“Maran”, Arco-Iris e Circuncisão

Publicado em: 13/10/2013 Categorias: 2013 / Revive Israel

Tal Robin

 Às 11h da manhã de segunda-feira, dia 7 de outubro, o líder sefardita (e do partido Shas), o rabino Ovadia Yosef, faleceu aos 93 anos de idade. No funeral, que ocorreu apenas algumas horas mais tarde, às 18h, multidões congestionaram as ruas de Jerusalém para se despedirem dele (diferentes relatórios estimaram entre 450 e 850 mil pessoas). Nenhum evento, desde os tempos bíblicos, reuniu um número tão grande de pessoas em Jerusalém.

Ovadia Yosef nasceu no Iraque em 1920 e imigrou para Israel com a sua família quando tinha 4 anos de idade. Ele se tornou o rabino mais influente da sua geração. Ele era tão reverenciado que recebeu o título mais alto que um líder espiritual pode ter: Maran (“Mestre”, “Senhor” em aramaico). Milhares de pessoas choraram nas ruas, sem saber como continuariam vivendo sem seu “Maran”.

Yosef tornou-se a terceira figura “messiânica” no judaísmo hoje, ao lado de Nahman de Breslau e Lubavitcher Rebbi Schneerson. Em aramaico, a palavra Ata significa “venha”. Logo, o clamor em aramaico para que o Rabino Messiânico venha seria Maran – Ata (transliterado no Novo Testamento como “Maranata”). Ore para que nosso povo clame com fé genuína para que o único Rabino que já ressuscitou dos mortos volte. Maran Ata! Venha Senhor Yeshua! 

Arco-Íris e Circuncisão

Asher Intrater

Na semana passada, um membro da nossa congregação em Jerusalém comemorou a circuncisão do seu primeiro filho. Vários integrantes da sua grande família estendida sefardita estavam presentes. O evento em si foi um testemunho significativo de que nossa fé em Yeshua é uma continuação das alianças dos nossos antepassados, não uma negação delas.

Na semana passada, o Conselho Europeu aprovou uma resolução não vinculativa definindo a circuncisão como uma ‘violação da integridade física da criança’. Na Europa, muitos gostariam que essa prática fosse considerada ilegal. Curiosamente, é bem provável que judeus e muçulmanos tornem-se aliados nessa questão, já que a circuncisão também faz parte da religião islâmica (Gênesis 17.23).

 Coincidentemente, o trecho da Torá referente à semana passada foi sobre Abraão, incluindo a aliança da circuncisão (Gênesis 12-17). O trecho da semana anterior foi a respeito do dilúvio de Noé e a aliança de Deus com ele (Gênesis 6-11). Vamos comparar rapidamente as alianças de Abraão e de Noé.

A aliança de Noé antecedeu a de Abraão. Portanto, a de Abraão pode ser vista como um subconjunto e um desenvolvimento da aliança de Noé. A de Abraão encaixa-se no plano estabelecido anteriormente pela de Noé.

A aliança de Noé contém o destino de Deus para as nações do mundo (Gênesis 9.16), enquanto a de Abraão lida principalmente com o povo judeu (Gênesis 17.19). A aliança de Noé contém a vontade de Deus para todo o planeta terra, enquanto a de Abraão diz respeito à terra de Israel. O propósito do povo judeu e da terra de Israel é ser uma bênção para todas as outras nações e lugares da Terra.

O sinal da aliança de Noé é um glorioso arco-íris, ao passo que o da abraâmica é um prepúcio sangrento. Cada um desses sinais possui um significado simbólico que, no fim, está ligado ao próprio Yeshua (Jesus). Um é celestial; o outro terreno – apontando para Yeshua tanto como Filho de Deus quanto como filho do Homem.

O arco-íris é uma figura da igreja internacional (Apocalipse 7.9), em toda a sua diversidade. É semelhante aos sete candeeiros (Apocalipse 1.20), porém com um elemento adicional: ele exibe diversas cores. As cores representam os diferentes grupos étnicos, culturas e línguas das nações da Terra.

Da mesma forma como um arco-íris brilha com a luz, os santos ressurretos também brilharão com glória (João 17.22; 1 Coríntios 15.41-43). Assim como as cores estão em perfeita harmonia, da mesma forma chegaremos à perfeita unidade da fé (João 17.23). E como um arco-íris reflete a luz do sol, também refletiremos a face de Yeshua que brilha como o sol (Apocalipse 1.16). [Há um arco-íris ao redor do trono de Deus (Apocalipse 4.3).]

A circuncisão aponta para o nascimento de Yeshua e para a sua linhagem terrena de Abraão e Davi (Mateus 1.1, Romanos 1.3). O nascimento de Yeshua foi o mistério de Deus sendo manifesto na carne (João 1.14; 1 Timóteo 3.16). Yeshua não apenas nasceu neste mundo, ele foi circuncidado quando chegou aqui (Lucas 2.21).

A circuncisão representa a fidelidade de Deus às suas alianças: passado, presente e futuro (Romanos 15.8). Ela é paralela à crucificação. Em ambos os casos, a carne de Yeshua foi ferida e sangrou. A circuncisão é um prenúncio dos sacrifícios do Templo e da morte de Yeshua. Ele confirmou a Velha Aliança em sua circuncisão e a Nova Aliança em sua crucificação.

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