Nós Profetizamos em Parte

Publicado em: 01/01/2018 Categorias: 2017 / Revive Israel

Asher Intrater

Buscamos ter um equilíbrio bíblico sobre as questões relativas aos dons apostólicos e proféticos na Igreja hoje. Uma das chaves para encontrar esse equilíbrio é a frase: “em parte profetizamos”.

I Coríntios 13.9–“porque, em parte conhecemos, e em parte profetizamos”

Amar é o maior mandamento. À medida que continuamos a amar, nosso amor torna-se mais amadurecido. Nessa experiência de maturidade, ganhamos mais paciência e humildade. Quanto mais sabemos, mais percebemos o quanto não sabemos. Reconhecemos o fato de que outros saberão e verão coisas que não enxergamos. Essa atitude preserva a unidade e evita o espírito de divisão.

A frase “em parte profetizamos” pode ser entendida de duas formas. Para aqueles que não creem na validade atual do dom de profecia, ou que dizem que a profecia precisa ser perfeita, ou então é totalmente falsa, podemos ver que a profecia na Nova Aliança envolve um nível de interpretação e entendimento que é apenas parcial por sua própria natureza. Nós “vemos como por um espelho, em enigma” (I Coríntios 13.12).

No entanto, nós realmente profetizamos. Qualquer pessoa que nasceu de novo e está cheia do Espírito Santo pode potencialmente compartilhar revelação profética (I Coríntios 14.5, 6, 24, 31, 32, 39). Só porque a profecia é apenas parcial não significa que não seja verdadeira. É por isso que somos instruídos a “provar” as profecias e “reter o que é bom” (I Ts 5.21). Se tudo o que é profético fosse perfeito e completo, não haveria necessidade de “reter” o que é bom e rejeitar o que não é.

Na Nova Aliança, depois que uma pessoa se arrepende e crê em Yeshua, seu espírito pode nascer de novo. O Espírito de Deus pode dar testemunho ao espírito do homem (Romanos 8.16) através da consciência humana (Romanos 9.1). Através do espírito humano e da consciência humana, pensamentos gerados por Deus podem vir à mente humana (Romanos 8.6; Isaías 55.8-9).

Esta é a experiência normativa da profecia na Nova Aliança: os pensamentos de Deus vêm através do Espírito de Deus para o nosso espírito através da nossa consciência, trazendo os pensamentos de Deus para dentro dos nossos. Quando transmitimos esses “pensamentos de Deus” aos outros, isso é considerado profecia ou sabedoria divina.

Por outro lado, aqueles de nós que acreditam na profecia muitas vezes precisam “diminuir o tom” da nossa linguagem. Não devemos falar em termos ABSOLUTOS, porque, afinal, apenas profetizamos em parte e conhecemos em parte. A profecia da Nova Aliança não é tanto uma ordem direta e exterior de Deus, mas um entendimento interior da vontade de Deus através de palavras e imagens, inspirado por Deus em nossos corações.

Portanto, devemos falar com linguagem, postura, tom de voz, volume e “linguagem corporal” mais humildes. A forma como profetizamos mostra que sabemos que a própria profecia que estamos entregando é, por definição, apenas “parcial”?

Aqui está o equilíbrio: Os “não carismáticos” precisam reconhecer que os crentes na Nova Aliança podem realmente profetizar e que as Escrituras em nenhum lugar ensinam que esse dom cessaria antes do retorno de Yeshua.Os “carismáticos” precisam reconhecer que o que estão profetizando é apenas parcial. E, finalmente, um recado a todos nós em qualquer tipo de argumento teológico: seja o que for que achamos que sabemos, nós só o conhecemos parcialmente. Vamos dar espaço para nos humilharmos e aprendermos com os outros.

Abraçando o Processo

Deus quer trabalhar em nós e através de nós em tempos difíceis. Como abraçamos nossa caminhada com Deus, mesmo que tenha altos e baixos?

Legendas disponíveis em: Dinamarquês, Holandês, Inglês, Francês, Coreano, Polaco, Português e Espanhol!

Tomando uma Posição entre Dois Mundos

Malek Gavris

Você se sente preso, pressionado simultaneamente por duas forças – por um lado, pelo amor indulgente das coisas deste mundo e, por outro lado, pelo desejo negativo de se distanciar de tudo o que está acontecendo?

1 João 2.15 diz que “o amor do mundo” é pecado e nos afasta do amor do Pai: “Não ameis o mundo, nem o que há no mundo. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele.” Nós somos de cima, somos filhos de Deus, e os desejos materialistas e os desejos do mundo não são para nós.

No entanto, ao mesmo tempo, o Pai ama esse mundo com um amor caro e sacrificial, tão grande que deu seu Filho para redimi-lo: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3.16). Vemos que ele não olha para baixo, lá do céu, friamente, criticamente ou remotamente, que é o jeito como nós, como seres humanos, podemos ser tentados a ver as coisas, mas se envolve amorosamente.

Então, como podemos funcionar em tal impasse, não amando o mundo e ao mesmo tempo abraçando-o?

Em João 17.15, Yeshua orou: “Não rogo que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno.” É somente pelo Espírito Santo que podemos achar esse delicado ponto de equilíbrio – estar no mundo, mas não ser dele. Devemos resistir à atração da influência mundana e, ao mesmo tempo, abraçar as pessoas do mundo com o amor e a Palavra de Deus –cheios de graça e verdade – foi assim que Yeshua viveu! A batalha é ganha no lugar da oração, diante do Pai – e é por isso que ele orou por nós dessa forma em João 17; por isso nós também devemos orar da mesma forma.

Somente se permanecermos nesse ponto de equilíbrio é que poderemos amar o pecador e ainda odiar o pecado deles. Só pela graça de Deus, podemos encontrar motivação para entrar na “perdição” das vidas quebradas das pessoas, da prostituta ou do terrorista, ou mesmo daqueles de origens étnicas muito diferentes, e levar o amor incondicional do Pai.

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