Pelo Amor de Deus Cumpra As Suas Promessas!

Publicado em: 02/05/2012 Categorias: Arauto / Vida Cristã no Lar

Arauto - Ano 13 - nº 03 - Out/Dez 1995

Por: Elmer G. Klassen

Faz-se mais orações pedindo que Deus cumpra Suas promessas do que pedindo Sua ajuda para cumprir as nossas. “Ah, Senhor,” oramos, “Tu não nos avivará novamente para que o Teu povo possa se alegrar em Ti?” Deus não nos aviva novamente e nós continuamos a pedir-Lhe que cumpra Suas promessas. Visto que Deus não está cumprindo Sua promessa de avivar o Seu povo, concluímos que não é chegada a hora do avivamento. E assim nos consolamos ao ver que os ímpios e sedutores estão se tornando cada vez piores, pois significa que a vinda do Senhor, com poder e grande glória, está bem próxima. Temos orado pedindo que Deus cumpra Suas promessas de restauração sem nos preocuparmos em nos comprometer em fazer e cumprir nossas promessas diante de Deus e dos homens.

A negligência mais notável de cumprir as promessas que fizemos está em nossos votos matrimoniais. As alianças bíblicas de casamento estão sendo negligenciadas e ignoradas. As alianças matrimoniais devem ser feitas diante de Deus e do homem, mas vemos pessoas fazendo votos anti-bíblicos ou deixando de tornar públicas as suas promessas matrimoniais. Estes lares estão em perigo. Não espere que Deus mantenha Suas promessas se não fazemos e nem cumprimos as nossas.

“Até quando, ó simples, amareis a simplicidade? e vós, escarnecedores, desejareis o escárneo? e vós, loucos, aborrecereis o conhecimento? Convertei- vos pela minha repreensão; eis que abundantemente derramarei sobre vós o meu espírito e vos farei saber as minhas palavras. Mas, porque clamei, e vós recusastes; porque estendi a minha mão, e não houve quem desse atenção; antes rejeitastes todo o meu conselho, e não quisestes a minha repreensão; também eu me rirei na vossa perdição, e zombarei, vindo o vosso temor. Vindo como assolação o vosso temor, e vindo a vossa perdição como tormenta, sobrevindo-vos aperto e angústia. Então a mim clamarão, mas eu não responderei; de madrugada me buscarão, mas não me acharão. Porquanto aborreceram o conhecimento, e não preferiram o temor do Senhor; não quiseram o meu conselho e desprezaram toda a minha repreensão. Portanto comerão do fruto do seu caminho, e fartar- se-ão dos seus próprios conselhos. Porque o desvio dos simples os matará, e a prosperidade dos loucos os destruirá. Mas o que me der ouvidos habitará seguramente, e estará descansado do temor do mal” (Provérbios 1:22-33).

“Oferece a Deus sacrifício de louvor, e paga ao Altíssimo os teus votos. E invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás” (Salmos 50:14-15).

“Fazei votos, e pagai ao Senhor, vosso Deus” (Salmos 76:11).

“Que darei eu ao Senhor por todos os benefícios que me tem feito? Tomarei o cálice da salvação, e invocarei o nome do Senhor. Pagarei os meus votos ao Senhor, agora, na presença de todo o seu povo” (Salmo 116:12-14).

Votos matrimoniais devem ser feitos e cumpridos para que “vivamos em segurança e fiquemos à vontade, sem medo do mal.”

Bênçãos de Deus para o lar

Há muitos livros que dão conselho sobre como tornar os casamentos felizes e bem sucedidos. Alguns deles são caros e outros são grátis. O preço do livro ou o dinheiro gasto para conseguir conselho profissional não significa que se alcançará sucesso nos relacionamentos pessoais.

A maior parte dos livros que oferecem ajuda para o casamento e relacionamentos familiares é escrita por psicólogos que dão dicas para que o próprio casal torne os seus relacionamentos bem-sucedidos e felizes. Aconselham aos maridos e esposas para dividirem seu dinheiro em partes iguais ao invés de mostrar que precisam enfrentar o pecado de cobiçar e desejar coisas materiais mais do que a Deus. Aconselham aos pais que façam juntos um orçamento onde cada membro da família possa ter seu próprio dinheiro para gastar. Ao marido cabe a tarefa de trazer flores para sua esposa em ocasiões especiais para demonstrar seu amor por ela. A esposa deve estar arrumada para receber o marido quando ele volta do trabalho. Alguns escritores chegam a recomendar que as esposas devem enganosamente procurar satisfazer as necessidades dos maridos a fim de ganhá-los para sua maneira de pensar. Dizem aos maridos que se levarem suas esposas aos concertos e a restaurantes especiais isto salvará seus casamentos. Dizem às esposas para fazer vista grossa à atração que os maridos sentem por outras mu¬lheres e que os maridos não devem ter ciúmes quando suas esposas flertam com outros homens.

Tais conselhos enchem as colunas de nossos jornais e as páginas de livros sobre como ter um lar bem-sucedido. E parece que os cristãos estão engolindo estas coisas. Raramente menciona-se o pecado de quebrar as alianças e a necessidade de cumprir os votos feitos diante de Deus, e da responsabilidade do homem em cuidar das crianças que ele ajudou a conceber. Os cristãos geralmente são tão ignorantes a respeito das leis de Deus concernentes ao casamento e a vida no lar quanto eram antes que lessem os livros dos psicólogos.

