Como podemos ter a presença manifesta de Deus no nosso meio?

Publicado em: 03/04/2015 Categorias: Arauto / Avalie sua vida pela glória que traz a Deus

Arauto - Ano 33 - nº 01 - Jan/Mar 2015

W. C. Moore

Os filisteus haviam tomado a arca da aliança dos israelitas e ficado com ela por alguns meses antes de enviá-la de volta para o território de Israel. Durante vinte anos, a arca permaneceu numa pequena vila em Israel (1 Sm 7.1,2). Muitos anos depois, quando Davi se tornou rei, ele determinou que a arca, intimamente ligada com a presença de Deus no meio do seu povo, voltasse a ocupar seu devido lugar em Israel. Logo no início do seu reinado, saiu com muito entusiasmo para executar seu plano.

Em sua primeira tentativa de trazer a arca para Jerusalém, porém, Davi seguiu os métodos humanos dos filisteus, que enviaram a arca de volta para Israel num carro de boi novo (1 Sm 6.7-12). Ao colocar, também, a arca num carro de boi, Davi e todo Israel foram terrivelmente malsucedidos, pois não fizeram a obra de Deus da maneira de Deus (2 Sm 6.1-7). “Não o buscamos segundo nos fora ordenado”, Davi disse (1 Cr 15.13). Uzá colocou a mão na arca para firmá-la e foi fulminado – uma grave advertência a todos nós para nunca entristecer o Espírito Santo, nunca apagá-lo e nunca resistir a ele (Ef 4.30; 1 Ts 5.19; At 7.51).

Embora Davi tivesse falhado na sua primeira tentativa de trazer a arca de volta, a fim de ter a presença manifesta de Deus no meio do povo, ele não ficou desanimado. Com coragem renovada, prontificou-se a fazer a obra de Deus de acordo com a maneira de Deus. “Como virá a mim a arca do Senhor”, Davi indagou (2 Sm 6.9). Desta vez, ao invés de se propor a fazer a obra do Senhor usando métodos do mundo, ele mandou conduzir a arca nos ombros dos levitas, assim como Deus ordenara a Moisés (1 Cr 15.15).

A presença manifesta de Deus hoje

Precisamos urgentemente voltar a ter a presença manifesta de Deus no nosso meio! Nada menos que uma determinação firme e resoluta alcançará esse objetivo e trará resultados com valor eterno. As bênçãos de ontem não serão suficientes para as grandes necessidades de hoje. O fato de que JÁ TIVEMOS a presença manifesta de Deus na nossa vida ou na nossa igreja não basta. Precisamos TER CONTINUAMENTE a presença de Deus conosco!

Use o relacionamento de casamento como exemplo. Estar casado é uma coisa, mas haver comunhão constante e amorosa entre marido e mulher é outra. A esposa deve sempre ser a noiva, a amada, e o amor deve transbordar em todo o tempo. No entanto, surgem tempestades no mar matrimonial em alguns momentos, e só pela graça de Deus que se pode manter a verdadeira união e a doce comunhão como uma realidade permanente.

Se a esposa foi ofendida ou entristecida por algo que seu marido fez ou deixou de fazer, isso não significa que ele a abandonou, que se tornou desleal ou que não a considera mais sua esposa. Ao mesmo tempo, a comunhão precisa ser restaurada para que a brecha não cresça mais e, no caso do lar cristão, para que os propósitos de Deus não sejam derrotados (veja 1 Pe 3.1-7).

Da mesma forma, se já fomos redimidos, se recebemos o batismo com o Espírito Santo, se sabemos por experiência o que significa o Espírito Santo estar em nós e operar por meio de nós – mas depois perdemos essa unção, não significa necessariamente que deixamos o Senhor por decisão voluntária, nem que ele nos deixou completamente. Contudo, nunca devemos nos contentar em viver dia após dia sem experimentar a mesma medida do mover do Espírito Santo na nossa vida que já conhecemos anteriormente!

“Deixa primeiro que se fartem os filhos” (Mc 7.27). Devemos estar cheios com o Espírito Santo o tempo todo. É uma ordem da Palavra de Deus (Ef 5.18). Jesus, o Cabeça da Igreja, nosso Mestre e Senhor, nos convida a chegar até ele e beber, pois do nosso interior fluirão rios de águas vivas (Jo 7.37-38).

Rios de águas vivas estão fluindo do meu interior e do seu? Não é verdade, infelizmente, que ocasionalmente fluem de dentro de nós águas de contenda, ira, impaciência, incredulidade, crítica, desprezo e desrespeito aos outros, indiferença, mornidão, fraqueza, engano, egoísmo, orgulho, lascívia, rispidez, concessão ao pecado, falta de misericórdia, inveja e outras coisas semelhantes?

Como a arca do Senhor virá a MIM?

 Como poderei ter a manifesta presença de Deus constantemente na minha vida? Nas minhas orações? No meu testemunho? Na minha influência? Davi foi em frente, depois do fracasso, e conseguiu levar a arca de Deus ao seu devido lugar. Deus não faz acepção de pessoas (At 10.34).

