Vida Cristã: O Sinal dos Salvos é o Seu Amor Pelos Desprezados

Data de publicação: 16/12/2011
Categorias da Biblioteca:
Edição 02 e Revista Impacto - 1998 a 2014.
Este artigo pertence a: Edição 02

“A natureza do coração se revela na sua reação ao que não é atraente!”

John Blanchard levantou-se do banco e arrumou o seu uniforme naval. Enquanto isso observava todas as pessoas passando pela Estação Central em Nova York.

Ele procurava “a garota com a rosa”.

A garota cujo coração ele bem conhecia, mas não o seu rosto!!

Tudo começara 13 meses antes… em uma biblioteca da cidade. Ele emprestou um livro…havia algumas anotações nele.

As anotações o intrigaram.

A escrita suave…

Obviamente escrita por uma alma pensadora.

Ele descobriu que a dona anterior do livro era uma Srta. Hollis Meynell. Depois de algum tempo, ele localizou seu endereço.Ela morava em Nova York. Escreveu uma carta, convidando-a a corresponder-se com ele. Durante os próximos 13 meses, os dois se corresponderam. Passaram a se conhecer através das cartas. Cada carta os unia mais e mais – um romance estava nascendo. John Blanchard pediu uma fotografia, mas ela se recusou. “Se você realmente se importa comigo, minha aparência não é importante…” respondeu. Depois de um tempo ele recebeu licença para voltar para casa, e eles agendaram seu primeiro encontro. 19:00h na Estação Central de Nova York: “Estarei usando uma rosa vermelha,” ela disse. Assim no dia seguinte às 19:00h ele estava esperando pela garota com a rosa cujo coração ele bem conhecia, mas cuja face nunca havia visto… Deixe que John Blanchard conte o resto da história:

“Uma jovem vinha na minha direção, era alta e esbelta. Seus cabelos louros e cacheados caíam sobre suas orelhas; seus olhos eram como flores azuis. Seus lábios e queixo eram gentilmente firmes. Com sua blusa verde pálida, era como a primavera em pessoa. Quando me aproximei, ela sorriu e disse: ‘Você vai para onde eu vou, Marinheiro?’ Quase incontrolavel-mente, dei um passo em sua direção…

“Então percebi…não havia nenhuma rosa!

“Então vi Hollis Meynell…a alguns metros da jovem de verde. Ela tinha bem mais de 40 anos. Seus cabelos grisalhos estavam quase cobertos por um chapéu velho. Podia-se dizer que era mais do que roliça… com tornozelos grossos em sapatos de salto baixo. A garota de verde já estava indo embora. Eu estava partido ao meio. Queria segui-la – ao mesmo tempo queria conhecer Hollis Meynell. Essa mulher cujo espírito havia verdadeiramente me acompanhado e sustentado. E lá estava ela – pálida, roliça, com um rosto gentil e olhos brilhantes. Não hesitei. Apanhei o livro, bem gasto agora, que me identificaria. Eu sabia que isso nunca seria amor, mas sem dúvida algo bastante especial. Talvez algo melhor do que o amor -uma amizade pela qual eu seria grato. Endireitei meus ombros, fiz continência e estendi a mão com o livro. Por dentro estava engasgado com desapontamento. ‘Eu sou o tenente John Blanchard e você deve ser Hollis Meynell. Estou muito feliz que veio conhecer-me — posso levá-la para jantar?’ Ela sorriu.

“Meu jovem, eu não sei do que se trata tudo isso, mas uma jovem de verde me pediu que usasse essa rosa. Ela me disse que se você me convidasse para jantar, eu deveria dizer-lhe que ela o está esperando no restaurante do outro lado da rua. Ela disse que era um tipo de teste.'”

Hollis Meynell, a garota de verde, sabia que a natureza do coração se revela na sua reação ao que não é atraente! John Blanchard abriu a porta do restaurante. A garota de verde estava lá… esperando por ele. Ele havia passado no teste. Ela se tornou o amor de sua vida.

Se ele tivesse virado as costas para o que não era atraente, ele a teria perdido. E nós também poderemos perder.

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