Como Salvar sua Família de Ruínas e Destruição

Publicado em: 12/02/2012 Categorias: Arauto / Como Salvar Sua Família de Ruína e Destruição

Arauto - Ano 21 - nº 04 - Jul/Ago 2003

Por: David Wilkerson

“Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar” (1 Pe 5.8).

A Bíblia nos diz muito claramente que nos últimos dias a igreja de Jesus Cristo enfrentará a ira de um diabo totalmente enfurecido. Satanás sabe que seu tempo está acabando, e seu maior desejo é devorar o povo de Deus. “Ai da terra e do mar, pois o diabo desceu até vós, cheio de grande cólera, sabendo que pouco tempo lhe resta” (Ap 12.12).

Para quem o diabo direcionará sua ira? Seu alvo são as famílias, tanto cristãs como não cristãs, no mundo inteiro. Ele está rugindo como leão esfomeado e atacando lares para devorá-los. Seu propósito infernal é destruir casamentos, alienar filhos, contrapor membros familiares uns contra os outros. Sua estratégia é simples: ele procura trazer ruína e destruição a todo lar que puder.

Jesus referiu-se a esta obra demoníaca quando descreveu Satanás: “Ele foi homicida desde o princípio” (Jo 8.44). De fato, podemos ver o plano destrutivo do inimigo desde quando alvejou a primeira família. Foi o diabo que entrou em Caim e o convenceu a matar seu irmão, Abel.

E este homicida ainda está trabalhando. Os últimos anos revelam este fato de formas horrendas. Há pouco mais de quatro anos, o inimigo entrou em dois garotos adolescentes no estado norte-americano do Colorado, e instigou-os a invadir um colégio com intenções malignas. O mundo ficou atônito diante da selvagem matança que praticaram naquela escola. Atiraram numa garota à queima-roupa enquanto estava de joelhos, orando, uma moça que conheciam e que era respeitada por todos. Quem, além de Satanás, os poderia ter impulsionado a isto?

Um ano depois, Kathleen Hagen, uma pioneira no campo da urologia, formada em Harvard, entrou sorrateiramente no quarto dos seus idosos pais na cidade de Chatham, New Jersey, e os asfixiou com travesseiros. O pai tinha 92 anos e a mãe, 86. Ela, então, continuou na casa durante vários dias, ignorando os cadáveres no quarto. Ao ser presa, parecia confusa e desgrenhada, porém sem qualquer remorso pelo que fizera. Os psicólogos não souberam como explicar por que uma mulher culta asfixiaria seus pais e, depois, continuaria com sua vida como se tudo fosse normal.

Há poucos anos, o jornal The New York Times publicou uma reportagem perturbante sobre o número cada vez maior de pais frustrados que estão levando seus filhos a um tribunal para entregá-los voluntariamente à custódia do Estado, para colocar em programas de assistência juvenil. Simplesmente, não conseguem mais controlá-los. Em um dos incidentes, o juiz perguntou à mãe se não preferia levar sua filha de volta para casa. Quando a mãe, demonstrando evidência de esgotamento, respondeu que não, a filha caiu em soluços incontroláveis.

As tragédias que atormentam famílias hoje são inacreditáveis. E não estão acontecendo apenas na América. Em outros lugares no mundo, o diabo enfurecido está trazendo destruição em todo lugar que puder (no Brasil há muitos exemplos igualmente horrendos, como, por exemplo, do assassinato do casal von Richthofen em outubro de 2002, em São Paulo, a mando da própria filha). E ele não se saciará enquanto não devorar todas as famílias que estiverem no seu caminho.

Muitas famílias cristãs estão sendo abaladas, também, por caos, tristeza e dor. A devastação demoníaca está chegando de muitas formas: através do divórcio, de filhos rebeldes, de correntes de vícios de todas as espécies. Entretanto, o resultado é sempre o mesmo: uma família, antes feliz e tranqüila, é dilacerada, separada e devorada.

Vi tudo isto em primeira mão durante os mais de quarenta anos em que estive envolvido no ministério de recuperação de viciados (Desafio Jovem). Viciados em drogas e alcoólatras chegavam aos centros de recuperação para receber ajuda. Era uma alegria ver aqueles homens e mulheres destruídos sendo maravilhosamente convertidos e libertos da sua escravidão. Jesus sobrenaturalmente os transformava em novas criaturas.

