Uma Vida de Impacto: Lillian Trasher

28/11/2011 Publicado por: Impacto

Este artigo pertence a:
Edição 15

O papel da mulher no plano cósmico de Deus.

Um orfanato com cerca de 1000 crianças de todas as idades, além de viúvas desamparadas, no país do Egito, no começo do século XX. Nenhuma garantia financeira de missão ou igreja estrangeira, mas também nenhuma dívida desde o seu início. Avivamentos, conversões poderosas, jovens que cresceram no orfanato saindo como missionários para as regiões ao redor. Como aconteceu tudo isso? É a história de Lillian Trasher, uma história realmente extraordinária, que ela mesma conta:

“Cresci e fui educada como católica, mas nunca tinha visto uma Bíblia até chegar aos meus dezesseis anos. Um dia, em Atlanta, na Geórgia, fui visitar uma amiga. Vi um livro sobre a mesa. Peguei-o e li ‘Bíblia Sagrada’. Então falei ‘Oh, isto é uma Bíblia; já ouvi falar da Bíblia’. Fui para casa e contei para minha mãe que tinha visto uma Bíblia e que queria muito obter uma para ler. Ela prometeu que me daria uma por ocasião do meu aniversário, algumas semanas para a frente. Pedi se eu podia recebê-la antecipadamente, prometendo que não pediria nada mais para meu aniversario. Ela concordou e comprou uma para mim. Oh, que maravilha, ler pela primeira vez a Palavra de Deus!

“Alguns amigos vieram passar a noite de Natal conosco. Nosso vizinho sabia que éramos católicos, mas mesmo assim deixou sua luz brilhar. Calmamente começou a contar a história da sua vida, como fora anteriormente um homem muito perverso, mas como Deus o salvara e mudara totalmente sua vida. Peguei um banquinho, coloquei-o ao lado dele, e procurei não perder nenhuma das suas palavras. No fim, ele comentou:

Temos uma pequena reunião de oração em nossa casa todas as quartas-feiras. ‘Perguntei à minha mãe se eu podia ir. Ela concordou. No dia seguinte fui visitar a esposa dele e pedi que me falasse mais a respeito daquelas boas novas. Ela disse que aquele dia era dia de lavar roupa e que estava muito ocupada. Eu então lhe propus: ‘Se a senhora me contar posso ajudá-la com a roupa.’

“Algumas semanas depois, ajoelhei-me ao lado de uma tora no meio de um bosque sozinha, e orei até que Deus, maravilhosamente, salvou a minha alma. Mais tarde a minha querida mãe foi salva também, e continuou como verdadeira cristã até o dia da sua morte.

Depois daquela ocasião, saí um dia, e colhi algumas flores silvestres. Fui para um lugar sossegado, ajoelhei-me no meio do bosque e disse: ‘Senhor, na verdade eu gostaria de ter alguma coisa para te oferecer, mas não tenho nada a não ser estas flores’. Entreguei as flores para Deus com a mesma solenidade e sinceridade com que mais tarde dei a minha vida para colher algumas flores egípcias para o seu reino. Tenho certeza de que ele as aceitou.”

Quando Lillian Trasher tinha vinte e três anos, sentiu de dar a sua vida ao Senhor para ser uma missionária na África. Ela tinha somente cinco dólares, porque gastara tudo que tinha preparando-se para seu casamento. Mas sabendo que o jovem noivo não tinha disposição de ir para a África, e não ousando desobedecer ao chamado de Deus, ela decidiu ir sozinha para a África. Naquela ocasião ela estava ajudando Mattie Perry no orfanato que dirigia em Marion, na Carolina do Norte.

Assim, ela saiu de casa com apenas o suficiente para pagar a sua passagem até a cidade de Washington, D.C. Por lá viajou para algumas cidades na região para ver amigos e falar em missões. Num lugar, ela saiu para ir a uma outra cidade sem dinheiro algum, mas alguém pagou sua passagem na estação. E dentro de pouco tempo estava com o dinheiro para embarcar para o Egito.

Nas suas palavras: “Estávamos orando na minha cabine (no navio) um pouco antes de partir e alguém pediu-me para abrir a minha Bíblia para que o Senhor me desse um versículo. Abri a Bíblia e o primeiro versículo que meus olhos viram foi Atos 7.34, um versículo que nunca havia notado antes: ‘Vi, com efeito, o sofrimento do meu povo no Egito, ouvi o seu gemido e desci para libertá-lo. Vem agora e eu te enviarei ao Egito.’ Desta maneira inquestionável Deus colocou seu selo no meu chamado.

