Profecia e o Oriente Médio

Publicado em: 17/12/2014 Categorias: 2014 / Revive Israel

Asher Intrater

Para construir uma base bíblica para interpretar os eventos atuais no Oriente Médio, é necessário examinar as perspectivas dos profetas antigos de Israel. Eles falaram muitas vezes sobre a vontade de Deus em relação a eventos “políticos” no Oriente Médio.

Existe uma grande variedade de pontos de vista nas escrituras proféticas que podem confirmar ou contradizer muitas opiniões políticas hoje. Por um lado (talvez a extrema direita), encontramos Josué. Na sua geração, os israelitas receberam a ordem para matar todos os habitantes de Canaã e conquistar toda a terra.

Por outro lado (talvez a extrema esquerda), encontramos Jeremias. Em sua geração, Deus julgou Israel; a nação foi destruída e o povo exilado. Nem o modelo de Josué ou o de Jeremias servem para todas as circunstâncias do Oriente Médio hoje. (No tempo dos primeiros apóstolos, que pregavam para a geração que viveu logo antes da destruição do Segundo Templo, o contexto do profeta Jeremias era bem relevante.)

Existem outros pontos de vista diferentes. Amós clamou por justiça nas questões socioeconômicas. Jonas foi enviado para pregar a um povo gentio. Isaías descreveu a vinda de um reino espiritual com um rei messiânico divino. O seu ensino pode ser comparado a um tipo de mensagem “evangélica” de hoje. Daniel teve visões de anjos travando guerras sobre nações que afetariam a história por centenas de anos.

O que é particularmente relevante para a comunidade messiânica hoje são os profetas que falaram ao remanescente em Israel depois que este voltou do exílio na Babilônia. A sua mensagem era de encorajamento para que eles continuassem a edificar a nação, tanto espiritual quanto materialmente, apesar dos ataques do mal ao seu redor. Entre esses profetas estão Zacarias e Ageu.

Nós que recebemos o Espírito Santo hoje, por meio da nossa fé em Yeshua, podemos ser vistos, de certa forma, como uma continuidade desses antigos profetas. Como o remanescente messiânico em Israel hoje, sentimos certa identificação com aquele remanescente que voltou à terra na época de Zorobabel, Esdras e Neemias.

Contudo, devemos ser cuidadosos ao analisar as antigas Escrituras e compará-las a nós. Precisamos considerar toda a gama de perspectivas tanto nos Evangelhos quanto nos Profetas antes de escolher um aspecto particular com o qual podemos nos identificar. Os escritos dos profetas israelitas possuem um significado renovado para nós hoje em vista dos acontecimentos atuais no Oriente Médio.

DE GERAÇÃO EM GERAÇÃO

David Ben Keshet

As equipes de liderança de Tents of Mercy (Tendas de Misericórdia) e Revive Israel encontraram-se novamente na semana passada. Nós representávamos mais de 7 congregações da parte norte e central de Israel. Essa é uma expressão da segunda geração dos vínculos de aliança entre Asher, Eitan e outros que fazem parte da família Tikkun de ministérios.

Sentimos uma corrente espiritual fluindo para a próxima geração, de honestidade aberta, humildade e fome por mais de Deus, à medida que nosso trabalho em conjunto se expande. Oramos para que se converta o coração dos pais aos filhos” (Malaquias 4.6).

Todos nós lutamos com questões teológicas e culturais semelhantes que enfrentamos em Israel. Um item que surgiu foi o papel da Torá (Lei) e a cultura judaica na vida dos judeus messiânicos em Israel.

Outra questão foi a transição crítica dos judeus messiânicos jovens durante a idade de serviço militar obrigatório (18-21), e o alto índice nesse período de “abandono” de suas congregações israelenses. Começamos a perceber, num nível nacional, que essa faixa etária é estrategicamente vital para o futuro do remanescente em Israel. Por favor, ore conosco por unção para discipular, desafiar e amar esses jovens.

Viagem ao Brasil

Betty Intrater

No mês passado, Asher e eu, junto com Elihana, tivemos a oportunidade de viajar ao Brasil por duas semanas de ensino e ministração. Além do fato de ser verão ali em novembro, descobrimos que os brasileiros têm uma personalidade de “clima quente”: simpáticos, hospitaleiros, carinhosos e sociáveis. Os cristãos também são expressivos e calorosos em sua adoração e comunhão. Embora não tivessem muito conhecimento a respeito das raízes judaicas da Igreja, havia muita abertura e desejo de aprender.

O primeiro explorador que “descobriu” o Brasil foi Pedro Álvares Cabral, que conduziu uma expedição ao Brasil logo depois que o rei Manuel I de Portugal declarou que todos os judeus teriam de se converter ao cristianismo ou deixar o país. Embora seja impossível provar, é razoável que muitos dos primeiros colonos fossem judeus e, portanto, muitos brasileiros são de origem judaica.

Elihana, que nos acompanhou, cresceu no Brasil. Ela se tornou uma musicista profissional quando era bem jovem, tocando músicas de adoração originais na televisão. Sem nos conhecermos, ela gravou um CD chamado Revive Israel. Ela possui uma personalidade dinâmica e foi bem recebida para ministrar com música nas igrejas que visitamos.

Dois destaques da visita foram um estudante de intercâmbio israelense que compareceu à congregação messiânica no Rio onde estávamos, e um casal iraniano jovem que conhecemos num passeio. Entramos numa conversa profunda com eles sobre a fé (eles são muçulmanos moderados) e trocamos e-mails.

O Fogo do Pentecostes ao longo da História

Esta é a parte dois da mensagem “Crossing from Death to Life” (Passando da Morte para a Vida). Asher fala sobre as ligações entre Israel receber a lei no Monte Sinai em Êxodo 19, o derramamento do Espírito Santo no Monte Sião em Atos 2 e o batismo no fogo do Espírito Santo hoje sobre os cristãos. Para assistir em inglês:
http://youtu.be/tYPlJJySPE0?list=UUeOJT0q7PjZHNSXnjZpZkAA

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