Testemunho de Impacto: Anjos no Meio do Sofrimento

Data de publicação: 09/12/2011
Este artigo pertence a: Edição 06

Ao longo de nossas vidas somos abençoados com experiências espirituais. Algumas são muito sagradas e confidenciais, e outras, embora sagradas, foram dadas para serem compartilhadas.

No verão de 1994 minha família teve uma experiência espiritual que teve um impacto duradouro e profundo sobre nós e sentimos que devia ser compartilhada. É uma mensagem de amor. É uma mensagem sobre recuperar perspectiva, restaurar um equilíbrio adequado e renovar prioridades. Humildemente oro para que eu possa, ao relatar esta história, dar a você o presente que meu filhinho, Brian, deu a nossa família num dia de verão de 1994.

No dia 22 de julho eu estava indo a Washington DC numa viagem de negócios. Tudo parecia tão rotineiro, até o momento que aterrissamos em Denver para trocar de aeronave. Enquanto pegava minha bagagem de mão, um anúncio foi feito no sistema de som, pedindo para o Sr. Lloyd Glenn procurar o representante do Serviço de Atendimento Integrado ao Cliente imediatamente. Não me preocupei sobre isso até que cheguei na porta do avião e ouvi um senhor perguntando a todos os passageiros se eram o Sr. Glenn. Neste momento eu soube que algo estava errado e meu coração tremeu.

Quando desci do avião um jovem com a feição muito séria veio a mim e disse: “Sr. Glenn, há uma emergência em sua casa. Eu não sei o que é ou quem está envolvido, mas levarei o senhor para um telefone para ligar ao hospital. Meu coração estava batendo muito forte agora, mas a vontade de ficar calmo prevaleceu.

Mecanicamente segui este estranho até o telefone, onde disquei o número do Hospital da Missão. Colocaram-me em contato direto com o Centro de Traumatologia, que me informou que meu filho de três anos tinha ficado preso debaixo da porta automática da garagem por vários minutos, e que quando minha esposa o encontrara, estava morto. Reanimação boca a boca tinha sido feita por um vizinho que é médico, e os paramédicos continuaram o procedimento, enquanto Brian foi levado ao hospital. Quando liguei, Brian já tinha revivido e acreditavam que sobreviveria, mas não sabiam a extensão dos danos sofridos por seu cérebro ou coração. Explicaram que a porta tinha fechado completamente sobre seu pequenino esterno, bem em cima do seu coração. Ele tinha sido severamente esmagado.

Depois de falar com o pessoal médico, minha esposa parecia preocupada mas não histérica, e sua tranqüilidade me ajudou.

O vôo de retorno parecia interminável, mas finalmente cheguei ao hospital, seis horas depois que a porta da garagem tinha descido. Quando entrei na UTI, nada poderia ter me preparado para ver meu filhinho deitado, tão quieto, em uma cama grande com tubos e monitores por toda parte. Ele estava ligado a um respirador. Olhei de relance para minha esposa que estava perto e tentou dar-me um sorriso tranqüilizante. Tudo parecia como um sonho terrível. Informaram-me todos os detalhes e deram um prognóstico cauteloso.

Brian viveria e os testes preliminares indicavam que seu coração não sofrerá danos -dois grandes milagres. Mas só com o tempo saberíamos se seu cérebro fora danificado de alguma forma. Ao longo das horas aparentemente infinitas, minha esposa estava tranqüila. Ela sentia que no fim Brian ficaria bom. Eu me agarrei às suas palavras e sua fé como a uma corda de salva-vidas. Durante toda aquela noite e no dia seguinte Brian permaneceu inconsciente. Parecia uma eternidade desde o momento que eu partira para aquela viagem de negócios no dia anterior. Finalmente, às duas da tarde, nosso filho recuperou a consciência e sentou-se, dizendo as palavras mais bonitas que eu já ouvira. Ele disse: “Papai, me segura”, e estendeu seus bracinhos para mim. (PAUSA PARA LÁGRIMAS …sorriso) No dia seguinte declararam que ele não tivera nenhum dano neurológico ou físico, e a história da sua recuperação milagrosa espalhou-se por todo o hospital. Você não pode imaginar nossa gratidão e alegria. Enquanto levávamos Brian para casa sentíamos uma reverência sem igual pela vida e amor do nosso Pai celestial que vem para aqueles que chegam tão próximos à morte.

Nos dias seguintes havia um espírito especial em nossa casa. Nossos dois filhos mais velhos ficaram muito mais íntimos do irmãozinho deles. Minha esposa e eu ficamos muito mais íntimos um do outro, e todos nós ficamos muito mais íntimos como família. Nossa vida entrou num ritmo muito menos estressante. Nossa visão parecia muito mais clara, e o equilíbrio mais fácil para alcançar e manter. Sentimos profundamente abençoados. Nossa gratidão era realmente grande. (A história não acabou – sorriso) Quase um mês após o acidente, Brian acordou do seu sono à tarde e disse: “Sente-se, mamãe. Tenho algo para lhe contar.” Nesta fase da sua vida, Brian normalmente falava em frases pequenas, então quando disse uma oração grande minha esposa ficou surpresa. Ela sentou-se com ele na sua cama e ele começou a contar sua sagrada e extraordinária história.

“Você se lembra quando fiquei preso debaixo da porta da garagem? Bem, era tão pesada e doeu muito. Chamei você, mas você não pôde me ouvir. Comecei a chorar, mas doeu mais ainda. E então vieram os ‘passarinhos’.”

“Os ‘passarinhos’?” minha esposa perguntou perplexa.