Quando o evangelista Charles G. Finney percebia que estava perdendo a unção do Espírito de Deus na sua vida, ele enfrentava essa realidade com honestidade. Ele não tentava enganar a si mesmo, dizendo: “É apenas uma provação da minha fé”. Ele sabia muito bem o que era ter a unção do Espírito Santo na vida e sabia, também, o que era perdê-la temporariamente. Por isso, buscava a Deus intensamente até que os rios de águas vivas voltassem a fluir do seu interior!

Tudo para a glória de Deus (1 Co 10.31)

Nossa vida, nossas palavras, nossas ações e nossa influência devem ser todas para a glória de Deus! Para isso, é necessário que estejamos sempre cheios do Espírito Santo! Porventura, estamos obedecendo à ordem: “enchei-vos do Espírito”? Estamos também “andando no Espírito”, como a Palavra ordena (Ef 5.18; Gl 5.16) com tanta clareza e autoridade? “Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia” (1 Co 10.12).

Aqueles que já receberam o batismo com o Espírito Santo precisam ser cheios novamente, vez após vez, pois o pecado pode infiltrar-se sorrateiramente até na vida mais santa se não atentarmos à advertência do Senhor: “Vigiai, pois a todo tempo, orando…” (Lc 21.36). Podemos confirmar a realidade desse perigo ao estudarmos as epístolas e as palavras de Jesus no Apocalipse.

Veja, por exemplo, a igreja em Éfeso. Eles tinham o ministério ativo do Espírito Santo (At 19.1-6). Eram exemplos de pureza de doutrina e de dedicação à obra do Senhor, dentre outras coisas. Entretanto, os olhos penetrantes do Filho de Deus descobriram algo errado, mesmo nessa igreja zelosa e ortodoxa, que trouxe severa repreensão. “Tenho, porém, contra ti”, ele disse, “que abandonaste o teu primeiro amor” (Ap 2.4). O Cabeça da Igreja não passou por cima disso com uma breve menção do problema. Não fez desculpa alguma para isentá-los. Não disse: “Bem, vocês realmente sofreram muito por minha causa. Continuem perseverando e tudo ficará bem”. De maneira alguma!

Arrependam-se!

Ouça estas palavras penetrantes: “Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras; e, se não, venho a ti e moverei do seu lugar o teu candeeiro, caso não te arrependas” (Ap 2.5).

Na epístola aos Efésios, veja estas admoestações e advertências à igreja de Éfeso: “Rogo-vos… que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados… suportando-vos uns aos outros em amor… deixando a mentira, fale cada um a verdade com o seu próximo… Irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira… não entristeçais o Espírito de Deus… Longe de vós toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda malícia. Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou… andai como filhos da luz… enchei-vos do Espírito… Revesti-vos de toda a armadura de Deus… orando em todo tempo…” (Ef 4.1,2, 25,26,30-32; 5.8,18; 6.11,18).

“Prossigo para o alvo”

Que cada um de nós desperte (Is 64.7) e, com profunda humildade, inteira sinceridade, disposição de enfrentar honestamente nossa própria condição, determinação resoluta “até a morte” e propósito firme, diga juntamente com Paulo: “Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus (Fp 3.13,14).

Que o Senhor da glória ajude-nos a ter sua presença manifesta na nossa vida individual e no nosso meio como igreja!

4 respostas para “Como podemos ter a presença manifesta de Deus no nosso meio?”

  1. Graça e Paz gostaria muito da ajuda dos irmãos se os irmãos pode ajuda com livros ou livretos revistas pode ser já usado ou muito usado é para minha comunidade vou agradecer muito meu endereço.
    Rua: Professor Fernando Rocha
    Cep: 41194020
    Cidade: Salvador
    Estado: Bahia
    Numero da Casa: 254
    Pais:Brasil
    Muito Obrigado.

  2. Josué Soares disse:

    Tudo para a Glória de Deus. É de fato maravilhoso perceber que tudo o que precisamos saber para levar uma vida conforme Deus quer está simplesmente escrita na palavra que Ele nos deixou. Não precisamos inventar nada nem procurar o Senhor em locais em que ele definitivamente não está, como por exemplo em uma vida de sucesso recheada de bens, em posição social ou mesmo ecleseástica de destaque. Deus continua habitando dentro de um coração contrito, e ter um coração contrito é resultado de uma vida que resolutamente decide se desenvolver fazendo tudo que for possível para a Glória de Deus.

  3. JANAINA disse:

    É O QUE MAIS QUERO, TER A PRESENÇA DE DEUS MANIFESTA NA MINHA VIDA. NÃO HÁ OUTRO LUGAR MELHOR DO QUE ESSE! OBRIGADA JESUS.

  4. Marluce Ventura disse:

    Uma das maneiras mais agradáveis e recomendáveis de se obter a presença manifesta de Deus, está na adoração! Quando adoramos de todo o nosso coração o Senhor se levante de Seu Trono pra receber nossa adoração, a adoração genuína é a maneira mais pura, sublime e eficaz de se chamar a presença de Deus.
    Ele se manifestará através da adoração. Quando adoramos, o Senhor “para” para nos ouvir, a eternidade será somente ADORAÇÃO AO REI, Ele anseia pela minha e pela sua adoração, portanto, comece já a adorar aquele que deu a vida por você, e comece a desfrutar da Gloriosa Presença Manifesta do Deus Vivo. Deus abençoe a todos.

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