Uma estratégia para a eternidade

Data de publicação: 21/02/2018
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Edição 80 e Revista Impacto - 1998 a 2014.
Este artigo pertence a: Edição 80

Vivemos numa guerra pelo coração e pela mente dos nossos jovens. E a igreja ainda não percebeu a importância disso.

Por Harold Walker

Devido a uma visão míope, imediatista, muitas vezes os cristãos se esquecem de um dos alvos preferenciais de Satanás – a formação da próxima geração. Um pedido de oração, que recebi por email de missionários amigos no dia 19 de setembro, ressaltou mais uma vez essa prioridade do adversário de Deus: no Iraque, pais tiveram filhos mortos por militantes do Estado Islâmico por se recusar a negar Jesus. Os extremistas estavam indo de casa em casa numa cidade que acabaram de invadir, mas não para matar os pais cristãos, e sim suas crianças. Até o momento do envio daquele e-mail, nenhuma criança havia negado a Jesus. Consequentemente, todas foram mortas.

Desde faraó no Egito, que assassinou todos os israelitas recém-nascidos, passando por Herodes, que matou os meninos menores de 2 anos nas redondezas de Belém, até o Holocausto, quando mais de um milhão e meio de crianças morreu, Satanás tem atacado as crianças.

Mas a sua estratégia não se resume apenas a eventos tão trágicos como esses. Numa guerra constante, ele luta no mundo inteiro, por meio da mídia e do sistema escolar, para tomar posse da mente e das emoções da juventude. O problema é que a igreja, de modo geral, não percebe a importância disso e não dedica esforços suficientes para combatê-lo.

Nosso assunto de capa desta edição foi exatamente este: a poderosa influência (para o bem ou para o mal) que a escola pode exercer sobre nossos filhos. Alguns princípios fundamentais podem ajudá-lo a tomar decisões nessa área:

1 – Algumas horas semanais de Escola Dominical ou Cultinho Infantil não são suficientes para contrabalançar os efeitos nefastos que os professores e colegas podem exercer sobre seus filhos durante as muitas horas que passam na escola.

2 – Um dos meios mais eficientes de educar é pelo tutoreamento (homeschooling), porque o professor dá toda a atenção ao aluno, que pode avançar na sua própria velocidade. O problema é que, na maioria dos casos, os pais não têm tempo nem capacitação necessários para isso.

3 – Um dos perigos de uma proteção excessiva da criança diante das ameaças e “contaminações” da sociedade é que ela pode não desenvolver a capacidade de resistir a essas mesmas influências quando for necessário entrar em contato com elas – na universidade ou na vida profissional.

4 – Seja qual for sua opção para a vida escolar de seu filho, seu envolvimento intensivo como pai ou mãe em todas as fases é determinante. A interação entre pais e filhos por meio de conversas inteligentes e leituras compartilhadas pode mudar para sempre o destino deles. Tanto o potencial intelectual quanto a formação dos valores morais provêm dessa atuação dos pais.

5 – O evangelho de Jesus Cristo é poderoso. Se inculcarmos os seus valores e visão de mundo nas crianças de forma coerente e diária, elas poderão nos surpreender, não apenas resistindo às influências nocivas, mas também exercendo um impacto benéfico sobre seus colegas e professores.

6 – Precisamos zelar com todas as nossas forças pela formação da nova geração. Isso envolve protegê-la de influências mais fortes do que ela em seu período de crescimento e, ao mesmo tempo, capacitá-la e desafiá-la para influenciar a sociedade à sua volta.

Uma coisa é certa: haverá uma geração de cristãos mais forte do que nunca quando Jesus voltar, e o instrumento principal escolhido por Deus para prepará-la é a família! À medida que as famílias assumirem seu papel e se unirem para começar novas escolas cristãs, cuidar das que já existem ou influenciar as escolas “seculares”, veremos mudanças gigantescas no caráter e no potencial da nova geração.

 

PARA SE APROFUNDAR

SETE PRINCÍPIOS PARA A FORMAÇÃO DA FAMÍLIA CRISTÃ
John Walker
Impacto Publicações
Escrito por um pai que colheu frutos na educação de seis filhos, o livro apresenta princípios cristãos fundamentais para a criação de filhos. De forma simples e objetiva, o autor fala sobre a importância de dizer “não”, a necessidade de demonstrar amor, de investir no culto doméstico e na formação do caráter.

O QUE ESTÃO ENSINANDO AOS NOSSOS FILHOS?
Solano Portela
Editora Fiel
A obra é uma avaliação crítica da pedagogia contemporânea, em especial no contexto brasileiro, tanto secular como religioso. Depois de apresentar os pontos positivos e negativos do construtivismo, o autor ainda sugere uma saída para a educação escolar cristã.

PAIS BRILHANTES, PROFESSORES FASCINANTES
Augusto Cury
Editora Sextante
Escrito para pais e educadores, Augusto Cury apresenta alguns hábitos inteligentes que podem revolucionar, de forma simples, a educação de filhos e alunos. Estão na lista: ensinar a pensar, ter relacionamento e, até mesmo, preparar para o fracasso. 

AS SETE LEIS DO APRENDIZADO
Bruce Wilkinson
Editora Betânia
Preocupado que todo professor reconheça sua responsabilidade quanto à aprendizagem do aluno, não apenas em repassar conteúdo, Wilkinson aborda os diversos tipos de aprendizado, apresentando técnicas inteligentes e bíblicas para professores e alunos.

AULA NOTA 10 – 49 técnicas para ser um professor campeão de audiência
Doug Lemov
Editora Boa Prosa
Apesar de ter sido escrito para professores, este é um livro de fácil leitura até para leigos. Baseado em diversas pesquisas e na observação das práticas utilizadas pelos melhores professores, o autor apresenta diversas técnicas úteis para o ensino, inclusive para pais. 

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