“Sim”, ele respondeu. “Os ‘passarinhos’ fizeram um barulho de asas batendo e voaram para dentro da garagem. Eles cuidaram de mim.”

“Foi mesmo?”

“Sim”, ele disse. “Um dos ‘passarinhos’ foi chamar você. Ele foi contar-lhe que eu ficara preso debaixo da porta.”

Um sentimento doce e reverente encheu o quarto. O espírito era muito forte e no entanto mais leve que o ar. Minha esposa percebeu que um menino de três anos não tem nenhum conceito de morte e espíritos, portanto estava se referindo aos seres que vieram a ele do além, como ‘passarinhos’, porque ficavam no ar como pássaros que voam.

“Como se pareciam os ‘passarinhos’?” ela perguntou.

Brian respondeu: “Eram muito bonitos. Eram vestidos de branco, muito branco. Alguns deles tinham verde e branco. Mas alguns deles usavam só branco.”

“Falaram alguma coisa?”

“Sim”, ele respondeu. “Eles disseram que o bebê ficaria bom.”

“O bebê?” minha esposa perguntou confusa.

Brian respondeu: “O bebê que estava deitado no chão da garagem.” Ele continuou: “Você saiu e abriu a porta da garagem e correu ao bebê. Você falou ao bebê para ficar ali e não ir embora.”

Minha esposa quase se desmoronou ao ouvir isto, porque ela realmente tinha ido e se ajoelhado ao lado do corpo de Brian; quando viu seu tórax esmagado, sua feição irreconhecível, e percebeu que ele já estava morto, ela havia olhado para cima e sussurrado: “Não nos deixe, Brian. Por favor, fique conosco se puder.”

Enquanto ouvia Brian contando as palavras que ela lhe falara, ela entendeu que o espírito tinha deixado seu corpo e estava olhando de cima para aquele pequeno corpo sem vida.

“E então, o que aconteceu?” ela perguntou.

“Fomos em uma viagem”, ele disse, “para longe, muito longe…” Ele ficou agitado tentando descrever as coisas para as quais parecia não ter palavras. Minha esposa tentou acalmá-lo e confortá-lo, dizendo-lhe que tudo ficaria bem. Ele lutou, querendo contar algo que obviamente era muito importante para ele, mas com dificuldade para encontrar as palavras.

“Voamos muito rápido para cima no ar.”

“Eles são tão lindos, Mamãe”, ele acrescentou. “E há muitos e muitos ‘passarinhos’.”

Minha esposa ficou atordoada. A mente dela ficou envolta com o espírito docemente confortante, mas com uma urgência que nunca conhecera antes.

Brian continuou contando que os “passarinhos” lhe falaram que tinha de voltar e contar para todo mundo sobre eles. Ele disse que o trouxeram de volta para casa e que um caminhão de bombeiros e uma ambulância estavam lá. Um homem estava levando o bebê para fora em uma cama branca e ele tentou falar para o homem que o bebê ficaria bom, mas o homem não o pôde ouvir. Disse que os “passarinhos” lhe falaram que ele teria de ir com a ambulância, mas que eles ficariam perto dele. Disse que eles eram tão bonitos e tão cheios de paz que ele não queria voltar.

E então a luz brilhante veio. Ele disse que a luz era muito brilhante e muito quente e que ele amava muito esta luz brilhante. Alguém estava na luz brilhante e pôs os braços ao redor dele e disse: “Eu o amo, mas você tem de voltar. Você tem que jogar beisebol e contar a todo mundo sobre os ‘passarinhos’.” Então a pessoa na luz brilhante beijou-o e acenou com as mãos para ele para dizer adeus. Depois veio aquele barulho grande de asas batendo e eles subiram para as nuvens.

A história continuou por uma hora. Ele nos ensinou que os “passarinhos” estão sempre conosco, mas não os vemos porque olhamos com nossos olhos e não os ouvimos porque escutamos com nossos ouvidos. Mas eles sempre estão por aí, você só pode vê-los aqui dentro (ele pôs a mão dele em cima do coração). Eles sussurram coisas para nos ajudar a fazer o que é certo porque eles nos amam tanto.

Brian continuou dizendo: “Eu tenho um plano, mamãe. Você tem um plano. Papai tem um plano. Todo mundo tem um plano. Nós devemos todos viver nosso plano e cumprir nossas promessas. Os ‘passarinhos’ nos ajudam a fazer isso porque eles nos amam tanto.”

Nas semanas seguintes, freqüentemente ele veio a nós e contou toda a história ou partes dela, vez após vez. Sempre a história era a mesma. Os detalhes nunca eram mudados ou fora de ordem. Algumas vezes ele acrescentava outros pedaços de informação e esclarecia a mensagem que já tinha entregue. Nunca deixou de nos impressionar como ele poderia contar tantos detalhes e falar além da sua habilidade natural quando falava sobre seus “passarinhos”.

Em todo lugar que ia, ele contava aos estranhos sobre os “passarinhos”. Surpreendentemente, ninguém jamais olhou a ele com estranheza quando ele fazia isto. Pelo contrário, eles sempre ficam com uma expressão suave no rosto e sorriem. Desnecessário dizer, nunca mais fomos os mesmos desde aquele dia, e oro que nunca o sejamos.

————————————————————————————————————————————————————————-

” ENTRE ASPAS “

“Vede, não desprezeis a nenhum destes pequeninos; pois eu vos digo que os seus anjos nos céus sempre vêem a face de meu Pai, que está nos céus”
Jesus Cristo (Mateus 18.10)

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *