Quando Você Deve Ficar Ofendido

Data de publicação: 29/04/2011
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Edição 63 e Revista Impacto - 1998 a 2014.
Este artigo pertence a: Edição 63

Por Kevin Cauley

De maneira geral, o cristão não deve ofender-se com facilidade. Em alguns casos, devemos simplesmente passar por cima da ofensa; em outros, quando a situação envolve ações ou atitudes erradas, devemos ir diretamente até a pessoa e lidar com o erro de acordo com as instruções de Jesus.

Para isso, precisamos aprender a distinguir entre ser ofendido por um pecado (ofensa contra Deus) e ser ofendido por uma questão de preferência pessoal. Muitas vezes, se analisássemos friamente a causa da ofensa, descobriríamos que a pessoa nem tinha condições de saber que suas palavras ou atitudes nos afetariam negativamente por se tratarem de algo muito pessoal, talvez uma ferida antiga, uma simples preferência ou um valor particular.

Por outro lado, existem algumas coisas que devem, de fato, incomodar o cristão:

1. O cristão deve sentir-se ofendido pelo pecado. O pecado ofende Deus (Sl 51.4). O pecado é o instrumento de Satanás para tentar a humanidade e impeli-la a praticar o mal (Mt 4.1), e o mal é uma ofensa. O cristão tem obrigação de posicionar-se contra o pecado e Satanás, e a lutar contra eles (Ef 6.11,13). Somos amigos de Deus ou amigos dos homens (Gl 1.10)? Se somos amigos de Deus, o pecado certamente nos ofende.

2. O cristão deve sentir-se ofendido com aqueles que não se ofendem com o pecado. Veja este texto: “Ora, conhecendo eles a sentença de Deus, de que são passíveis de morte os que tais coisas praticam, não somente as fazem, mas também aprovam os que assim procedem” (Rm 1.32). Paulo está dizendo que as pessoas que consentem com o pecado merecem castigo tanto quanto aqueles que o praticam. O problema com grande parte da nossa sociedade é que as pessoas não se ofendem mais com o pecado. Como consequência, não lutam contra ele. E, quando isso acontece, é inevitável que logo venham a sucumbir diante dele. Há um provérbio popular atribuído a Edmund Burke: “Para o triunfo do mal, basta que os homens do bem não façam nada”. Se quisermos fazer alguma coisa, primeiro precisamos sentir-nos ofendidos.

3. O cristão deve sentir-se ofendido com aqueles que pecam e querem induzi-lo a pecar também (Rm 16.17; Ap 2.14). Não é que devemos odiar o indivíduo que está pecando; pelo contrário, o pecado que comete é que devemos considerar repugnante. João revela quem é o verdadeiro culpado: “Aquele que pratica o pecado procede do diabo, porque o diabo vive pecando desde o princípio…” (1 Jo 3.8). Satanás está por trás de todo pecado, mas alguns acabam ficando enredados em suas mentiras. Nossa reação deve ser de odiar o pecado, mas amar o pecador (Gl 6.1).

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