Ciência e Fé-Um Mito Que Não Morre

Data de publicação: 29/04/2011
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Edição 64 e Revista Impacto - 1998 a 2014.
Este artigo pertence a: Edição 64

Por Ezequiel Netto

A origem da Terra e do Universo

Qual é a idade da Terra? Quando surgiu o Universo? Eles surgiram ao mesmo tempo? A resposta a esses questionamentos não é tão simples assim. Os cientistas levaram quase 80 anos pesquisando, usando uma teoria ou outra, para chegar aos valores que temos atualmente.

A dificuldade inicial em estabelecer essas datas decorreu, principalmente, do fato de os cálculos ainda considerarem que o Universo era estático (não se movia). Mais tarde, perceberam que as galáxias estavam afastando-se e passaram a usar a velocidade desse afastamento para estabelecer o momento de nossa origem. E, com o aperfeiçoamento dos telescópios e a utilização de satélites modernos, todos esses cálculos foram refeitos até que os números atuais fossem estabelecidos.

Contudo, podemos, de fato, confiar nesses cálculos, mesmo que os cientistas digam que os números são “precisos” e “absolutos”? Os métodos utilizados são mesmo infalíveis? E por que são obtidos valores tão conflitantes entre os pesquisadores evolucionistas naturalistas, por um lado, e os criacionistas e defensores de planejamento inteligente, por outro?

Os métodos de datação usam, basicamente, duas técnicas distintas: a incremental e a radiométrica.

As técnicas que utilizam métodos incrementais baseiam-se nas avaliações de taxas de crescimento, formação ou erosão e permitem a reconstrução da cronologia ano após ano. Como exemplo, temos a contagem dos anéis de crescimento encontrados nos troncos das árvores, a variação do campo magnético da Terra ao longo das eras, como também a análise do acúmulo de sedimentos em rios e lagos.

Os métodos radiométricos, por sua vez, são baseados no processo de desintegração radioativa, no qual um elemento radioativo (pai) se transforma em outro elemento (filho) em um período de tempo previamente conhecido. O mais popular e citado na mídia é, sem dúvida, o que utiliza um isótopo radioativo de carbono que existe em todos os seres vivos, o Carbono-14. Esse método é considerado confiável até, no máximo, 70 mil anos, não sendo capaz de estabelecer datas de milhões ou bilhões de anos. Outro método radiométrico, um dos mais antigos e refinados, utiliza o Urânio-Tório-Chumbo.

A proposta evolucionista

Para estabelecer as idades de 13,7 bilhões de anos para o Universo e 4,56 bilhões para a Terra de forma “precisa e confiável”, como alegam os evolucionistas, os cálculos utilizariam valores absolutos que são praticamente impossíveis de obter. Então, parte-se para as “suposições” que podem comprometer o resultado obtido, como:

1. a taxa de desintegração de um composto radioativo em outro precisaria ser constante ao longo do tempo;

2. a quantidade de um elemento avaliado numa amostra não poderia ter sofrido acréscimo ou remoção ao longo de sua história, e a rocha precisaria estar em um ambiente completamente isolado de contaminações;

3. as quantidades dos elementos “pai” e “filho” na rocha original precisariam ser conhecidas.

O problema maior encontra-se nas pressuposições 2 e 3, pois, para que os cálculos sejam confiáveis, nada pode ter ocorrido no passado que tenha alterado a quantidade dos elementos estudados nem a velocidade de desintegração do mesmo. E assumir que as rochas ou outros materiais são sistemas completamente livres de contaminação é muito pouco provável, pois não existe nada conhecido pela ciência moderna que esteja num isolamento total.

Por esses motivos, os resultados obtidos por determinada metodologia precisam ser comparados com os alcançados por outros métodos de análise, já que em matemática (uma ciência exata) não podemos confiar em valores estabelecidos por pressuposições.

Veja como os métodos “científicos” estão sujeitos a erros: usando a datação pelo método do Carbono-14, a idade de árvores próximas a um aeroporto foi calculada em 10 mil anos; tartarugas do Lago Montezuma (Arizona, EUA) apresentavam 15 mil anos de vida; moluscos vivos foram considerados com idade de 2.300 anos; o “homem do gelo” (com data avaliada entre 4.600 e 8 mil anos), considerado o homem pré-histórico mais antigo da Europa, era, de fato, o corpo de um pescador que morreu nos anos 70 e foi reconhecido pela filha, na Suíça. Quanto ao “homem do gelo”, mesmo a história sendo desmentida há quase 10 anos, a mídia ainda a divulga como verdadeira.

