Kurios

Publicado em: 30/07/2012 Categorias: 2012 / Revive Israel

Kurios

Os eventos históricos da Tanakh (Velho Testamento) se encerram com o livro de Neemias, por volta do ano de 440 a.C. O último livro da Tanakh a ser escrito e editado foi Crônicas. Em 1 Crônicas 3, há uma lista genealógica que vai até umas 10 gerações depois de Zorobabel, que daria uma data de aproximadamente 350 a.C. Em 333 a.C., Alexandre o Grande conquistou o Oriente Médio e impôs a cultura e a língua grega sobre o povo da região.

Entre 280 e 130 a.C., rabinos eruditos que falavam grego traduziram a Tanakh para o grego, produzindo assim o que passou a ser conhecido como a Septuaginta. Tornou-se a versão mais confiável da Tanakh, e é aquela que foi citada pelos autores do Novo Testamento. Na Terra Santa, desenvolveu-se uma tensão dinâmica entre a cultura grega internacional e a cultura local hebraico-aramaica. Essa tensão ora cooperava para o bem, ora para o mal.

A revolta dos macabeus começou em 166 a.C., e a dinastia hasmoneana na Judeia permaneceu até a conquista da região pelos romanos liderados pelo general Pompeu, em 63 a.C. Quando Yeshua nasceu, a Terra Santa era governada por Herodes (um idumeu grego que se converteu ao judaísmo), que foi designado pelas autoridades do império romano.

O apóstolo Paulo (Saulo) foi treinado tanto em estudos judaicos quanto em gregos. Sua mudança de nome de Saulo para Paulo pode refletir a comissão divina de levar o evangelho do mundo hebraico para a comunidade grega internacional. O texto mais confiável da Bíblia é a Tanakh (Antigo Testamento) em hebraico e a Nova Aliança (ou Novo Testamento) em grego.

A tensão entre o hebraico e o grego continuou nos primeiros anos da comunidade da fé. Na manhã do dia de Pentecostes, os 120 discípulos que falavam hebraico pregaram o evangelho a uma multidão de 3 mil pessoas, a maioria de origem internacional (Atos 2.9-11). O número de discípulos cresceu, tanto entre as pessoas de língua hebraica quanto entre as de língua grega.

“Ora, naqueles dias, multiplicando-se o número dos discípulos, houve murmuração dos helenistas contra os hebreus, porque as viúvas deles estavam sendo esquecidas na distribuição diária” (Atos 6.1).

O choque entre os dois grupos culturais causou problemas na comunicação, nas finanças e na administração. Uma comissão foi escolhida dentre as pessoas de língua grega (helenistas) para garantir que a logística fosse administrada corretamente (Atos 6.5). As questões relacionadas a identidade continuaram com o desenvolvimento da igreja internacional (eclésia). A ordem era para pregar o evangelho primeiro para o judeu, depois para o grego (Romanos 1.16; 2.10); ao mesmo tempo, judeus e gregos têm a mesma posição diante de Deus (Gálatas 3.28).

Experimentamos tensões semelhantes no Corpo do Messias em Israel hoje, pois nossa língua oficial é hebraico, embora a população de novos imigrantes que não falam hebraico e de visitantes internacionais seja maior do que o núcleo que fala hebraico.

Há um equilíbrio perfeito entre os aspectos internacionais e universais da fé e os aspectos da fé relacionados às alianças com Israel.

Na mesma época, aproximadamente, em que a Tanakh estava sendo traduzida para o grego, o povo judeu deixou de pronunciar o nome de YHVH (Jeová). No fim, a pronúncia foi esquecida e proibida. No lugar de YHVH, o termo “Adonai” começou a ser usada, que é o plural da palavra “senhor”. Na Septuaginta, o nome YHVH foi traduzido como “Kurios”, que também significa “senhor” em grego.

Portanto, aproximadamente no mesmo período da História, o nome YHVH deixou de ser usado e foi substituído pelo nome Adonai no hebraico e Kurios no grego. No tempo de Yeshua, não se usava mais YHVH, somente Adonai e Kurios. Todas as citações de YHVH na Septuaginta e na Nova Aliança traduzem YHVH como Kurios. Kurios é o mesmo que Adonai e YHVH.

Por isso, é impressionante observar que, na Nova Aliança, Yeshua é chamado de Kurios. Isso é muito mais do que chamá-lo de “Senhor”. Significa chamá-lo Adonai. É uma declaração ousada e inconfundível de sua divindade. Yeshua é Kurios-Adonai. Essa declaração de fé chocava tanto as pessoas de língua hebraica quanto as de língua grega.

Chamar Yeshua de Senhor-Kurios-Adonai é uma explosão nuclear na história da fé, da religião e da revelação.

Por Asher Intrater e Solomon Intrater

Até os Confins da Terra

Nós cremos no mandamento de Yeshua para sermos testemunhas dele em Jerusalém, Judeia, Samaria e até aos confins da Terra (Atos 1.8). Por favor, ore pelos jovens israelenses da nossa congregação que estão em missões de curto prazo esta semana: Ariel e Vered na China, Youval e Valerie na Europa, Herut na Ucrânia, Or e Vered na África, Yoel, Sarah e David na América do Sul, Sarah na Tailândia. Vamos batalhar juntos para completar a grande comissão na nossa geração.

Relatório da China

Vered e eu estamos ensinando hebraico e a Bíblia (tudo em hebraico, com tradução para o chinês – acontecimento histórico, inédito?) para um grupo de jovens cristãos chineses, todos matriculados num programa de 10 meses, tempo integral, para aprender tanto o hebraico bíblico quanto o moderno (e um pouco de grego do Novo Testamento). O casal que fundou o programa, J & B, não são chineses, mas trabalham na China há muitos anos. J é o meu intérprete para todas as aulas bíblicas – dadas totalmente em hebraico com tradução para o chinês!

No último final de semana, o grupo organizou um evento cristão para a cidade inteira para permitir que os alunos “demonstrassem” sua aprendizagem nos idiomas e orassem por Israel. Eles leram e proclamaram versículos das Escrituras em hebraico e grego. Depois, foi minha vez de trazer uma mensagem.

Um grupo de jovens chineses nos dirigiu no cântico Sh’ma Yisrael em hebraico e, depois, Ko ahav (João 3.16). Éramos muitos povos cantando juntos a mesma canção. Era um vislumbre do Reino, como em Apocalipse 7.9-10 e 15.2-4. Não há outra forma de unir o mundo em amor, celebrando nossas distinções nacionais e étnicas, enquanto, ao mesmo tempo, honramos as raízes judaicas da fé bíblica. Isso só é possível por meio de Yeshua, Filho de Deus e Filho de Davi.

Por Ariel Blumenthal

Armas Químicas da Síria

O governo da Síria tem estocado quantidades enormes de armas químicas e biológicas. A mídia israelense tem demonstrado grande preocupação que esses estoques sejam capturados por forças radicais islâmicas, pois o governo de Assad parece estar perto de cair. Muitos israelenses estão correndo para renovar seus equipamentos de máscaras de gás. Ore para que todas as armas forjadas contra nós sejam derrotadas (Isaías 54.17).

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