Testemunho de Impacto: O Púlpito Rachado de Houston

Data de publicação: 01/12/2011
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Edição 08 e Revista Impacto - 1998 a 2014.
Este artigo pertence a: Edição 08

Tommy Tenney diz que o Poder de Deus Rachou o Púlpito de uma Igreja em Houston no meio.

Uma mensagem dramática do céu foi entregue numa igreja em Houston, em outubro de 1996. Num ato impressionantemente parecido com aquele que fendeu o véu do templo em Jerusalém, o poder de Deus atingiu o robusto púlpito de acrílico do Tabernáculo Cristão, dividindo-o em dois pedaços diante de uma congregação atordoada, e lançando o pastor para trás.

A maioria dos milagres que se vê hoje não tem muita relação com sua vida. Este tem. Mostrou claramente que Deus quer um relacionamento mais profundo com seu Corpo – e que isto precisa começar com um novo estilo de vida na igreja, em que ele atua mais diretamente, com menos interferência humana na sua agenda, e mais disposição humana de alinhar-se com sua vontade e com aquilo que o agrade.

O Tabernáculo Cristão, uma igreja carismática de 3000 membros, havia começado uma série de reuniões de avivamento, cinco noites por semana, desde o dia 6 de outubro daquele ano. Mesmo sem fazer alarde ou propaganda, 30 a 40 conversões foram registradas por noite nesta campanha, além de diversas curas, libertações e outras manifestações carismáticas. Como a liderança estava bem aberta à direção momento por momento do Espírito, mesmo que tivesse que mudar o rumo do culto, cada reunião foi diferente em tema e ordem de culto.

Várias pessoas foram curadas de câncer. Num domingo de manhã, numa visitação especial, três pessoas foram curadas de surdez total pela oração de um garoto de 7 anos, que fora curado da mesma doença uma semana antes!

A característica mais singular das reuniões foi a presença palpável de Deus. Houve diversos períodos de silêncio em que as pessoas mal tinham coragem de respirar diante da sensação sobremaneira poderosa do peso da glória de Deus. Numa ocasião memorável, o silêncio durou por uma hora e meia, sem praticamente uma tosse ou choro de criança.

Esta tremenda Presença foi sentida em muitos outros momentos. Na verdade, a liderança tem feito questão de explicar que a Presença é tudo, e que as reuniões não são um exemplo da “unção” de Deus, mas pelo contrário da sua glória.

Um elemento importante nas reuniões foi o evangelista de fora, Tommy Tenney, um pastor pentecostal de terceira geração, que conta por experiência própria a diferença entre a unção e o que experimentaram nestas reuniões:

“Com unção, quando você prega, prega melhor. Quando canta, canta melhor. Qualquer coisa que faz, é muito melhor com unção. Mas nestas reuniões, não era nada semelhante à unção. Eu me levantava para pregar, e ficava divagando desajeitadamente, tentando pensar no que devia dizer. Do ponto de vista profissional, era simplesmente patético. Mas daí um pouco vinha a Presença de Deus, e eu apenas dizia: ‘Gente, chegou a hora. Venham e orem’. E começavam a chorar e se arrepender, e vir para frente para orar.”

Embora o intelectual Tenney tentasse preparar um sermão de avivamento para cada reunião, o Espírito sempre dirigia de alguma forma inesperada, e um sermão completo quase nunca chegou a ser pregado. Mas naquele domingo de manhã, 20 de outubro, no culto das 8:30, os acontecimentos passaram do inesperado para o chocante e espantoso.

Naquele dia, a atmosfera estava impregnada com a Presença de Deus, tão fortemente que tanto Tenney como o Richard Heard, pastor do Tabernáculo Cristão, ficaram extremamente temerosos em quebrar o silêncio profundo e tomar o púlpito. (Na verdade, os dois são homens muito humildes, e especialmente o Pastor Heard tem um temperamento calmo e inexpressivo. Um amigo seu uma vez comentou: “Na maioria do tempo, não dá para saber nem se ele está feliz ou triste!”)

Sentado no primeiro banco, ao lado de Tenney, Heard finalmente cochichou no ouvido de Tenney: “Vamos lá, é hora de você assumir o culto.”

Porém o evangelista atônito respondeu: “Estou com medo de subir lá, porque acho que algo grande vai acontecer.” E não se mexeu do seu lugar.

Assim, depois de um momento, Heard se levantou, atravessou o carpete vermelho, parou atrás do púlpito, e leu 2 Crônicas 7.14.

“O que o Espírito Santo está nos dizendo é que devemos buscar a face de Deus, não a sua mão”, Heard disse à congregação. “Nós não devemos buscar apenas seus benefícios, mas também devemos procurar conhecê-lo.”