Nada disso tira a validade do método; apenas significa que é possível apresentar resultados bastante equivocados. Daí, a necessidade de conferi-los com os de outras metodologias.

A proposta criacionista

Se forem considerados não apenas os métodos radiométricos, mas também os incrementais, os pesquisadores chegam a valores que apontam uma idade para a Terra muito mais jovem, com cerca de 10 mil anos (450 mil vezes menor que a proposta naturalista). Essa gama de valores é considerada muito mais provável pelos que acreditam no criacionismo ou na teoria do planejamento inteligente (além de ser completamente compatível com a narrativa bíblica).

É conhecido pelos astrônomos que os anéis de Saturno perdem parte de seu material a cada ano que passa. Calcula-se que, no máximo, em 18 mil anos de existência, eles teriam desaparecido. Então, por que eles ainda existem, quando se consideram idades na casa dos bilhões de anos para esse planeta? Os cometas, igualmente, têm vida muito breve, ou seja, de aproximadamente 9 mil anos (o que é uma idade mais de 1.500.000 vezes menor que a idade estabelecida para o sistema solar). Se existem cometas ainda hoje, e eles surgiram na mesma época que o sistema solar, só podemos concluir que a idade do sistema solar não pode ser maior do que 9 ou 10 mil anos.

Podemos analisar a idade da Terra também em relação à população humana. Considerando o início em Noé (as oito pessoas que estavam na arca) e um crescimento populacional anual de 0,5%, 4.300 anos seriam suficientes para chegarmos à população atual (o crescimento médio atual é de 2%); bastaria um crescimento de 0,35% para explicar a população de 300 milhões na época de Jesus. Por outro lado, se a população humana tivesse uma história de 1 milhão de anos, um crescimento mínimo de 0,1% teria resultado hoje em uma população tão grande que não caberia nem em todo o sistema solar.

Outro parâmetro importante é o acúmulo de poeira na superfície lunar. Se a lua tivesse 5 bilhões de anos, haveria um acúmulo de poeira cósmica entre 132 e 297 metros de espessura. Na realidade, os astronautas encontraram uma camada de pó com apenas 0,5 a 8 cm de espessura, o que equivaleria a uma idade de 7 a 8 mil anos.

Por fim, o estudo do encolhimento do diâmetro solar (de 1,52 m por hora) também oferece dados importantes. Aplicando essa taxa de forma retroativa, há 100 mil anos o Sol teria o dobro do tamanho atual. Há 20 milhões de anos, a superfície solar estaria tocando na Terra. Há “apenas” 1 milhão de anos, o Sol seria tão grande que não poderia ter existido vida no planeta Terra e, muito menos, evolução alguma.

Por que, então, insistem em apontar uma origem tão remota?

Por existirem tantas indicações de uma criação jovem, temos bons motivos para considerar que as idades menores, mais condizentes com as propostas que temos na Bíblia, são as mais coerentes com a realidade.

Por que, então, insistem em apontar períodos tão remotos para a origem da Terra e do Universo? Porque, segundo o próprio Darwin, a evolução, sem longos períodos de tempo, não teria a menor chance de ocorrer. A seleção natural necessita dessas longas eras. Sem elas, a teoria da evolução das espécies encontra-se desprovida do elemento mais importante para a sua credibilidade.

De acordo com Adauto Lourenço, “a ideia das longas eras tem impregnado de tal forma o pensamento atual que mesmo o mais óbvio dos argumentos contra tal proposta não é mais levado em consideração. O que temos visto é a repetição de uma proposta naturalista baseada em milhões e bilhões de anos que continua sendo apresentada vez após vez como verdadeira, mesmo quando a evidência científica lhe é contrária”.

Onde estavas tu quando eu criei a Terra? Diz-me, se tens entendimento! Jó 38.4

Fontes deste artigo e de informações adicionais

Adauto Lourenço, Como tudo começou , Editora Fiel
Dawlin A. Ureña, Evidencias científicas para uma Terra jovem (www.antesdelfin.com)
Dawlin A. Ureña, Quán antigua es la Tierra (www.antesdelfin.com)
Revista Super Interessante – (http://super.abril.com.br/superarquivo/1988/conteudo_111023.shtml)
http://www.umavisaodomundo.com/2009/07/qual-idade-terra-como-medir.html
http://www2.uol.com.br/sciam/reportagens/a_saga_revivida_de_otzi_o_homem_do_gelo.html
http://criacionista.blogspot.com/2009/09/discrepancias-nos-metodos-de-datacao.html
http://www.antesdelfin.com/scientific.html
http://antesdelfin.com/carbon.htm
http://www.antesdelfin.com/tierrajoven.htm

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