Última Palavra

Data de publicação: 07/09/2014
Este artigo pertence a: Edição 78

O último testemunho do evangelho

por Christopher Walker

“A volta de Cristo será preparada por uma “grande colheita” que incluirá a salvação de multidões, assim como o juízo sobre os que não se arrependeram”

Uma das evidências mais incontestáveis da autenticidade do evangelho de Jesus Cristo é que, indiferentemente da estratégia, da embalagem ou do tipo de mensageiro que o acompanha, ele continua transformando vidas hoje, quase dois mil anos depois de os discípulos originais serem comissionados para levar as boas novas a todas as nações.

É verdade que, ao longo desse tempo, a própria igreja já fez quase tudo imaginável para diluir o conteúdo da mensagem (contaminando-a com filosofias e racionalizações humanas), e para desacreditar sua autenticidade (pela falta de coerência entre a pregação e o testemunho de vida).

A mistura de motivações erradas em anunciar o evangelho já havia começado na época dos apóstolos (Fp 1.15-18). Mesmo assim, Paulo se alegrava por saber que, ainda que fosse por “inveja ou discórdia”, Cristo estava sendo anunciado. Em outras palavras, o evangelho é capaz de superar quase todo tipo de contaminação. É por isso que ainda está vivo e atuante, gerando fruto para a vida eterna, até no cenário atual de divisão e confusão religiosa.

Não que isso deva nos deixar tranquilos e acomodados. Os apóstolos batalhavam diligentemente em favor da pureza e da integridade “da fé que uma vez por todas foi entregue aos santos” (Jd 3). Paulo sentiu dores de parto, como se estivesse gerando os mesmos filhos pela segunda vez, quando viu o evangelho da graça sendo contaminado com legalismo (Gl 3.1-4; 4.19). O evangelho tem poder apesar dos acréscimos humanos, mas seus resultados ficam prejudicados. É só comparar o fruto da pregação apostólica no primeiro século com a qualidade do cristianismo atual.

Como sabemos, a grande e “bendita” esperança (Tt 2.13) de todo verdadeiro cristão é a manifestação de Jesus em glória na Segunda Vinda. Há uma tendência de pensar que a confusão e o estrago que fizemos ao longo da história com o evangelho e com a igreja só serão consertados com a volta de Jesus. Entretanto, muitas profecias bíblicas, veladas ao nosso entendimento por séculos, começam a ressoar com cada vez mais clareza por todo o Corpo de Cristo hoje: antes do retorno triunfal do nosso Senhor, haverá uma grande restauração (At 3.21), uma noiva gloriosa (Ef 5.25-27) e um testemunho poderoso do evangelho do reino a todas as nações (Mt 24.14).

Vários textos nas Escrituras associam o fim desta era e a volta de Jesus a uma grande colheita, que incluirá salvação de multidões (At 2.17,21; Jl 2.23,24) e juízo sobre os impenitentes (Ap 14.6,7,14-20; Jl 3.13,14). Haverá um derramamento do Espírito, conforme profetizado por Joel, logo antes do “dia do Senhor”; seu impacto sobre o mundo será abrir as portas do reino de tal forma que “todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (At 2.21).

Já houve um cumprimento parcial dessa profecia no dia de Pentecostes em Atos 2. Foi essa vinda do Espírito que capacitou a igreja do primeiro século a testemunhar de Jesus, dando ênfase especial à sua ressurreição dentre os mortos (At 1.21,22; 4.1,2,33; 17.18).

No tempo do fim, a vinda do Espírito em maior escala, sobre mais pessoas em mais regiões do mundo, também capacitará a igreja a dar testemunho. Embora o conteúdo do evangelho nunca mude, existem vários indícios (como a promessa de enviar o ministério de Elias antes do grande e terrível dia do Senhor – Ml 4.4-6) de que a ênfase do testemunho da igreja dos últimos dias será a volta de Jesus. Assim como o Cristo ressurreto não se revelou a todos, mas apenas a um pequeno grupo de testemunhas, o glorioso Jesus da Segunda Vinda será “visto” antecipadamente por aqueles que receberem o derramamento do Espírito, os quais profetizarão e testemunharão daquilo que viram em sonhos e visões (At 2.17-21).

Finalmente, um elemento importante do testemunho final será a unidade entre os cristãos. Certamente, Jesus não voltará enquanto sua oração sacerdotal em João 17, pedindo que todos seus discípulos fossem um, como ele é um com o Pai, não for respondida. Pois é assim que todos saberão que somos verdadeiros discípulos (Jo 13.35) e crerão em Jesus (Jo 17.21).

Leitura recomendada:

A ceifa é o fim do mundo, Ralph Mahoney, Impacto Publicações

O segredo da igreja gloriosa, John Walker, Impacto Publicações

A restauração da Palavra, John Walker, Impacto Publicações

A essência do Evangelho: Graça, Harold Walker e John Walker, Impacto Publicações

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *