Todos Pecaram

Publicado em: 15/05/2022 Categorias: 2022 / Revive Israel

Asher Intrater

O rei Davi foi um dos grandes heróis da fé e um dos homens mais justos que já existiu. No entanto, ele cometeu um pecado horrível com Bate-Seba que incluiu assassinato, adultério e mentira. Ele se arrependeu profundamente desse pecado e escreveu o pungente poema de pesar por sua própria transgressão no Salmo 51 (“Cria em mim um coração puro”), que se tornou uma fonte de conforto para muitos ao longo dos séculos.

Davi teve uma revelação profunda não apenas de seu próprio pecado, mas também do fato de que todos pecaram. Essa compreensão do “pecado universal” tornou-se um fundamento da fé e também foi expressa de forma pungente no Salmo 53.

 

 

 

 

Salmo 53.1-3
Diz o insensato no seu coração: Não há Deus. Corrompem-se e praticam iniquidade; já não há quem faça o bem. Do céu, olha Deus para os filhos dos homens, para ver se há quem entenda, se há quem busque a Deus. Todos se extraviaram e juntamente se corromperam; não há quem faça o bem, não há nem sequer um.

Davi repete as mesmas palavras no Salmo 14. Não há sequer uma pessoa que tenha feito o bem.
O filho de Davi, Salomão, o homem mais sábio e provavelmente o mais rico que já viveu, também recebeu a mesma revelação. Ele alcançou o auge da retidão depois de construir o Templo em Jerusalém. Enquanto ele orava, a nuvem de glória encheu o Templo e fogo caiu do céu.

No entanto, ele também pecou horrivelmente. Suas enormes bênçãos se transformaram em tentações que ele não conseguiu suportar. Na própria oração de dedicação do Templo, quando o fogo caiu, ele disse:

 

 

 

1 Reis 8.46
Quando pecarem contra ti (pois não há homem que não peque), e tu te indignares contra eles…

As mesmas palavras desta oração também estão registradas em 2 Crônicas 6.36. Não há quem não peque. O pecado deixa Deus irado. O fato de que todos pecam NÃO é uma desculpa para continuar pecando, mas um chamado universal à humildade, arrependimento e busca de perdão. Põe um fim a toda justiça própria e à condenação dos outros.
Todos pecaram. Todos merecem punição. Todos precisam se arrepender. Todos precisam pedir perdão.

Salomão repetiu o mesmo pensamento em Kohelet/Eclesiastes:

 

 

 

Eclesiastes 7.20
Pois não há um só homem justo sobre a terra, que só faça o bem e nunca peque.

Reconhecer que você pecou é o primeiro passo para entender a necessidade de ser perdoado. Até que uma pessoa enxergue isso sobre si mesma, qualquer conversa sobre salvação ou graça parece irrelevante. Eu tenho visto esse desafio em Israel, com judeus religiosos, judeus seculares e muçulmanos árabes.

Os secularistas modernos tendem a ver os fundamentos morais como antiquados e ultrapassados. Eles aceitam um código de moralidade “de consenso”; mas esse consenso geralmente acaba se desgastando devido à pressão social, principalmente em questões como pureza sexual e respeito à autoridade. A lei moral aponta o pecado. Se a lei moral é irrelevante, então você não sente que pecou. Você está “além da moralidade”. Você pode fazer o que quiser; ninguém vai lhe dizer o que fazer; “apenas faça.”

Judeus religiosos ortodoxos tendem a ter um ponto de vista preto e branco. Eles estão certos e todos os outros estão errados. Eles não precisam se arrepender porque já são religiosos. Eles são os verdadeiros judeus; os seculares são os pecadores. Os judeus são justos; os gentios são pecadores. É claro que a situação é muito mais complexa do que essa simplificação excessiva. No entanto, a atitude básica é que os judeus religiosos são justos, enquanto os judeus seculares e todos os gentios são pecadores.

Uma dinâmica semelhante pode ser encontrada entre os cristãos. Os liberais extremistas adotam o ponto de vista secularista de nenhuma exigência moral. Conservadores extremos adotam a visão religiosamente hipócrita da autojustificação e condenação dos outros.

Portanto, é importante que conheçamos esses versículos que afirmam claramente que todos pecaram. Até que esse princípio seja estabelecido, há muito pouco espaço para avançar no diálogo.

Um ponto de vista semelhante é expresso por muçulmanos fundamentalistas. Eles são justos porque estão servindo a Allah. Não importa quais têm sido as atrocidades do ISIS, Al Qaeda, Aiatolás, Hamas, Hezbollah e Jihad Islâmica. Eles estão certos e todos os outros precisam ser mortos ou escravizados.

TANTO a rejeição pós-moderna da moral QUANTO a religiosidade autojustificativa tornam difícil para uma pessoa lidar com o fato de que ela mesma está errada. Se alguém começa assumindo que está certo e todos os outros estão errados, então o coração está fechado desde o início.

A posição bíblica é que TODOS pecaram.

O julgamento generalizado contra o pecado pode ser visto no dilúvio de Noé, na destruição de Sodoma e Gomorra, nas Dez Pragas no Egito, na morte da geração de israelitas que deixaram o Egito e na destruição do primeiro e do segundo templos em Jerusalém.

[Outras referências ao pecado universal podem ser encontradas em Gênesis 3.24, Miquéias 7.2, Salmo 130.3, Salmo 143.2, Provérbios 20.9, Jó 4.17, Gálatas 2.16, etc.]

O clamor de Davi e Salomão leva às profecias de Isaías, que afirmam que o pecado humano demonstra nossa necessidade de expiação e de um salvador. TODOS nós nos desviamos. Alguém precisa receber nossa punição.

 

 

 

Isaías 53.6
Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos.

A Lei e os Profetas nos mostram que todos pecamos e nos apontam para um salvador que receberá o castigo que nosso pecado exige. Assim, a Lei e os Profetas formam a introdução moral ao Evangelho.

A conclusão de que todos nós pecamos torna-se o ponto de partida da mensagem de salvação. Todos nós precisamos de salvação porque todos pecamos. Assim começa a lógica do “plano de salvação” como descrito pelo apóstolo Paulo:

Romanos 3.23
Porque todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus;

Qualquer um que pensa que não pecou está se enganando, quer ele afirme ser um crente em Yeshua (Jesus) ou não. O apóstolo João disse que se alguém afirma que não pecou, está essencialmente mentindo. A justiça própria é a base do autoengano.

1 João 1.8
Se dissermos que não temos pecado algum, enganamos a nós mesmos, e a verdade não está em nós.

Vamos nos lembrar disso sempre que nos encontrarmos em discussões. Todo mundo está dizendo: “Eu estou certo, e você está errado”. No entanto, essencialmente, todos pecamos e todos precisamos mudar. Quando ambos os lados percebem que estão pelo menos parcialmente errados, então há uma oportunidade de buscar a verdade.

Quando qualquer pessoa percebe que fez algo errado, então ela está aberta ao processo de reconciliação com Deus. Yeshua é o único homem perfeitamente justo que já viveu. Ele é o Cordeiro que tirou nossos pecados. Somente Nele encontramos a graça e a verdade de que todos precisamos.

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