Naquele momento, um barulho enorme estourou dentro do santuário. Heard foi lançado para trás e aterrissou a uns três metros do púlpito caindo de costas. Ele ficou deitado incólume, mas inundado por uma sensação enorme da presença do Espírito Santo. Apenas alguns movimentos ininterruptos da sua mão direita mostravam que ele ainda estava vivo. Foram necessários quatro homens para carregar seu corpo inerte, em parte porque o peso da glória de Deus emanava dele, e fazia também com que os próprios corpos deles parecessem mais pesados. A palavra hebraica chabod significa tanto “glória” como “peso”.

O púlpito — feito de um material de plástico com meia-polegada de espessura — foi fendido em dois pedaços que foram arremessados para a congregação em direções diferentes e que aterrissaram a mais de dois metros de distância um do outro. A base e o topo estavam intactos, mas a coluna fora cortado numa linha diagonal irregular, como se fosse a trajetória de um raio.

A congregação ficou atordoada. Tenney fez vários apelos, e as pessoas continuavam chegando – algumas pessoas caíam no Espírito antes de alcançarem a área do altar. Quinze horas e meia depois, à meia-noite, a reunião terminou. Não havia nenhuma explicação natural para o que as pessoas haviam visto, mas sabiam que Deus havia falado de forma alta e clara.

Tenney disse que acreditava que Deus tinha partido o púlpito em dois “como um tapa simbólico no rosto dos controladores humanos da igreja na América “.

Mais tarde, o fabricante do púlpito foi informado do incidente. A firma declarava que não havia qualquer chance do material rachar daquela maneira — ao longo de uma linha diagonal. Se o púlpito tivesse sido sujeito a uma pressão extremamente alta—mais de 50,000 libras por polegada quadrada, por exemplo—teria quebrado em lascas minúsculas como vidro, disseram os fabricantes. Mas insistiram que o material nunca dividiria através de meios naturais do modo como aconteceu naquela manhã de domingo no Tabernáculo Cristão.

Os dois pedaços quebrados foram mantidos primeiro no escritório da igreja. Mas um fluxo fixo de pessoas curiosas que vinham para dar uma olhada no púlpito quebrado levaram os funcionários da igreja a montá-lo de volta no santuário.

As reuniões continuam, e Heard diz estar entusiasmado com os resultados: “Não há um pedaço sequer desse tapete que não esteve manchado com lágrimas de arrependimento”.

A seguir, uma carta escrita em março de 1998, sobre este acontecimento:

Creio que a mensagem de Deus para seu Corpo agora é fugir de religião e buscar relacionamento. Não precisamos de prédios, doutrinas, reuniões, grupos nos lares, títulos, pastores, conferências, livros, fitas etc. Precisamos é de Deus. Precisamos de um relacionamento maduro com ele. Precisamos crescer e amadurecer. E o único jeito de fazer isso é obedecer a ele. A única maneira de obedecer é ouvi-lo. A única maneira de ouvi-lo é nos humilhar e nos arrepender de nossos pecados. Ouvir a Deus é ter um relacionamento com ele. O objetivo de todos os crentes deveria ser ouvir a voz do nosso Senhor (relacionamento vertical), e ajudar outros a crescer e ouvir do Senhor por eles mesmos (relacionamento horizontal). Não precisamos de uma organização para fazer isso. Só há um pastor, e uma cabeça, e todos podemos nos relacionar com ele.

A mensagem que Deus deu em Houston não foi sobre avivamento. Foi sobre acabar com o púlpito! Os ministérios são funções, não títulos. Não pastoreamos através de alimentar as ovelhas. Pastoreamos através de apontar para Jesus. Evangelizamos através de proclamar o que Deus está fazendo em nossas vidas. Profetizamos através de falar o que Deus está falando conosco. Ensinamos o que ele está nos mostrando. Tudo isso requer um relacionamento onde podemos ouvir nosso Senhor. Isto não depende de um diploma, de conhecer o grego, de um título, de um prédio, uma doutrina ou de nada mais além de “ouvidos”. A igreja institucional raramente mostra os membros como ouvir a voz de Deus, porque não sabe como ensinar, ou porque tem medo de perdê-los. Assim, ficamos com a igreja cheia de pessoas que conhecem fatos e teorias, mas não sabem ouvir seu próprio Pastor.

Uma resposta para “Testemunho de Impacto: O Púlpito Rachado de Houston”

  1. Elienai disse:

    Tanto tempo que procuro por esse testemunho… muito forte, muito impactante.

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