“Cheguei em Assiut em 26 de outubro de 1910 e fui imediatamente para a Missão do Sr. Brelsford e comecei a estudar a língua. Depois de estar no Egito por pouco mais de três meses fui solicitada a visitar uma mulher à beira da morte. Ela tinha um bebê de aproximadamente três meses que estava sendo alimentado com mamadeira de lata. O leite tinha talhado, estava esverdeado e viscoso, mesmo assim o bebê tentava tomá- lo. Pouco depois a mãe morreu e o bebê foi entregue a mim.

“Levei-o para casa. A criança nunca tinha tomado um banho e as suas roupas estavam costuradas no seu pequenino corpo. Imaginem o cheiro que vinha daquela criaturinha. A criança chorava e chorava sem parar, dificultando o descanso noturno dos missionários. Eles me imploraram para levar a criança de volta, mas eu não podia fazer isso. Então saí e aluguei uma casa por $12,50 por mês, gastei minhas últimas economias num pouco de mobília, e foi assim que o dia 10 de fevereiro de 1911 marcou a inauguração do Orfanato de Assiut.

“O primeiro donativo que recebi para a obra foi a quantia de trinta e cinco centavos, e desde aquela época até agora nunca faltou uma refeição para a nossa grande família, e nunca ficamos devendo coisa alguma. Quando abri o orfanato, decidi que nunca me endividaria, e resolvi que se o Senhor queria o orfanato, supriria todas as necessidades. Numa ocasião quando as nossas finanças estavam muito baixas, procurei a professora principal e lhe disse: ‘A única coisa que podemos fazer é mandar para casa todos aqueles que têm algum lugar para ir, até que o Senhor abra novamente uma oportunidade para trazê-los de volta.’

“Então chamei todas as crianças para a sala de oração, expliquei-lhes que não podíamos nunca contrair dívidas, e já que Deus não estava provendo o dinheiro necessário, provavelmente o melhor que podiam fazer era irem para casa de seus parentes até que as nossas necessidades fossem supridas. Quando cheguei a este ponto as crianças irromperam numa choradeira tal como nunca ouvira em toda minha vida. Sem poder continuar com a minha explicação, nós nos ajoelhamos para orar, e o barulho era semelhante ao de uma grande reunião ao ar livre. Os pobrezinhos, como choravam!

“Depois da oração, quando nos levantamos, eu lhes disse que jamais me endividaria, e se Deus não nos mandasse o dinheiro nós sofreríamos todos juntos. Fiquei totalmente surpresa quando na manhã seguinte o correio trouxe um cheque de cem dólares da América. Antes que aquela importância fosse totalmente utilizada, outros valores começaram a vir do Egito.

“As crianças, além da formação secular e religioso normal, estão recebendo uma disciplina de fé muito incomum. Tudo que faz parte desta obra tem uma tendência de estimular uma simples confiança em Deus para qualquer coisa. Numa ocasião durante a ausência da ‘Mama’, o dinheiro estava curto e o cardápio diário consistia principalmente de feijão e lentilhas. Esta monotonia na sua alimentação deu origem a um protesto. As crianças de quatro e cinco anos marcharam até a cozinha e disseram para a cozinheira que não podiam mais comer lentilhas, e que agora queriam comer carne. A cozinheira respondeu: ‘Meus queridos, não posso lhes dar carne, mas se quiserem, podem pedir ao Senhor e ele a dará.’ A delegação de crianças imediatamente se retirou para o dormitório e começou a orar: Ya Rob, Yebart le hu lahn (Oh, Senhor, manda-nos um pouco de carne). Enquanto ainda oravam ouviu-se uma batida na porta e alguém chegou trazendo meio boi. ‘Pedi e recebereis'”.

Em 7 de abril de 1927, a irmã Trasher escreveu: “Hoje presenciei o maior avivamento que jamais vi em minha vida. Três dias atrás começamos uma reunião de avivamento entre as crianças. O Espírito estava conosco desde a primeira reunião, dezenas foram salvas e dezenas buscavam o batismo no Espírito. Hoje à tarde achei que as crianças não deveriam se reunir à noite porque tinham orado e chorado por horas; por isso eu disse que todo o mundo deveria ir dormir mais cedo. Também fui cedo para o meu quarto, mas logo ouvi um barulho vindo de todos os lados e então mandei uma menina para ver se estava passando um funeral. Ela voltou e disse que eram as crianças orando por toda a parte. Fui então, em primeiro lugar para o departamento das viúvas e das meninas cegas e as encontrei orando e chorando. Fui à cozinha; lá estavam orando e chorando e falando em línguas. Fui até o quarto das meninas maiores; elas estavam com o rosto em terra orando a Deus e gritando alto.

