Última Palavra: Uma Igreja Diferente

Data de publicação: 18/11/2011
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Edição 20 e Revista Impacto - 1998 a 2014.
Este artigo pertence a: Edição 20

Por: Susana Walker

Recentemente fui com mais duas colegas a Fort Worth, uma cidade vizinha, para ajudar numa igreja de sem-tetos. Foi uma experiência muito, muito, boa!

A igreja era uma tenda bem grande (somente uma cobertura, sem paredes), cheia de bancos, e a congregação era uma multidão de homeless (sem teto) que um ônibus do ministério fora buscar. Depois do culto, eles servem almoço para estas pessoas.

O que vimos foi uma igreja TOTALMENTE diferente. Quem dirige o louvor são ex-cantores de boate e ex-drogados e ex-tudo o que se pode imaginar. Eles simplesmente cantam de coração para o Senhor, músicas do tipo Don Francisco (para quem conhece), e rock anos 60, ou algo que nem saberia classificar! Durante o louvor alguns louvam e dançam, outros sentam nos bancos, outros ficam parados de longe só observando – não existe nenhum padrão. Algumas vezes, eles não têm louvor, só palavra. Outras vezes, é só louvor o culto inteiro, como neste dia. Tudo depende de como o Espírito Santo conduz. Eles não têm programa e não têm pastor (apenas um grupo de pessoas que juntas dirige o ministério).

Sentado em um dos bancos, um homem negro todo cheio de estilo e atitude, mas cantando todas as músicas de coração! Um dos senhores me disse depois que ele era o líder da maior gangue da região, que praticamente controlava tudo por aqueles lados. Hoje ele é salvo e ajuda no ministério, apesar dos outros membros da gangue sempre insistirem para ele voltar.

No meio do louvor deste dia, um grande senhor, de cabelos e barba brancos, parecendo um pirata, caiu endemoninhado. Uns cinco homenzarrões ajuntaram-se ao redor dele, expulsando os demônios, enquanto o resto nem “deu bola”, continuou louvando a Deus, sem nem dar atenção para o diabo (que, aliás, não merece mais atenção do que o suficiente para manda-lo para longe de nós)! No final o homem foi liberto, aceitou a Jesus e foi cheio do Espírito Santo! Tudo no mesmo dia!

Um pouco depois o dirigente do louvor convidou para frente aqueles que queriam oração. Muitos aceitaram e nos ajuntamos àqueles que oraram por eles. A primeira mulher por quem eu orei queria aceitar a Jesus. Na verdade, o apelo era para quem queria ser curado ou tinha alguma necessidade específica, mas que necessidade é maior do que a de ser salvo, não é? Orei com ela e como foi impressionante ver a diferença no seu rosto depois que aceitou a Jesus! Havia um sorriso no rosto e uma alegria diferente!

Depois disso fez-se um apelo para quem queria ser salvo. Vinte e três pessoas vieram à frente, receberam Bíblias e oraram para receber a salvação. Nesse tipo de situação não tem como saber quais serão frutos duradouros, mas de quatro pessoas por quem orei, três me pareceram bem sinceras e apenas uma não dava para saber muito bem. Que o Espírito Santo as acompanhe e as habilite para continuar a caminhada que começaram.

Era impressionante a presença de Deus naquele lugar. Muito forte! Um dos que fazem parte do ministério orou por mim, e senti Deus falando bem alto algo que quero também passar adiante.

Tantas vezes sentimos que temos que estar cheios, e “espirituais” para podermos ministrar a outras pessoas. Na verdade precisamos ministrar a outras pessoas para nos enchermos. Vi que há muitas pessoas machucadas e necessitadas (até num país de primeiro mundo e “cristão”), que só estão esperando que saiamos do nosso conforto, que demos um passo à frente, e que deixemos o Senhor fluir por nós. Quando fazemos isso, não só o Espírito Santo se faz presente para ministrar para as outras pessoas, como também “enche nosso cálice” no processo!

Fazia algum tempo que eu não saía para um lugar assim, e acho que meu cálice estava um pouco vazio. Não conseguia orar muito e estava ficando triste e brava com pequenas coisas.

No tempo que tenho passado aqui, já fui para muitas igrejas. Algumas muito boas, outras regulares, e outras bem fraquinhas! Mas, sem exagerar, essa foi a que mais me fez sentir que estava numa igreja!

Susana Walker, 19 anos, é filha de Harold Walker, e está completando o segundo ano de estudos no Instituto Bíblico “Christ For The Nations”, em Dallas, Texas, EUA. O artigo acima foi extraído de um e-mail onde ela relata sua experiência numa igreja diferente.

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