Última Palavra: Cristãos Presos no Afeganistão

Data de publicação: 21/11/2011
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Edição 19 e Revista Impacto - 1998 a 2014.
Este artigo pertence a: Edição 19

Acontecimentos que levaram à prisão:

1. Em janeiro de 2001, o supremo líder do Taleban, o mulá Mohammad Omar, fez um decreto que qualquer muçulmano que abandonasse sua religião, ou qualquer pessoa que tentasse convencê-lo a fazer isso, seria condenado à morte. Também é ilegal para estrangeiros visitarem casas de afegãos. No Afeganistão, cristãos precisam se reunir secretamente em lares para encorajar uns aos outros. A maioria nunca tem oportunidade de ouvir o evangelho.

2. Na sexta-feira, 3 de agosto de 2001, a polícia do Taleban prendeu duas mulheres de uma entidade humanitária cristã, Shelter Now International (SNI), depois de visitarem a casa de um afegão que também foi detido naquele dia. Ao invadirem a casa, a polícia encontrou literatura cristã na língua dari, e um filme cristão que era visto num computador. No dia 5 de agosto, oficiais do Ministério para Promoção da Virtude e da Prevenção do Vício entraram nos escritórios da SNI em Cabul e confiscaram todos os computadores. Também confiscaram materiais encontrados nas casas dos funcionários. Vinte e quatro pessoas foram detidas ao todo, das quais oito são estrangeiros, dois australianos, dois norte-americanos, e quatro alemães.

3. Apesar de fortes pressões dos governos dos Estados Unidos, Austrália e Alemanha, não foi permitido nenhum contato com os detidos até três semanas depois, através da Cruz Vermelha (em 26 de agosto). Depois disso houve alguns contatos, com a informação de que estavam passando bem.

4. No dia 31 de agosto, oficiais do Taleban deram 72 horas para outras duas organizações humanitárias cristãs deixarem o país, embora não houvesse nenhuma acusação contra elas. Isto envolveu mais de cem pessoas que trabalhavam para aliviar o sofrimento de milhares de afegãos. Deixou pouquíssimos cristãos no país.

5. No dia 4 de setembro, a Suprema Corte iniciou o julgamento dos oito estrangeiros. Foi num tribunal fechado, sem acesso a diplomatas, advogados e parentes. Os detidos foram transferidos para um local desconhecido, e provavelmente nem sabiam que o julgamento havia começado. De acordo com o presidente da Suprema Corte, Noor Mohammad Saqib, a punição seria de acordo com as leis islâmicas, e poderia ser prisão ou enforcamento. O veredicto seria entregue ao mulá Mohammad Omar que terá a decisão final sobre o destino dos prisioneiros.

6. Depois dos ataques do dia 11 de setembro, o julgamento foi suspenso, e retomado somente no dia 30 do mesmo mês. Agora estão sem apoio nenhum no local, pois todos os estrangeiros foram evacuados do país. Os 16 afegãos detidos correm perigo maior ainda, e serão julgados separadamente. Devemos orar pela intervenção de Deus em favor deste grupo, e por todos os acontecimentos que envolvem este país já destruído e tão cheio de sofrimento, fome e pobreza.

As duas norte-americanas detidas no Afeganistão, Dayna Curry, 29 anos, e Heather Mercer, 24 anos, eram membros da Antioch Community Church, da cidade de Waco, Texas, EUA. Ambas eram ativas nos grupos de células da igreja, e em obras assistenciais. Sempre que houvesse uma oportunidade de servir os pobres e necessitados, elas estavam presentes. Curry partiu para o ministério no Afeganistão há mais de um ano, e Mercer está lá desde março passado. Trabalhavam com garotos de rua, programas de alfabetização, alimentação e saúde.

A igreja agora está orando por um milagre semelhante àquele relatado em Atos 12, em que Pedro foi solto da prisão através de um anjo. Um dos pastores da igreja, Kevin Johnson, disse que a situação das duas missionárias e os ataques do dia 11 de setembro com mais de 5000 mortes aumentaram muito a consciência da necessidade de oração na congregação, que tem freqüência de mais de 1000 pessoas nos cultos de domingo.

“Vemos uma verdadeira urgência de viver nossas vidas diante do Senhor, de forma que nossas vidas deixem uma marca para Deus,” ele disse. “E também de crer em Deus, que ele tem tudo sob controle.”

A igreja lançou uma vigília de oração, 24 horas por dia, após as detenções no Afeganistão. Pelo menos uma pessoa está presente na sala de oração durante toda a noite, chegando às vezes a 5 ou 6 pessoas por horário. Durante o dia, a participação chega a 15 pessoas por horário.
“Toda esta situação tem fortalecido minha fé em muitas maneira,” Johnson diz. “Quanto mais eu oro, mais conheço o coração de Deus. Ele é um Deus que concede grande fé para o avanço do seu Reino. Tenho visto o quanto é importante viver diante do Senhor e fazer cada dia valer a pena para ele.”

Uma resposta para “Última Palavra: Cristãos Presos no Afeganistão”

  1. “Os que confiam no Senhor são como os Montes de Sião, que não se abalam mas permanece para sempre. A luta é grande, mais Deus é bem maior, vamos orar, permanecer na Fé, a Palavra está se cumprindo, vamos deixar a marca do Senhor em nós, Tem poder no Sangue, eu creio Amém💕

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