“Mas a visão mais maravilhosa que tive em toda minha vida foi quando segui o barulho até o telhado. Havia dezenas e dezenas de meninas pequenas gritando, chorando, falando em línguas, regozijando-se, pregando, cantando — bem, tudo o que você possa pensar, louvando a Deus. Não tenho idéia de quantos receberam o batismo. Não se podia ouvir nada; era como o rugir de muitas águas. Só a Eternidade pode nos contar os resultados. É como se um fogo poderoso nos tivesse atingido. Nada pode pará-lo. Foi como nos dias de antigamente quando o Espírito de Deus caiu sobre os discípulos. Toda a escola parou. Eles oram nos campos, às margens do canal, e em todas as salas. A casa e o terreno se tornaram a ‘casa de Deus’. Deus está fazendo coisas maravilhosas com estes pequenos órfãos.”

Uma semana mais tarde ela escreveu: “As reuniões estão se tornando mais maravilhosas. Cerca de cinqüenta receberam o batismo no Espírito Santo. Ontem mandei chamar todos os rapazes que já deixaram o nosso orfanato, que moram ou trabalham por perto. Muitos vieram e fizemos um apelo especial para os rapazes. Parece maravilhoso demais para explicar em palavras, mas Deus salvou cada um deles! Então tivemos um culto de dedicação e todos eles vieram até a plataforma e dedicaram suas vidas a Deus. Havia vinte e cinco deles. Não me refiro aos meninos pequenos, mas os nossos rapazes mais velhos, alguns na faculdade, alguns casados, outros já prontos para se casar.

“O avivamento atingiu primeiro as meninas, e todas as moças (as grandes) foram salvas, depois as viúvas, e agora os rapazes! Oh, alegrem-se comigo, alegrem-se comigo! Vocês podem imaginar a minha alegria? Dezessete anos (e anos muito secos, também) plantando a semente, e de repente ter uma colheita tão maravilhosa como esta! Mesmo que nunca tivesse visto os resultados, eu sabia que a Palavra de Deus lhes fora dada dia após dia, anos após ano, e sabia que brotaria algum dia, em algum lugar. Mas nunca sonhei que pudesse haver um avivamento assim como este que Deus nos deu.

“Mencionei os rapazes e as moças. É desnecessário dizer que todos os meninos e meninas se entregaram a Deus nos primeiros dias do avivamento. E agora suas faces brilham com a glória quando cantam e dançam de alegria.

“Quando vi todos os meus rapazes salvos – bem, a minha alegria está além de qualquer explicação. A única coisa que eu podia fazer era chorar e levantar as minhas mãos e gritar bem alto: ‘Oh, povo, olhem. Deus salvou os meus rapazes! Deus salvou os meus rapazes! Pense nisso, não havia nem um voltando atrás, mas cada um estava tentando falar, custando agüentar para que o outro terminasse. Depois de falar, eles queriam falar de novo, todos dizendo como queriam ser luzes nesta terra escura do Egito.”

Dois meses mais tarde a Srta. Trasher escreveu: “Nosso avivamento ainda está tão maravilhoso como nos primeiros dias. Sessenta e nove receberam o batismo, e eles estão orando e cantando e buscando por toda a parte.”

O pastor H. E. Randall testificou do que viu pessoalmente neste avivamento: “O pior menino do orfanato era Átila. Ele ficou zangado com o avivamento e pensou em espalhar pimenta vermelha na reunião. Durante a noite levantou-se para descer até o pátio e tomar um copo d’água. Nas escadas ele viu uma sombra e voltou. Pouco depois começou a descer novamente, e se encontrou com a mesma coisa. Desta vez ele voltou e começou a orar em voz alta. Logo alguns apareceram ao seu redor para orar com ele e ajudá-lo a obter a salvação, pois havia muitos que quase não dormiam naquelas noites por estarem orando e louvando. Átila foi salvo de verdade e se tornou uma inspiração nas reuniões.