Um dos sinais mais fortes de uma genuína conversão era quando começavam a perceber o que Satanás lhes havia roubado. Como viciados, não haviam se importado de perder família, cônjuge, filhos ou pais. Sua única preocupação era como obter as drogas, ou o álcool. Mas agora choravam copiosamente sobre o que haviam perdido.

Era trágico, devastador. Em tais momentos, dava para ver claramente a extensão do poder destruidor de Satanás sobre aquelas famílias. Na verdade, a maior tragédia nunca era o mal que o vício fazia aos corpos devastados, produzindo semblantes vazios e perturbados. Pelo contrário, era o que fora roubado deles: um cônjuge, um filho, um futuro. Ainda pior era o que fora roubado dos filhos destas pessoas: uma chance de ser criado num lar temente a Deus, de conhecer o amor de Jesus, de ser amado e nutrido por pais amorosos, de ser ensinado pelo exemplo a viver para o Senhor.

O Que Fazer?

Chega uma hora quando as circunstâncias da vida vão além da esperança humana. Não há conselho, nem médico nem remédio que possa trazer a solução. A situação tornou-se impossível. E requer um milagre, senão tudo acabará em ruína.

Em tais momentos, a única esperança que resta é que alguém faça contato com Jesus. Alguém precisa conseguir seu ouvido, sua atenção. Não importa quem seja, o pai, a mãe ou o filho. Aquela pessoa precisa tomar a responsabilidade de fazer conexão com Jesus. E precisa ser determinada: “Não vou sair enquanto não ouvir do Senhor. Ele precisa me dizer: ‘Está feito. Agora pode voltar para casa.’ ”

No evangelho de João, encontramos uma família que estava neste tipo de crise. “Ora, havia um oficial do rei, cujo filho estava doente em Cafarnaum” (Jo 4.46). Esta era uma família distinta, da classe nobre, mas havia um espírito de morte nela. Alguém naquela casa perturbada soube a respeito de Jesus e ouviu sobre seu poder miraculoso. E chegou a notícia, de alguma forma, que Cristo estava em Caná, a uns quarenta quilômetros de distância. Em desespero, o pai tomou sobre si o encargo de fazer contato com o Senhor. A Escritura diz: “Tendo ouvido dizer que Jesus viera da Judéia para a Galiléia, foi ter com ele” (v. 47).

Através dos anos, dezenas de mães na nossa igreja têm vindo, chorando sobre suas famílias devastadas. Talvez o marido abandonou a família, ou o filho estava na prisão, ou a filha se tornara prostituta para sustentar seu vício de drogas. Muitas vezes, a mãe era a última esperança que a família tinha de chegar a Jesus. Então ela assumia o encargo da intercessão. E se determinava a orar até que o Senhor lhe desse libertação.

O oficial de João 4 tinha este tipo de determinação. E ele conseguiu chegar à presença de Jesus. A Bíblia diz que ele “lhe rogou que descesse para curar seu filho, que estava à morte” (v.47). Que quadro maravilhoso da verdadeira intercessão! Este homem deixou tudo de lado e buscou ao Senhor para que lhe desse uma palavra.

No entanto, Jesus respondeu à sua súplica da seguinte forma: “Se, porventura, não virdes sinais e prodígios, de modo nenhum crereis” (v.48). O que Jesus quis dizer com isto? Ele estava dizendo ao oficial que uma libertação milagrosa não era sua maior necessidade. Na verdade, a questão número um era sua fé. Pense sobre isto: Jesus poderia ter entrado na casa daquele homem, colocado as mãos sobre o filho moribundo e o curado. Contudo, tudo que esta família saberia a respeito de Jesus era que fazia milagres.

Cristo desejava mais para este homem e sua família. Queria que cressem que ele era Deus em carne. Por isto, disse com efeito ao oficial: “Você crê que está suplicando a Deus para resolver esta necessidade? Você crê que sou o Cristo, o Salvador do mundo?”

O oficial respondeu: “Senhor, desce, antes que meu filho morra” (v.49).  Neste ponto, Jesus deve ter visto fé neste homem. Porque depois lemos: “Vai, disse-lhe Jesus; teu filho vive” (v.50).

Infelizmente, muitos crentes vão embora antes de ouvirem qualquer coisa de Jesus. Mas este homem foi embora em fé. Qual era a diferença? Ele havia recebido uma palavra do Senhor. Buscara a Deus e esperara nele em fé. E estava decidido a não ir embora até que recebesse uma promessa de vida. “O homem creu na palavra de Jesus e partiu” (v.50).

