Perdão Total

Data de publicação: 01/05/2014
Categorias da Biblioteca:
Edição 77 e Revista Impacto - 1998 a 2014.
Este artigo pertence a: Edição 77

Harold Walker

“Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do SENHOR; endireitai no ermo vereda a nosso Deus. Todo vale será aterrado, e nivelados todos os montes e outeiros; o que é tortuoso será retificado, e os lugares escabrosos, aplanados. A glória do SENHOR se manifestará, e toda a carne a verá, pois a boca do SENHOR o disse” (Is 40.3-5).

Vemos, neste texto, uma ordem e uma promessa. A ordem é a de preparar o caminho do Senhor; em seguida, vem a promessa do que sucederá se assim fizermos. No livro de Isaías, às vezes o Senhor diz que ele mesmo preparará o caminho e, outras vezes, manda que nós o preparemos.

Quando o caminho do Senhor for preparado, a promessa é que sua glória será manifesta em nossa vida. O caminho do Senhor não é algo externo, físico, mas dentro de nós. Deve ser aplainado e desimpedido, pois o Espírito Santo quer atuar livremente em nós e por meio de nós. Entretanto, existem muitos obstáculos que impedem seu agir. Às vezes, ele mesmo os remove, mas outras vezes manda que nós mesmos os tiremos.

O alvo final de Deus para a Igreja é que ela seja como uma grande orquestra de jazz, que não dependa de fórmulas e regras, mas apenas da direção do grande Maestro. Quando o caminho do Senhor for devidamente preparado em nosso coração, o Espírito Santo poderá operar seus milagres de forma espontânea, criativa e rápida. Nosso coração não pode ter empecilhos; precisa estar totalmente livre e desimpedido para que ele possa agir do jeito e na hora que quiser.

Raiz de amargura que desativa a graça

“Portanto levantai as mãos cansadas, e os joelhos vacilantes, e fazei veredas direitas para os vossos pés, para que o que é manco não se desvie, antes seja curado. Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb 12.12-14).

Sem santificação, ninguém verá o Senhor! Essa é uma afirmação terrível, pois não somos santos e, por nossas forças, nunca o seremos. Entretanto, Deus não requererá de nós algo impossível de se realizar. Se ele vai exigir santidade, também nos dará a medida necessária de graça para isso. “Esperai inteiramente na graça que vos está sendo trazida na revelação de Jesus Cristo” (1 Pe 1.13).

Essa graça abundante, prometida para os últimos dias, já está começando a ser derramada. Nossa preocupação não deve ser esforçar-nos para nos santificar, mas discernir de onde o Senhor está enviando essa graça e esperar inteiramente nela. A graça traz alegria, motivação, força, santidade. Ela será derramada nos últimos dias em medida muito maior do que em qualquer outra época da história da humanidade, pois o Senhor precisa de uma Igreja santa que manifeste Jesus ao mundo.

Portanto, a questão é: o caminho do Senhor está desimpedido para que sua graça chegue e o inunde? Você reconhece quando ela está presente? Ela está produzindo vida em você? Você espera e depende totalmente dela? É importante ter esse entendimento, pois não é possível ser santo seguindo regras. É somente pela graça de Deus que virá a santidade e, assim, poderemos ver o Senhor.

Na sequência do texto de Hebreus 12, vemos que é possível ter a graça disponível sem, porém, alcançar o coração: “… tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem” (v.15). Muitos cristãos são salvos, mas estão travados, privados desta graça, pois algo a está impedindo de chegar e fluir em sua vida. Não crescem na fé e não desenvolvem a vida em santidade. Isso acontece quando mantêm vivos na memória os males e as ofensas reais ou imaginários que outros lhes fizeram no passado; quando alimentam diariamente a amargura e não se permitem perdoar.

Um sintoma disso é quando se fala mal de outros, pois a boca só fala daquilo que o coração está cheio (Lc 6.45). Essa amargura cresce, alastra-se, contamina muitos, “seca” a graça de Deus no coração e transforma-se num grande empecilho para a preparação do caminho do Senhor.

O problema do “assim como”

Dois livros são de fundamental importância para o entendimento desse assunto: Perdão Total, de R.T. Kendall (Editora Urbana, Rio de Janeiro, 2011), e O Que os Cristãos Devem Saber sobre a Importância do Perdão, de John Arnott (Editora Danprewan).

