Tirem os obstáculos do caminho do meu povo!

Data de publicação: 26/04/2014
Categorias da Biblioteca:
Edição 76 e Revista Impacto - 1998 a 2014.
Este artigo pertence a: Edição 76

Tirem os obstáculos do caminho do meu povo!
Isaías 57.15

Irmã Adola

“Contrário à crença popular, as feridas não são saradas com o passar do tempo; estas ficarão infectadas se não forem cuidadas e fechadas corretamente. Estas são cuidadas e fechadas através de arrependimento, o qual libera o poder da cruz” (Rick Joyner, Vencendo o Acusador, pág. 37).

A História é testemunha de grandes atrocidades que foram cometidas contra determinados povos por impérios dominantes e conquistadores ao longo dos séculos. Na antiguidade, alguns povos chegaram até mesmo a ser extintos por conta do ódio e da perseguição infligida a eles. Entre os povos que sobreviveram a tais investidas para eliminá-los, encontra-se o povo judeu, que, apesar de ter perdido sua terra e, consequentemente, ter sido espalhado por todo o globo terrestre, não perdeu sua identidade como povo de Israel, à espera do seu Redentor, o Messias.

É sabido que, a partir de 1948, por decisão da ONU, o povo de Israel voltou a ter direito à sua terra e a ser reconhecido como nação. Mas até que se chegasse a isso, terríveis e profundas feridas foram infligidas a esse povo, principalmente pela Inquisição e pelo Holocausto. Esses dois acontecimentos tiveram o mesmo propósito: a destruição do povo judeu e a apropriação de suas posses. Durante o Holocausto, muitos judeus sobreviventes perderam a fé em Deus devido ao imensurável sofrimento. Em razão dessas feridas que se transformaram em obstáculos para eles, reconhecer Jesus como o seu Messias tornou-se mais difícil.

Cada cristão, como membro da Igreja de Jesus Cristo no mundo, é chamado para auxiliar na cura dessas feridas. O profeta Isaías diz: “Consolai, consolai o meu povo” (Is 40.1). É tão importante conhecer a história da participação da Igreja nesses eventos a fim de que haja um arrependimento genuíno e, assim, os corações feridos por ela sejam sarados. Como diz, com propriedade, um ditado popular: “Um povo que não conhece a própria história está condenado a repeti-la”. Somente por meio do arrependimento poderemos, como Igreja, tirar os obstáculos que estão impedindo o povo de Israel de reconhecer seu Messias, ou seja, o Senhor Jesus Cristo.

A Igreja do Senhor Jesus tem um papel importantíssimo na restauração dos judeus. O nosso arrependimento é o bálsamo para sanar suas feridas. Benjamin Berger, judeu messiânico, afirmou que, quando a Igreja mostrar para Israel verdadeiras lágrimas de arrependimento, o véu que cobre os olhos do povo começará a cair. Porém, até o momento, ainda não aconteceu um arrependimento abrangente e verdadeiro no Corpo de Cristo quanto ao passado da Igreja em relação aos judeus.

A irmã Basilea Schlink escreveu: “Antes de Jesus vir pela segunda vez no final dos tempos, Elias aparecerá novamente como um pregador de arrependimento (Ml 4.5.) […] no fim dos tempos, um tremendo movimento de arrependimento irromperá entre o povo de Israel, quando aparecer o Messias, e eles o reconhecerem como aquele a quem traspassaram. Mas como eles poderão se arrepender se os cristãos não forem os primeiros a fazê-lo? […] Jesus foi primeiro ao encontro daqueles que haviam sido discípulos de João Batista (Jo 1.35-42) e que participaram desse movimento de arrependimento. Esses foram os primeiros que ele chamou para serem seus discípulos, e, quando ele voltar, não será diferente” (M. Basilea Schlink, O Caminho Mais Certo para Felicidade, pág. 82).

Para saber mais sobre esse tema, acesse http://www.canaan.org.br/israel_culpa.htm e leia o livreto A Culpa da Cristandade para com o Povo Judeu ou peça esse livreto à Canaã no Brasil, C.P. 440, 80011-970 Curitiba, PR, para recebê-lo gratuitamente via correio.

A irmã Adola faz parte de um ministério chamado “Irmandade Evangélica de Maria”. Fundado pela Madre Basilea Schlink (1904 – 2001), na Alemanha, em 1947, hoje está presente em vários países ao redor do mundo, por meio das irmãs, pessoas inteiramente dedicadas a Jesus que vivem em pequenos centros comunitários, e das literaturas que já foram traduzidas em mais de 60 idiomas. Com foco na paixão e devoção incondicional a Jesus, no arrependimento como base da mensagem do Evangelho e na reconciliação entre pessoas e, principalmente, entre povos e igrejas, a Irmandade tem sido um instrumento de Deus para espalhar o amor de Jesus e trabalhar em favor da unidade da Igreja. Para saber mais a respeito deste ministério importante e pedir literaturas inspiradas, entre em contato pelo site: www.canaan.org.br ou pelo e-mail: canaan@canaan.org.br.

No Brasil: Novos Museus da História dos Judeus
Tendo oportunidade, não deixe de conhecer!

MUSEU DO HOLOCAUSTO

O primeiro Museu do Holocausto no Brasil, aberto 12 de fevereiro de 2012 em Curitiba. Mostra com fotos, amostras e obras de arte a história dos judeus durante esse período agonizante, desde a década anterior ao Holocausto até vários anos depois. Uma realização da Associação Casa da Cultura Beit Yaacov.

Visitas precisam ser agendadas pelo seguinte endereço: museudoholocausto@accbeityaacov.org

Rua Coronel Agostinho Macedo, 248 – Bom Retiro
80520-100 Curitiba, PR
Tel. (41) 3093-7462 e (41) 3093-7461
Horário de funcionamento
Terças: 14h30 às 17h30
Quartas: 8h30 às 11h30 e 14h30 às 17h30
Sextas: 8h30 às 11h30
Domingos: 9h às 12h
Entrada franca!

Visita virtual
http://vimeo.com/32517773
Visite o site: www.museudoholocausto.org.br

MUSEU DA HISTÓRIA DA INQUISIÇÃO DO BRASIL

O primeiro museu da Inquisição no Brasil foi inaugurado em 19 de agosto de 2012 em Belo Horizonte. Informações sobre o museu podem ser encontradas no site: http://www.museudainquisicao.org.br

Rua Cândido Naves, 55 – Ouro Preto
Belo Horizonte, MG
Telefone: (31) 2512-5194
contato@museudainquisicao.org.br
Horário de funcionamento
O museu funciona de terça-feira à sexta-feira das 9h às 16h. Em domingos e feriados, das 10h às 16h. Os ingressos custam R$ 8,00 (inteira) e R$ 4,00 (meia).
Para grupo com mais de cinco pessoas, é necessário agendamento prévio.

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