Testemunho de Impacto: Cura Milagrosa na Etiópia

Data de publicação: 23/08/2011
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Edição 44 e Revista Impacto - 1998 a 2014.
Este artigo pertence a: Edição 44

Por Equipe Missões Portas Abertas

A Etiópia é conhecida por sua extrema pobreza. O país sofre com sérios problemas na área de saúde, relacionados a epidemias como a malária e a tuberculose. A expectativa de vida no país é de 50 anos.

Cerca de 40% da população são muçulmanos. Aqueles que procuram ser uma testemunha fiel de Cristo em áreas dominadas por muçulmanos podem pagar o preço de seguir a Cristo com sua própria vida.

Além do islamismo, existe a grande igreja ortodoxa, que compreende 24,3% da população, e os praticantes de várias religiões tradicionais locais.

Kedija era uma das adeptas das religiões tradicionais. Durante os últimos 12 anos, vinha sofrendo de sérias dores nas costas e, de uma forma inexplicável, não podia usar suas pernas. Kedija dependia totalmente dos outros.

Para recuperar sua saúde e ter de novo uma vida normal, Kedija deu tudo que tinha para um curandeiro local. A fim de receber a cura que tanto desejava, ela chegou a ficar na casa dele um ano inteiro. Todo o sacrifício dela não deu resultado, pois o curandeiro não pôde curá-la.

Após esgotar todos seus recursos, Kedija voltou para casa e ficou à espera da morte. No dia 22 de agosto de 2005, outro curandeiro abordou Kedija e disse que poderia curá-la por 250 dólares.

As duas filhas adolescentes de Kedija ficaram desesperadas junto da mãe, que não tinha dinheiro para pagar o homem. Elas se ofereceram então como mulheres para o curandeiro de 75 anos em troca da cura. Kedija não aprovou essa idéia, mas suas filhas a lembraram de que ela não tinha mais nada para oferecer ao curandeiro.

O curandeiro muçulmano ficou feliz em aceitar as duas adolescentes como mulheres.

Ele mandou as duas meninas comprarem folhas de um tipo de cardo que, ao serem mastigadas, deixam a pessoa em transe. Depois, em um ritual, ele rezou a noite toda.

A promessa de cura de Kedija atraiu muitos espectadores da comunidade, quase toda muçulmana.

Quando a manhã chegou, Kedija ainda continuava paralisada. Por isso a comunidade duvidou da promessa do curandeiro. Furioso com o questionamento e os insultos dirigidos a ele, o homem acusou toda a comunidade de não cooperar com suas rezas. O curandeiro culpou todas aquelas pessoas por ele não ter conseguido curar Kedija e fugiu muito envergonhado. Ninguém nunca mais viu aquele curandeiro.

Uma última opção

Dois dias depois, um estranho sugeriu que os “pentes” (apelido local para os cristãos pentecostais) não teriam problemas em orar pela cura de Kedija, e não cobrariam nada. Kedija, já bastante desencorajada, aceitou a sugestão como uma última opção.

Assim, o estranho foi ao vilarejo vizinho e pediu para o evangelista local orar pela cura de Kedija. O evangelista ficou feliz em ajudar. Ele subiu em sua motocicleta (doada pela Missão Portas Abertas) e percorreu a distância entre os dois vilarejos.

O evangelista, assim que chegou, explicou que ele mesmo não poderia fazer nada por Kedija, e que apenas Jesus Cristo tinha poder para curá-la por meio da oração dos seus seguidores.

O evangelista, com ousadia, perguntou o que Kedija faria se Jesus a curasse. Ela, lacrimejante, disse que aceitaria Cristo se ele fizesse isso. Em seguida, o evangelista começou a orar pela cura de Kedija.

No entanto, a filha mais velha não gostou de ouvir as orações e saiu da casa gritando. O evangelista alcançou a moça de 20 anos e orou por ela. A garota começou a revelar as causas para a paralisia de Kedija, quando o evangelista se dirigiu ao demônio que se manifestava por meio dela. No momento em que o demônio foi expulso da filha, Kedija começou a gritar de maneira incontrolável. Cinco minutos depois, outro demônio foi expulso de Kedija, e ela ficou totalmente curada.

Kedija não apenas pôde andar de novo como também encontrou libertação perpétua em Cristo.

A repercussão da cura

A surpreendente cura de Kedija atraiu muitos curiosos. Trinta e oito pessoas que testemunharam aquela cura milagrosa aceitaram Cristo como Senhor e Salvador, inclusive a família de Kedija.

O seu marido, muçulmano, havia construído uma mesquita em sua propriedade, mas, depois da cura de sua mulher, ele ofereceu a construção para ser usada como igreja.

Além disso, a família doou uma parte de sua terra para ser o local de uma igreja apropriada para a comunidade.

Em 10 de setembro, os 38 muçulmanos que se tornaram cristãos passaram a fazer parte do grupo de cerca de 300 novos convertidos, todos batizados em um lago da região.

A história de Kedija não foi a primeira cura milagrosa que aconteceu no sul da Etiópia. Quase um ano atrás, um conhecido xeique desenvolveu um problema mental inexplicável. O xeique Mohammed foi a todo tipo de hospital da área, mas ninguém foi capaz de ajudá-lo em sua doença. Por fim, seus pais o levaram ao mesmo evangelista que orara pela cura de Kedija.

O evangelista acompanhou os pais até a casa deles e falou-lhes sobre o poder de cura de Deus. Esse evangelista, ao chegar, perguntou à família o que ela faria se Jesus curasse Mohammed. Os pais, desesperados, disseram que estariam dispostos a aceitar Cristo como Senhor e Salvador se o filho fosse curado.

O evangelista orou fervorosamente e Mohammed gritou. Ele ficou curado em um piscar de olhos.

Mohammed tinha uma mesquita em frente a uma pequena igreja. Desde sua cura, a mesquita está vazia enquanto a pequena igreja ganha mais e mais membros. Por causa da cura e do testemunho de Mohammed, 15 muçulmanos aceitaram Cristo.

Atualmente, Mohammed é um membro ativo dessa pequena igreja. Ele enfrentou uma forte perseguição e até temeu por sua vida na comunidade quase toda muçulmana, mas ele continua a testificar sobre a intervenção de Deus em sua nova vida.

A Missão Portas Abertas, uma organização que apóia os cristãos perseguidos, tem desenvolvido projetos de assistência social e espiritual na Etiópia, além de enviar Bíblias, livros e outras coisas, como a motocicleta que o evangelista utilizou. O país ocupa o 49º lugar na Classificação de países por perseguição, uma lista preparada pela Missão Portas Abertas, classificando os maiores violadores da liberdade religiosa no mundo. Para mais informações sobre os cristãos perseguidos no mundo, visite o site www.portasabertas.org.br.

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