Arnott relata que, ao final de uma de suas preleções sobre o assunto, uma enfermeira o procurou para contar sua história. Ela havia sido estuprada uns sete anos antes, tendo muitos ossos quebrados e sofrendo dores horríveis como consequência. Ao ouvir a palavra, entendeu que precisava perdoar àquele que lhe havia feito esse mal e pediu que Arnott orasse por ela. Logo que começou a orar, ele escutou o barulho dos ossos daquela mulher encaixando-se em seus devidos lugares. Ela foi curada naquela mesma hora após muitos anos de dores e sofrimento.

O perdão cura! Faz mais bem ao que perdoa do que ao que é perdoado. Resulta em cura física, emocional e espiritual, traz a alegria e a graça de Deus sobre nós.

Na oração do Pai Nosso, Jesus ensina os princípios que devem governar nossa vida para que as orações sejam ouvidas e atendidas pelo Senhor. O que nos chama a atenção é que a única frase que ele ressalta após o término da oração está relacionada ao perdão:

“…e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores; […] Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens [as suas ofensas], tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas” (Mt 6.12,14,15, ênfase acrescentada).

Jesus enfatiza que seremos perdoados na mesma medida com que perdoamos (“assim como“). Ou seja, a maneira como agimos com os outros é exatamente a maneira como Deus agirá conosco.

Kendall relata em seu livro o depoimento de um psiquiatra que afirma que 75% de seus pacientes não precisariam de sua ajuda nem de remédios se aprendessem a perdoar; apenas 25% tinham problemas de causa realmente fisiológica. O grupo maior era de pessoas que simplesmente não queriam ou não conseguiam perdoar e, por isso, viviam à base de remédios fortes. A falta de perdão é, portanto, a causa de inúmeros problemas físicos e emocionais.

Pessoas que não perdoam vivem expressando suas mágoas, sendo consumidas diariamente pelo ódio ou pela amargura. Mesmo que alguns ofensores até já tenham morrido, continuam sendo alvos dessa amargura.

A Reforma Protestante foi tremendamente importante no sentido de restaurar a verdade de que as pessoas são perdoadas não por obras, mas pela fé no único e suficiente sacrifício de Jesus. Entretanto, os reformadores não ensinaram que esse perdão de Deus é bloqueado quando não perdoamos aos outros. Essa lacuna deixou uma herança terrível de brigas, contendas e divisões entre os cristãos evangélicos.

Muitos acreditam erroneamente que é possível ter graça e livre comunhão com Deus mesmo que não se perdoe aos ofensores. As pessoas dividem igrejas, passam a mutuamente se odiar e caluniar, mas continuam se considerando cristãos exemplares, “adorando” a Deus em suas comunidades separadas. Porém, “se não perdoardes aos homens as suas ofensas, tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas”.

Qual o limite do perdão?

No texto de Mateus 18.21-35, Pedro indagou Jesus sobre um “limite diário” para o perdão, mas o Senhor lhe mostrou que o perdão deve ser ilimitado, sem fim. Como julgou muito importante a pergunta de Pedro, Jesus exemplificou usando uma parábola.

Perdão, no hebraico, tem o sentido de “tirar a carga” de cima de algo ou alguém. Um homem que foi aliviado pelo rei de uma carga de dez mil talentos (uma quantia impagável) não foi capaz de fazer o mesmo ao conservo que lhe devia apenas cem denários, uma quantia incomparavelmente menor. Ao saber disso, o rei teve uma forte reação contra o servo a quem acabara de perdoar: chamou-o de servo malvado, ficou bravo (“indignou-se“) e retirou seu perdão (“o entregou aos verdugos, até que lhe pagasse toda a dívida“). Por causa de cem denários, ele perdeu dez mil talentos.

Jesus ensinou a Pedro que nossa dívida é impagável e, por isso, não podemos colocar limites para perdoar aos outros. “Assim também vos fará meu Pai celestial, se de coração não perdoardes, cada um a seu irmão” (v. 35, ênfase acrescentada). Da mesma forma como o rei reagiu, o Senhor também fará com quem não perdoar: chamará de malvado, ficará irado e retirará o perdão.

Perdão total é aquele dado do íntimo, de todo o coração. Não é só de boca ou da cabeça, mas de coração! Jesus nunca disse que, por sermos seus seguidores, por estarmos na igreja, não seríamos ofendidos; pelo contrário, disse que seríamos até mais sujeitos a ataques do que aqueles que não conhecem ao Senhor. O fato é que somos machucados e machucamos outros, somos ofendidos e ofendemos outros. A família e a igreja são lugares onde nos ferimos, porque ali convivemos bem de perto com os outros. A diferença é que conhecemos o perdão e devemos e podemos praticá-lo com a graça do Senhor.

Obstáculos para o perdão

Existem duas razões que tornam muito difícil perdoar. A primeira é que não entendemos o quanto Deus nos perdoou. Seja o que for que alguém fez contra nós, é imensamente menor do que o mal ao qual Deus perdoou em nós. A nossa dívida era muito maior; portanto, podemos e devemos perdoar a todos, não importa quem, quando, onde ou o tamanho da ofensa. Eu perdoo “assim como” ele me perdoou, perdoo para poder ser perdoado. Seja o que for que alguém me fez, jamais chegará perto do tamanho do perdão que Deus me deu. Torna mais fácil perdoar aos outros porque ele me perdoou muito mais.

A segunda razão é que nos julgamos melhores do que os outros. Se não entendermos que somos tão maus quanto as demais pessoas e que só não incorremos nos mesmos pecados porque Deus nos protege e guarda, não poderemos repreendê-las ou corrigi-las. Jesus fala sobre isso:

“Por que vês tu o argueiro no olho de teu irmão, porém não reparas na trave que está no teu próprio? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, quando tens a trave no teu?” (Mt 7.3,4, ênfase acrescentada).

Todos nós temos traves nos olhos que nos impedem de perdoar porque distorcem a visão. Essas traves têm três aspectos: a) tudo o que eu faço, eu diminuo, relevo, justifico; b) tudo o que o outro faz, eu amplio, condeno, não justifico; c) sempre acredito que sou justo e imparcial.

Quando entendemos que o Senhor nos perdoou muito mais do que aquilo que os outros nos fizeram e que somos tão maus quanto eles, fica muito mais fácil liberar o perdão.

Existem quatro níveis de perdão.

1) Perdão desvinculado. Você perdoa, mas não quer mais ver a pessoa. Há uma pequena diminuição do sentimento contrário, mas o relacionamento não se refaz.

2) Perdão limitado. Você até consente em cumprimentar o ofensor, mas o relacionamento se resume a isso.

3) Perdão total. Todo o sentimento hostil é removido, e o relacionamento é restaurado, tornando-se igual ou melhor do que antes. Esse é o perdão de coração.

4) Perdão total, sem, porém, a restauração do relacionamento. Não é inferior ao terceiro, mas é diferente, pois o relacionamento não pode ser restaurado por um de dois motivos: primeiro, porque o ofensor já morreu; segundo, porque o outro não quer. Exemplo: Deus, em Cristo, perdoou ao mundo inteiro, mas ele só tem relacionamento com aqueles que o desejam. Eu posso perdoar a todos, mas não posso me relacionar com todos porque depende da correspondência e do consentimento de cada um. Entretanto, meu coração deve estar aberto caso desejem restaurar o relacionamento – não devo ter empecilhos para isso. O perdão total é unilateral; não é preciso o outro concordar, é por minha conta. Entretanto, o relacionamento restaurado depende da concordância da outra parte.

Um exemplo de perdão total

Como posso saber se perdoei de coração, se pratiquei o perdão total? Podemos saber comparando nosso coração com o de José do Egito.

“Então, disseram uns aos outros: Na verdade, somos culpados, no tocante a nosso irmão, pois lhe vimos a angústia da alma, quando nos rogava, e não lhe acudimos; por isso, nos vem esta ansiedade. […] E, retirando-se deles, [José] chorou; depois, tornando, lhes falou” (Gn 42.21-24).

José havia sido vendido cruelmente aos egípcios pelos seus irmãos, sofrendo por muitos anos injustamente. Ele poderia ter alimentado um enorme espírito de vingança, mas não o fez. Quando José começou a provar seus irmãos, viu que os mesmos ainda viviam angustiados e sofrendo durante todos aqueles anos. Então, ele saiu dali e foi chorar, mas de pena deles, por estarem ainda atormentados, carregando aquela carga de culpa tão pesada.

“Então, José, não se podendo conter diante de todos os que estavam com ele, bradou: Fazei sair a todos da minha presença! […]  E disse a seus irmãos: Eu sou José; vive ainda meu pai? E seus irmãos não lhe puderam responder, porque ficaram atemorizados perante ele. […] Então, disse: Eu sou José, vosso irmão, a quem vendestes para o Egito. Agora, pois, não vos entristeçais, nem vos irriteis contra vós mesmos por me haverdes vendido para aqui; porque, para conservação da vida, Deus me enviou adiante de vós.  […] Assim, não fostes vós que me enviastes para cá, e sim Deus, que me pôs por pai de Faraó, e senhor de toda a sua casa, e como governador em toda a terra do Egito” (Gn 45.1-8, ênfase acrescentada).