Orando Pelos Familiares

A igreja de Jesus Cristo deve estar ocupada em ganhar almas. Oramos por nações perdidas, por avivamento em nossas cidades, por nossos vizinhos não convertidos. Dou graças a Deus pelo povo que faz esta obra vital.

Porém, quero perguntar-lhe: Quem está orando fielmente por seu pai, mãe, irmã, irmão, primo ou avô não convertido? Orar por nossos familiares amados deveria ser da maior importância nas nossas vidas. Afinal, a responsabilidade por este tipo de oração recai sobre aqueles que têm acesso ao ouvido de Deus, que estão suficientemente próximos a ele para fazer um pedido. Agora, se este alguém não é você, quem é? Quem há de orar fervorosamente pela salvação da sua família, se você não orar?

Talvez você esteja dizendo: “Já testemunhei para minha família há anos. Tenho vivido meu testemunho com fidelidade diante deles. Eles sabem o que represento. Agora só me resta entregá-los aos cuidados de Jesus”. É verdade que devemos entregar nossos parentes e queridos não convertidos ao ministério do Espírito Santo; só ele poderá convencer do pecado. Mas confiar no Espírito não significa deixar de orar com intensa urgência em favor dessas pessoas. Se pararmos de interceder por eles, estamos dizendo com efeito: “Este é um caso perdido”.

Confiar no Senhor significa fazer exatamente o oposto. Se realmente confiarmos nele por salvação e libertação, clamaremos como aquele oficial do rei: “Por favor, Jesus, venha agora. Aja logo, antes que meu ente querido se perca para sempre”. Somente oração agressiva e fervorosa poderá combater os objetivos destrutivos de Satanás de arruinar nossa família. Orações mornas, sem todo o coração, não derrubarão suas fortalezas. Precisamos ser chacoalhados para fora dos nossos próprios interesses e começar a levar a oração a sério. E precisamos ficar perto de Jesus, até que sua resposta venha.

Uma Filha Oprimida

Quando Jesus estava na região de Tiro e Sidom, “uma mulher cananéia… clamava: Senhor, Filho de Davi, tem compaixão de mim! Minha filha está horrivelmente endemoninhada” (Mt 15.22). Satanás havia invadido o lar desta mulher e dominado sua filha. A palavra “horrivelmente” é derivada de uma raiz que significa depravado. Esta garota era ímpia e perversa, tomada por Satanás.

Agora, esta mulher não era uma mãe perversa. Embora gentia, cria em Jesus; afinal, se dirigiu a ele como “Senhor, Filho de Davi”. Com efeito, estava dizendo: “Tu és o Salvador, o Messias de Deus”. Neste ponto, surge uma pergunta: Como Satanás pode ganhar acesso ao filho de um cristão? Como pode dominar filhos que vivem num lar temente a Deus?

Talvez você seja um pai ou uma mãe que pertence ao Senhor Jesus. Você criou seu filho na igreja e fez o melhor para mostrar-lhe o caminho certo. Mas agora, depois de anos freqüentando Escola Dominical e ouvindo pregações ungidas na igreja, ele se tornou frio e insensível para as coisas de Deus. Não poderia ser mais indiferente sobre servir a Jesus. E você pergunta: “Senhor, como isto pode ter acontecido?”

Durante os anos, tenho visto isto acontecer com filhos de muitos ministros e líderes cristãos. Multidões destes jovens entraram nos centros de recuperação do Desafio Jovem, depois de se amarrarem com vários tipos de vícios. Foram criados em lares tementes a Deus, mas, por algum motivo, desviaram-se do caminho. Suas vidas passaram a ser dominadas por poderes satânicos. Viciaram-se em drogas, álcool, pornografia ou prostituição.

Você que está lendo este artigo pode estar dando um suspiro de alívio, dizendo: “Graças a Deus, este não é o caso do meu filho ou da minha filha. Tenho bons filhos. Tive muito empenho em criá-los no temor e no conhecimento do Senhor. Eles conhecem o caminho certo. Podem não estar apaixonados por Jesus, mas pelo menos não estão usando drogas”.

Se este for o seu caso, você tem razão de ser grato. No entanto, precisa se preocupar com a mornidão. De acordo com o próprio Senhor, o estado de mornidão é tão terrível quanto o de opressão demoníaca. Quando Cristo advertiu: “Estou a ponto de vomitar-te da minha boca” (Ap 3.16), ele não estava falando com viciados em drogas. Estava se dirigindo a cristãos mornos dentro da igreja. Jesus sabe que um espírito de mornidão pode deixar qualquer cristão vulnerável a tentações diabólicas, enviadas diretamente do inferno.