“Outro menino mau, chamado Habib, já quase crescido, foi salvo. A sua história está ligada a um outro jovem que morava em Assiut e que tinha uma evidente inclinação para o mal. O seu negócio era vender cocaína nas vilas depois do orfanato, e lá comprar ópio para vender na cidade, conseguindo cerca de dez dólares por viagem – um negócio ilegal. Ele se achava um grande comerciante. Este jovem, chamado Fayheem, passando pelo orfanato de quando em quando tornou-se amigo de Habib, que começou a pensar que também gostaria de ser um comerciante. Tinha feito planos para fugir exatamente na noite anterior à sua conversão. Mas depois da sua experiência, queria que Fayheem fosse salvo também e mandou chamá-lo. Fayheem veio, somente para rir de Habib e dos outros, mas logo foi tomado por uma forte convicção e começou a chorar em desespero. Ele próprio era um escravo do vício da cocaína, mas foi salvo e liberto. O verdadeiro som da vitória pôde ser ouvido na sua voz, e uma luz começou a brilhar no seu rosto.

“As viúvas do orfanato, que são mais de doze, foram todas salvas, e quase todas batizadas com o Espírito Santo. Numa manhã eu fui até a porta da cozinha para dar uma olhada. O café estava sendo preparado e as mulheres estavam fazendo uma reunião de louvor enquanto trabalhavam. Muitas delas tinham orado a noite toda. Um dos testemunhos mais edificantes foi dado por uma mulher surda e muda. Ela erguia as duas mãos, o seu rosto brilhando de alegria, e produzia um ruído de júbilo com a sua boca.

“Durante uma reunião muitas das crianças olhavam fixamente para uma janela acima da plataforma, com uma expressão de brilho e admiração em seus rostos. Contaram que tiveram uma visão do Senhor Jesus.”

Pouco tempo depois um grupo de jovens do orfanato estava saindo para pregar o evangelho nas numerosas vilas perto do orfanato. A irmã Trasher escreveu em 1933: “Talvez o trabalho de todos estes anos no orfanato fosse para preparar os rapazes para a grande obra de levar o evangelho para aquelas vilas escuras, rapazes que eram capazes de ler e explicar O Caminho para aqueles pobres corações famintos. Ver os meus meninos se levantarem e pregarem o evangelho só me enche de alegria. Na nossa reunião da tarde hoje, um dos meus rapazes se levantou e pregou por meia hora. Agora ele está com quase vinte anos, e quando olhei para ele e ouvi o sermão que não esquecerei tão cedo, pensei naqueles dias há tanto tempo quando o peguei como bebê de apenas quatro meses de vida. Sementes plantadas durante anos e anos estão começando a dar fruto.”

Outro avivamento cheio de graça tomou conta do orfanato em Maio de 1936. A irmã Trasher escreveu: “Durante muitos meses estávamos triste porque não víamos nenhum espírito de avivamento entre as crianças. Era um grande fardo para todos nós. Parecia haver um espírito de indiferença e uma grande ausência de interesse espiritual. Você não pode imaginar como isso era desencoraja- dor para nós que tínhamos dado as nossas vidas, não só para alimentar e vestir crianças, mas para levá-las a Cristo, juntamente com muitas outras pessoas.

“O Espírito me levou certa noite a promover uma reunião especial na igreja. Eu não estava bem, então peguei uma cadeira e me sentei na plataforma e contei como eu estava com o coração partido por causa da condição espiritual de todos eles. Eu estava tão triste que quase não conseguia falar. O Senhor estava conosco, e as meninas sentiram a sua condição e começaram a chorar e a lamentar. Oh, foi uma cena maravilhosa – algumas das piores meninas correram para o altar, pegaram a minha mão e me pediram perdão. Algumas até gritaram em alta voz pedindo misericórdia ao Senhor. Não havia um só olho sem lágrimas na igreja naquela noite e não posso descrever o que aconteceu quando todos nós nos ajoelhamos para orar.

