“Rabino” Messiânico?

Publicado em: 02/11/2015 Categorias: 2015 / Revive Israel

Asher Intrater

Embora o uso do termo “rabino” seja comum nas congregações messiânicas na Diáspora [comunidades judaicas espalhadas pelo mundo], ele é praticamente desconhecido em Israel. Aqui estão alguns pensamentos:

  1. Há uma diferença de cultura entre a diáspora e Israel. Na diáspora, há uma pluralidade maior de “judaísmos” – Reformados, Conservadores, Ortodoxos, etc. Existem muitos tipos diferentes de “rabinos”. Em Israel, o termo possui um sentido muito mais específico e tradicional — um Rabino Judeu Ortodoxo.
  2. O motivo pelo qual Yeshua disse para não usar o termo “rabino” em Mateus 23.8 não era porque era pior que outros termos usados para líderes religiosos, mas porque usar e enfatizar títulos de honra tende a causar orgulho, que pode ser tanto perigoso quanto hipócrita.
  3. Apesar de a palavra “Rav” (rabino) significar em sua origem “aquele que é grande”, ela não é essencialmente diferente dos outros termos, tais como reverendo, ministro, padre, sacerdote, pastor, apóstolo, doutor.
  4. Esses termos podem ser usados para se referir à função ao invés de títulos. Nós deveríamos usar títulos o mínimo possível. Há uma diferença entre dizer “Pastor João”, e dizer “João, que atua na liderança pastoral”.
  5. Em nossas referências biográficas, costumo usar “Asher Intrater serve nas equipes de liderança em Ahavat Yeshua, Tikkun International, Revive Israel e Tiferet Yeshua”. Caso seja necessário descrever a função apostólica, procuro usar “fundador e supervisor” ou “atua na supervisão”.
  6. Quando é importante destacar a diferença entre os cinco ministérios (Efésios 4.11), eu digo: “serve na supervisão apostólica”. É essencial afirmar a função de ministério apostólico e restaurar a terminologia bíblia correta.
  7. Existem três razões positivas para usar o termo “Rabino Messiânico”. A primeira é criar o contexto cultural judaico histórico correto da Nova Aliança, que tem sido alterado pelos 2 mil anos de polêmica judaico-cristã.
  8. Em segundo lugar, dentro do contexto de uma congregação messiânica, existem muitas funções congregacionais que o líder deve cumprir que são distintamente judaicas, tais como presidir em Brits, Bar Mitsvahs, casamentos, dias sagrados, liturgias, funerais, etc. Essas funções são realizadas por um rabino numa sinagoga tradicional e, portanto, o termo rabino messiânico permite que o líder congregacional as realize dentro de sua congregação.
  9. Em terceiro lugar, na luta pela liberdade religiosa básica, dos direitos de expressão religiosa, e da identidade cultural, a comunidade messiânica é uma corrente legítima dentro da comunidade judaica mais ampla e da nação israelense. Portanto, o uso do termo faz parte de estabelecer essa identidade e o direito da posição social.
  10. Se o termo Rabino for usado pelas razões citadas acima, a fim de não causar mal-entendidos, seria importante utilizar a palavra “Messiânico” (i.e. “Rabino Messiânico”), e não dizer apenas “Rabino”, a menos que a pessoa tenha sido ordenada com um “smicha” [ordenação rabínica] tradicional.

Ore Movido pela Fé, não pelo Medo

James Bates

Ao orar pela segurança das nossas famílias em meio aos ataques terroristas que estão acontecendo aqui em Israel, dois exemplos de oração vieram à mente. O primeiro foi quando os discípulos de Yeshua o acordaram enquanto ele dormia no barco durante a tempestade (Mt 8). O segundo foi o de Yeshua orando no Jardim do Getsêmani enquanto seus discípulos dormiam (Mt 26).

O que pude ver através desses momentos foi que os discípulos estavam mais atentos às coisas passageiras, deste mundo, do que às eternas. Embora não seja errado orarmos por segurança e proteção, é errado agirmos movidos pelo medo e ficarmos oprimidos pelas circunstâncias naturais.

Quando a tempestade começou a dominar o barco, os discípulos ficaram com medo, acordaram Yeshua e disseram: Senhor, salva-nos! que perecemos!” (v. 25). A resposta de Yeshua foi: Por que temeis, homens de pouca fé?” (v. 26). Eles estavam todos na mesma situação, mas Yeshua reagiu à tempestade de uma forma bem diferente.

No Jardim do Getsêmani, contudo, Yeshua estava profundamente angustiado e pediu aos discípulos para vigiarem e orarem com ele. Por três vezes, ele voltou e os encontrou dormindo ao invés de orando. Então, por que os discípulos estavam acordados e com medo enquanto Yeshua dormia e, depois, quando lhes pediu que vigiassem e orassem com ele, não conseguiram ficar acordados? Porque, no barco eles podiam ver e sentir o vento e as ondas. Eles estavam assombrados pelas circunstâncias naturais, e agiram pelo medo e não pela fé. No Jardim, no entanto, eles não entendiam o que Yeshua estava fazendo e a importância eterna do que estava prestes a acontecer.

Muitas vezes, oramos de acordo com as circunstâncias naturais das tempestades da vida, e perdemos o convite para vigiar e orar com ele pelas coisas que têm valor eterno.

Portanto, vamos, assim como Yeshua no Jardim do Getsêmani, colocar a vontade do Pai acima da nossa, procurar ver as coisas a partir da perspectiva dele e orar movidos pela fé para liberar seus propósitos eternos na terra.

Lucy Aharish

Em meio a toda essa discussão sobre a onda recente de ataques terroristas, valeria a pena ver este vídeo clipe de um jornalista da televisão árabe israelense. Para assistir em inglês:
http://www.timesofisrael.com/clip-of-israeli-arab-anchor-slamming-muslim-leadership-goes-viral/

A fidelidade futura de Deus a Israel

Nesta mensagem, Cody examina a pergunta dos discípulos a Yeshua em Atos 1.6: Senhor, restaurarás tu neste tempo o reino a Israel?” Será que essa era uma pergunta equivocada como afirmam os teólogos? Um reino será restaurado a Israel algum dia? Se sim, como ele será? Para assistir em inglês: https://soundcloud.com/revive-israel-media/gods-future-faithfulness-to-israel/s-wvFci

Pedidos de Oração

Alemanha – Nesta semana, Asher e Betty Intrater, Chaim Warshawsky e Ariel Blumenthal participarão do Global Gathering em Munique (25-28 de out). Asher também falará numa congregação local e se reunirá com líderes. Por favor, ore por eles enquanto viajam e ministram.

Suíça – Pelo quarto ano consecutivo, Gateways Beyond Geneva – junto com igrejas e ministérios locais, estão organizando uma Assembleia Solene com um novo nome, RevivingHope [Reacendendo a Esperança] (anteriormente era o TheCall), na cidade de Genebra no sábado, dia 31 de outubro das 10h às 22h. Para mais informações, acesse: www.revivinghope.ch

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