Seus filhos podem ser gentis, educados, bem-comportados. Podem fugir das companhias erradas, respeitar os mais velhos e ser moralmente íntegros. Mas se não estiverem envolvidos, de todo coração, no seu amor por Jesus – se estiverem apenas se deixando levar junto com os outros jovens cristãos – estão em grande perigo. Entenda isto: qualquer filho, criado num lar cristão, automaticamente se torna um alvo preferido de Satanás. O diabo procura atacar aquelas famílias que são mais fervorosas no seu amor por Jesus. Mas agora a frieza do seu filho torna a tarefa do inimigo muito mais fácil. Ele se exultará na moleza que vai ser enredar seu filho ou filha em escravidão ao pecado.

Até os mais dedicados cristãos – inclusive ministros e líderes – podem ser cegos para a armadilha que Satanás prepara para seus filhos espiritualmente passivos. O inimigo está constantemente atento para tentar apagar a menor faísca de vida espiritual que perceber neles. Insisto com você, pai ou mãe cristão: Não permita que o diabo alcance seu filho. Coloque-se de rosto em terra, diariamente, e cerque seus jovens com intercessão. Deus lhe deu o poder de chacoalhá-los do seu estado de mornidão.

Meu Desafio Pessoal

Quando meus filhos eram adolescentes, pensei que entrariam no Reino de Deus pelo simples fato que eu os amava. Falava comigo mesmo: “Sempre estarei presente para meus filhos. Serei um amigo para eles. Conquanto sempre estiver disponível e acessível, nunca deixarão de comunicar-me suas necessidades”.

Então, um dia meu filho mais velho, Gary, chegou em casa da escola, em soluços. Foi direto para seu quarto e se jogou na cama. Quando perguntei-lhe o que estava errado, ele respondeu: “Pai, não acredito que Deus exista. É tudo um mito”.

Neste momento, eu sabia que todo o amor no mundo não resolveria este tipo de ataque demoníaco. E simplesmente sendo capaz de comunicar com meu filho não solucionaria o problema. Eu não podia me consolar, dizendo: “Esta é apenas uma fase. Gary vai sair disso. Ele é um bom rapaz. E ele sabe que o amo”.

Não, eu precisava enfrentar claramente o que estava acontecendo diante dos meus olhos: Satanás estava tentando roubar do meu filho a sua fé genuína e fervorosa. Eu vira Gary entregar sua vida a Jesus com cinco anos de idade e sabia que sua fé era preciosa. Agora o inimigo queria destruir aquela fé. Ele estava usando dúvida e incredulidade para apagá-la. Na verdade, Satanás estava alvejando o próprio centro nevrálgico da nossa família: nossa confiança em Jesus.

Eu sabia que só tinha uma opção. Entrei no meu recanto de oração. Fechei a porta, prostrei-me de rosto em terra, e preparei-me para batalhar. Estava determinado: “Satanás, você não terá meu filho”. Daquele dia em diante, clamei ao Senhor em favor de Gary. Supliquei: “Senhor, guarda meu garoto do maligno”.

A mudança que no fim ocorreu em Gary não foi da noite para o dia, nem dentro de uma semana, ou mesmo em poucos meses. Ele continuou a lutar com confusão interior. Mas chegou a hora em que a confiança de Gary em Jesus foi restaurada. E desde então, ainda jovem, começou a servir a Deus em ministério de tempo integral. Ele tem sido uma pessoa intensa e dedicada em seu amor por Jesus. Neste último ano, tive o privilégio de vê-lo pregando ao meu lado em conferências de líderes.

Cada um dos meus outros três filhos teve sua própria experiência peculiar, em que sua fé foi provada. Mas assim como aconteceu com Gary, o Senhor foi fiel para levar Debbie, Bonnie e Greg a atravessar esses períodos e alcançar a vitória. Eles também se tornaram apaixonados por Jesus e servos no ministério do Senhor. Entretanto, minha intercessão por minha família nunca parou. Agora, minha esposa, Gwen, e eu estamos unindo nossas forças com nossos filhos adultos para orar em favor dos nossos dez netos.

Jesus Parece Ignorar a Súplica da Mãe

A mulher com a filha oprimida persistiu em buscar a Jesus. Finalmente, os discípulos instaram com o Mestre: “Senhor, mande-a embora. Livre-se dela. Ela não pára de nos perturbar”. Observe a reação de Jesus às súplicas da mulher: “Ele, porém, não lhe respondeu palavra” (Mt 15.23). Evidentemente, ele estava ignorando a situação completamente. Por que faria isto? Sabemos que nosso Senhor nunca se fez de surdo diante do clamor de qualquer pessoa que o buscasse com sinceridade.