“Isto estava até muito bom para as meninas, mas havia os meninos e as viúvas que também precisavam de um avivamento. Poucos dias depois que o Senhor tocou as meninas, o nosso pastor veio a mim e disse: ‘Vai acontecer uma avivamento de três dias na Igreja Pentecostal da cidade. As meninas podem ir?1 Respondi, ‘Não, é muito longe para as meninas irem à noite, e lá não caberia nem metade delas. Peça aos ministros que estão promovendo as reuniões que venham até aqui e façam algumas reuniões no orfanato; então todos podem participar.’ Bem, eles vieram, e a ocasião estava madura, e o Senhor começou a trabalhar com todos, meninos, meninas, mulheres, sem exceção. Foi maravilhoso! Na noite passada, a reunião continuou por horas. Uma das meninas mais velhas se recusou a sair da igreja até que ela conseguisse alcançar a Deus pela oração. Finalmente tivemos que lhe dizer que fosse para o outro prédio para poder fechar aquele salão. Ela foi e iniciaram uma reunião bem no meio da noite. Os meninos fizeram a mesma coisa, e nesta manhã a primeira coisa que ouvi foram os cânticos de alegria do edifício dos meninos.

“O poder desceu sobre as viúvas de maneira maravilhosa. Uma mulher que morava perto do orfanato, e era considerada uma pessoa má, entregou-se a Deus e pulava dançando de alegria, seu rosto brilhando com a glória. Isto tocou todo o mundo. Ela era bem conhecida, e ninguém duvidava que isto era de Deus. Um menininho, sem ninguém saber, enviou uma lista de nomes para o pregador, dizendo que eles queriam formar um ‘exército de oração’, como aquele que havia na igreja de Alexandria. Enquanto eu saía da igreja na noite passada, uma das minhas piores meninas chegou-se a mim e disse: ‘Mama, eu vou começar um exército de oração entre as meninas, e vou colocar o meu nome como o primeiro da lista.’ Palavras não podem expressar a minha gratidão a Deus.

“O avivamento continua agora faz várias semanas, e muitos estão se entregando a Deus. Muitos dos meninos menores gostam de passar a maior parte do dia na igreja orando. Orações e cânticos podem ser ouvidos nos dormitórios até ao amanhecer.”

Por todos estes muitos anos Deus tem suprido as necessidades dos órfãos e das viúvas. A irmã Trasher escreveu em fevereiro de 1939: “Nossas despesas no ano passado foram $21.660,25 dólares. Começamos este ano com um saldo em caixa de $1,05 (um dólar e cinco centavos).”

Em Junho de 1939 apareceu no American Magazine um artigo notável intitulado “A Mãe do Nilo”, escrito por Jerome Beatty, que contou, de maneira fascinante a história do orfanato, e como Deus havia suprido todas as necessidades. Ele contou a respeito de um nobre inglês que, como resultado da sua visita ao orfanato em Assiut, doou à irmã Trasher mais de $35.000, (trinta e cinco mil dólares), insistindo em permanecer anônimo. O Sr. Beatty escreve a respeito da visita deste nobre inglês ao orfanato: “Nervosa e embaraçada por causa da sua ignorância sobre a etiqueta social, a irmã Trasher lhe mostrou o orfanato, e depois gaguejou: ‘Eu – Eu – espero que não tenha dito nada que não devesse dizer. Quero dizer, não sei como me dirigir à nobreza.’ ‘Minha querida senhora,’ sorriu o nobre, ‘dirija-se a mim do jeito que a senhora quiser. Quaisquer títulos que eu possa ter se reduzem à insignificância diante da nobreza do seu caráter e do seu trabalho.

“Numa outra ocasião este nobre doou a soma de $5.000,00. Disse-lhe: “Dona Trasher, a senhora não tem idéia do que significou para mim ver o seu trabalho. Voltei para a Escócia e abri um lar para pequenos bebês, e agora temos trinta bebês no nosso lar.” A irmã Trasher escreveu: “Este nobre tem uma posição ligada a um orfanato na Escócia onde há cerca de 1.200 crianças. Até então nunca haviam aceitado recém- nascidos. Fiquei tão emocionada ao pensar naqueles trinta bebezinhos escoceses no lar exatamente por ele ter visto o nosso trabalho. Louvado seja Deus pelos seus caminhos maravilhosos, que ultrapassam qualquer entendimento.”

Extraído e traduzido do livro “With Signs Following” por Stanley H. Frodsham, Gospel Publishing House, 1946.

2 respostas para “Uma Vida de Impacto: Lillian Trasher”

  1. edite disse:

    Sim é extraído do Livro que tive contacto a uns 40 anos porém nunca me esqueci do livro. Não sei quem fez a tradução na época, eu consegui emprestado de um aluno do IBAD. Hoje eu dou aulas para senhoras e queria muito partilhar o conteúdo do livro. Obrigada

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