Em nossas escolas aprendemos que “nunca devemos forçar nossa vontade sobre uma criança. Fazer isso pode destruir o auto-respeito da criança e levá-la a ficar frustrada o resto de sua vida.” Professores que sairam de lares problemáticos e com diplomas de escolas seculares estão ensinando nossos filhos a desrespeitar a autoridade de Deus no lar como se eles estivessem falando a pura verdade. Quando seus conselhos não trazem bons resultados eles encaminham seus alunos para psicólogos especi¬almente treinados mas que são igualmente inadequados moralmente para falar com a sabedoria de Deus. Estes conselheiros falam como se a integridade, a felicidade e o bem-estar familiar dependessem de aparências e condutas exteriores. Nossas aparências e condutas exteriores são úteis mas os cristãos deveriam saber que lares sem Deus não podem esperar a bênção de Deus. A verdade a respeito da natureza do homem e sua necessidade de redenção não vem dos psicólogos mas da pregação da Palavra de Deus. Paulo escreve a Timóteo: “prega a palavra, insta a tempo e fora de tempo; redargue, repreende, exorte, com toda a longanimidade e doutrina” de acordo com a Palavra de Deus (II Tm 4:2). Isto se aplica a todos os cristãos.

“Manda estas coisas e ensina-as” lemos em I Tm 4:11. As duas cartas escritas a Timóteo dão muito melhor conselho para se obter um lar bem- sucedido do que aqueles conselheiros que, depois de terem orado com você perguntam: “Vocêquer pagarem dinheiro, cheque ou cartão de crédito?” Estes conselheiros que foram ensinados pelos inimigos da cruz de Cristo não podem manter nossas famílias unidas por muito tempo ou trazer as bênçãos de Deus para o lar. A Bíblia ensina que os relacionamentos com Deus e com as pessoas não podem ser sustentados pelas boas maneiras ou pela habilidade de satisfazer a necessidade dos outros mas sim, pela confissão dos pecados e pelo cumprimento das alianças feitas diante de Deus.

Todos os acordos sérios entre as pessoas na história da Bíblia foram chamados de alianças. Abraão fez aliança com Deus e seu lar foi abençoado por causa disto. A bênção da aliança foi prometida a Abraão e às futuras gerações que se identificassem com o que Abraão tinha crido e feito. A bênção de Deus sobre a família de Jacó não foi dada porque ele aprendera algumas dicas de auto-ajuda dos conselheiros. Jacó recebeu a bênção da aliança de seu pai, e depois fez e manteve suas próprias alianças com Deus. Ele foi abençoado porque entrou em aliança como fizeram seu pai e avô. Depois, ele passou a bênção da aliança para seu filho Judá. Estes lares falharam miseravelmente de acordo com o entendimento moderno do lar cristão, mas como foram abençoados!

Quando as pessoas não fazem ou não cumprem as alianças matrimoniais, as bênçãos de Deus são retiradas daquele lar. Hoje, a aliança do casamento está negligenciada e a bênção de Deus é retirada das igrejas que permitem isso. As alianças devem ser feitas e cumpridas no nome do Senhor. Você quer a bênção de Deus em seu lar e em sua igreja? Faça e cumpra suas alianças diante de Deus e dos homens!
Há um outro espírito que podemos discernir quando lemos a Palavra de Deus para achar conselho para a vida prática diária, bem diferente daquilo que se encontra na maioria dos outros livros. A vasta quantidade de material disponível sobre problemas matrimoniais pode ser útil, mas a maioria deste material passa longe do elemento básico para uma vida familiar abençoada. Há uma diferença entre aquilo que a Bíblia enfatiza e aquilo que é enfatizado em muitos livros cristãos anunciados hoje. Raramente lemos uma explanação das Escrituras como no livro “Como Levar Seus Filhos a Cristo” de Andrew Murray. Este livro foi escrito por um homem de Deus cujos filhos há gerações são um exemplo vivo das bênçãos em um lar cristão que tem princípios piedosos.

Se você se preocupa com a salvação de seus filhos você vai querer ler este livro.

Nesta edição do Arauto da Sua Vinda, você encontrará alguns artigos selecionados sobre o casamento e o lar. Você pode pedir mais cópias para serem distribuídas entre os membros da família e amigos. É só nos dizer quantas cópias serão necessárias. O relacionamento de nossa família e a presença de Deus em nossos lares é o que há de mais importante para o bem-estar de nossas comunidades e nação.
Nós, do Arauto da Sua Vinda, temos dedicado nossas vidas com o intuito de servir o corpo de Cristo. Deus tem nos mandado “alimentar Seu rebanho” com o melhor material cristão disponível. As mensagens que imprimimos já foram experimentadas e têm dado bons frutos. Oramos sinceramente para que estas mensagens transmitam vida para cada leitor do Arauto.

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Vivemos num dia caracterizado pela multiplicação das máquinas e instrumentos humanos e pela diminuição do Poder de Deus. Hoje a demanda universal é para trabalhar, trabalhar, trabalhar; organizar, organizar, organizar.
Produza uma nova sociedade, desenvolva uma nova metodologia, invente uma nova máquina. Porém a grande necessidade de hoje é por oração, mais oração e oraçào mais eficaz.
R. A. Torrey

–  As promessas de Deus são todas certas, mas nem todas “vencem” em 90 dias.
A. J. Gordon

–  Para que preocupar-se quando se pode orar?

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