    Sucot (Tabernáculos) – Reino Milenar

Ao celebrarmos a Festa das Trombetas, enfatizamos o significado profético dos julgamentos das Trombetas do Apocalipse, particularmente a proclamação final de que os reinos deste mundo se tornarão o reino de Yeshua (Apocalipse 11.15).

No Dia do Perdão não só jejuamos, nos arrependemos e agradecemos a Deus pelo sangue expiatório de Yeshua, mas também declaramos nossa fé em Sua vinda no grande e terrível dia do Senhor (Joel 1.15, 2.1, 2.11) ao ressoar da última grande trombeta (Mateus 24.31, 1 Coríntios 15.52, 1 Tessalonicenses 4.16, Levítico 25.9-10).

A Festa dos Tabernáculos é a culminação de todos os dias santos bíblicos e, portanto, representa o estágio final de Seu plano de salvação. Após a grande guerra do fim dos tempos e a segunda vinda de Yeshua (Zacarias 14.1-15), aqueles que sobreviverem de todas as nações irão à Jerusalém para adorar e celebrar a Festa dos Tabernáculos (Zacarias 14.16-21).

Essa celebração ocorre no reino milenar. Haverá uma Festa dos Tabernáculos no Milênio. A Festa em si é um prenúncio desse reino.

Somos instruídos a reunir os frutos da colheita para movimentá-los como ação de graças diante o Senhor (Levítico 23.40, Neemias 8.15). Há menção especial aos ramos de palmeira.

Quando Yeshua entrou em Jerusalém, montado em um jumento (Zacarias 9.9), os discípulos o saudaram acenando com ramos de palmeira (João 12.13). Houve dois problemas com essa entrada. Primeiro, Ele veio em um jumento, em vez de um cavalo branco (Apocalipse 19.11). Segundo, foi no dia errado. O aceno dos ramos das palmeira é para o Sucot, não para o Pessach.

O simbolismo profético leva à seguinte conclusão: Essa não foi a entrada triunfal, mas a entrada humilde. Haverá outra entrada. Yeshua entrará em triunfo, como um rei em um cavalo branco, no primeiro dia da Festa dos Tabernáculos. Não só alguns discípulos judeus acenarão com ramos de palmeira, mas o remanescente justo de cada nação.

Eis grande multidão que ninguém podia enumerar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé diante do trono e diante do Cordeiro, vestidos de vestiduras brancas, com palmas nas mãos – Apocalipse 7.9.

No fim dos tempos, pessoas de todas as nações acenarão com ramos de palmeira diante do Senhor como um símbolo sacerdotal de nossa esperança de que Yeshua irá voltar e entrar em triunfo em Jerusalém para iniciar Seu reino milenar na terra com uma grande celebração e banquete.

Deus planejou o reino do Messias antes de criar o mundo. Ele ordenou os símbolos sacerdotais e designou festas antes de Yeshua nascer nesta terra. Uma vez que foram pré ordenados, eles têm autoridade. Mas eles só têm autoridade quando são feitos sob a autoridade do nome de Yeshua.

Assim como há uma colheita agrícola no período de Sucot (o fim dos dias sagrados bíblicos), também haverá uma grande colheita de almas no fim dos tempos (Mateus 13.39, Apocalipse 14.14). Acreditamos que o movimento messiânico em Israel será uma centelha de avivamento para as nações no fim dos tempos.

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