A verdade é que Jesus sabia que a história desta mulher seria contada às gerações futuras. E ele queria revelar uma verdade a todos que viessem a ouvi-la. Por isso, resolveu testar a tenacidade da fé daquela mulher. Quando finalmente se dirigiu a ela, disse: “Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel” (Mt 15.24). Em outras palavras, estava dizendo: “Vim trazer salvação aos judeus. Por que deveria desperdiçar o evangelho deles numa gentia?”

Para a maioria de nós, uma afirmação como esta teria sido motivo suficiente para pegar nossas trouxas e ir embora para sempre. Mas aquela mulher não arredou o pé. A condição da sua filha era questão de vida ou morte para ela. E não pretendia dar a Jesus descanso algum enquanto não lhe desse a resposta de que precisava.

Quero perguntar-lhe: Quantas vezes você já desistiu de orar? Quantas vezes se cansou e racionalizou: “Já busquei ao Senhor. Tenho orado e suplicado. Mas simplesmente não recebo respostas”? Bem, era uma questão de vida ou morte para você? Você realmente buscou ao Senhor com todo seu coração, toda sua alma, sua mente e sua força, sabendo que não havia outra solução?

Considere como esta mulher respondeu. Não foi com uma queixa ou um dedo de acusação, dizendo: “Por que está me negando, Jesus?” Não, a Escritura diz exatamente o contrário: “Ela, porém, veio e o adorou, dizendo: Senhor, socorre-me!” (Mt 15.25).

O que vem depois é mais difícil ainda de entender. Outra vez, Jesus rechaçou a mulher. Só que desta vez sua resposta foi ainda mais ríspida. “Não é bom tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos” (v.26).

É importante que se entenda que os judeus religiosos daquele dia consideravam que os gentios não passassem de cachorros aos olhos de Deus. É claro que Jesus não aceitava isto; jamais daria uma conotação de inferioridade racial a qualquer dos filhos do Pai Criador. Mas, sabendo que esta mulher estava muito consciente da atitude dos judeus em relação aos gentios, quis testá-la.

Agora, a mãe lhe respondeu: “Sim, Senhor, porém os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus donos” (v.27). Que resposta incrível! Esta mulher determinada não pretendia abandonar sua busca intensa por Jesus. E o Senhor a elogiou por isto. Ele lhe disse: “Ó mulher, grande é a tua fé! Faça-se contigo como queres. E, desde aquele momento, sua filha ficou sã” (v. 28).

Amado, não devemos nos contentar com migalhas. A promessa é que teremos toda a graça e misericórdia de que precisamos para nossas crises. E isto inclui as crises que envolvem nossas famílias, tanto as pessoas já convertidas como não convertidas. Recebemos um convite de nos achegarmos com ousadia ao trono de Cristo, com confiança. E devemos apresentar a ele toda necessidade, quer seja de um pai ou mãe não convertido, quer de um filho rebelde. Pode ser que não vejamos todos nossos entes queridos acertarem suas vidas com Deus ou fazerem uma reviravolta no rumo que estão seguindo. Mas podemos levantar grandes obstáculos ao seu redor, a fim de interromper sua corrida em direção ao inferno. Podemos orar para que haja convicção do Espírito no seu interior e para que pessoas ao seu lado lhes falem a verdade.

Contudo, posso lhe assegurar uma coisa: estas coisas nunca acontecerão se simplesmente nos resignarmos ao destino. Podemos tentar nos convencer: “Agora só preciso aceitar pela fé”. Esta é uma desculpa infundada. Só serve para nos preservar de derramar nosso suor espiritual e de nos doarmos em intercessão em favor da salvação dos nossos amados.

Quero instar com você para que faça esta oração: “Senhor, se algum ente querido meu se perder, não será por falta de oração da minha parte. Não será porque considerei a obra do teu Espírito nas suas vidas como ponto passivo. Não será porque deixei de derramar lágrimas em seu favor. Custe o que custar, quero entrar em batalha intercessória por eles, e perseverar até que o Senhor me dê a resposta.”

Uma resposta para “Como Salvar sua Família de Ruínas e Destruição”

  1. mirna disse:

    Obrigada por nos permitirem ler obras tão maravilhosas como esta,e de graça. Que Deus os abençoe cada dia mais.

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