Quando José finalmente se revelou aos irmãos, ele pediu que não sofressem mais, que não levassem mais aquela culpa, pois foi Deus quem permitira que tudo aquilo sucedesse para que fossem salvos. José não queria que continuassem sofrendo por aquele mal que lhe haviam feito.

Kendall, ainda, em seu livro, diz que certa vez estava apenas pensando no mal que alguém lhe havia feito, e Deus o repreendeu para que perdoasse em pensamento antes que o expressasse pela boca. O Senhor lhe orientou a fazer a seguinte oração: “Deus, não deixes que ele fique sabendo o que fez, não deixes que sofra consequência alguma do que fez e abençoa-o como se nunca tivesse feito nada!“. Embora fosse uma oração muito difícil, o Senhor lhe mostrou que, se quisesse ser perdoado “assim como” o havia sido por Jesus, teria de fazê-la. Kendall confessou que foi muito difícil orar dessa forma, pois estava com muita raiva daquela pessoa, mas, ao fazê-lo, sentiu a graça, a alegria e a satisfação de Deus inundando sua vida.

Todas as vezes que alguém nos faz um mal e ficamos com raiva dele, essa raiva é o mal que estava adormecido em nós e que foi despertado. Paulo diz: “Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem” (Rm 12.21). Se, porém, estivermos cheios de Jesus, nenhum mal que alguém nos fizer poderá despertar em nós esse sentimento, simplesmente porque estaremos livres dele.

Deus quer que aprendamos a praticar o perdão total: orar pelas pessoas que nos fizeram mal, desejar de coração que não sofram pelo que nos fizeram, que não carreguem essa culpa, que não sejam castigadas, mas que sejam totalmente abençoadas. Isso é perdão de coração.

Misericórdia e Justiça

É importante ressaltar, porém, que o fato de perdoarmos de coração, e orarmos para as pessoas não sofrerem as consequências de suas ações não significa que Deus vá responder da forma que pedimos. Apesar de ter prazer em ouvir essa oração e de perceber a pureza do nosso coração, ele é o Juiz que julga com justiça e que decide se a pessoa sofrerá castigo ou não. O importante é que nós, que perdoamos, estaremos em paz total, livres de toda amargura, ódio ou desejo de vingança.

Outro aspecto que precisamos entender é que perdoar totalmente não significa aceitar a continuação de abuso ou violência da parte da outra pessoa. Exemplos: uma mulher que apanha do marido pode perdoar, mas não precisa continuar aceitando a violência; uma mulher que foi estuprada pode perdoar, mas deve denunciar o agressor à justiça para que ele não continue em liberdade praticando isso com outras pessoas.

Perdão total também não quer dizer que não há justiça. O trono de Deus é baseado em duas colunas: Justiça e Misericórdia. Justiça é dar a cada um o que ele merece. Misericórdia é perdoar ao culpado, livrá-lo das consequências justas dos seus atos. Deus ama as duas, pois ambas são aspectos inerentes ao seu caráter.

Quando temos dificuldade em perdoar, é porque surge em nosso interior um clamor intenso: “Deus, não é justo o que ele fez comigo! O Senhor não está vendo? Vai deixar que ele fique sem castigo? Não vai julgá-lo?”

Daí o Senhor responde: “Você realmente quer que eu faça justiça e castigue seu ofensor?”

E, movidos por essa indignação justa (pelo menos aos nossos olhos), respondemos: “Sim! Por que ainda não o fez?”

Então, o Senhor nos retorna: “Amo a justiça. Posso atender seu pedido com prazer. Só tem um detalhe: se eu fizer justiça com ele, vou ter de fazer justiça com você também. Tem certeza de que é isso que quer?”

Daí reagimos: “Não, Senhor, de jeito nenhum! Use de misericórdia para comigo e faça justiça com ele!”

E o Senhor encerra o assunto com um xeque-mate: “Isso é impossível. Tanto posso usar justiça quanto misericórdia. Mas não posso usar dois pesos e duas medidas. Se usar de justiça com seu irmão, terei de usar a mesma medida com você. Se usar de misericórdia com você, usarei de misericórdia com seu irmão.”

Esse é o sentido literal das palavras que sempre aparecem na Bíblia relacionadas ao perdão: “assim como”. O rio que flui de Deus para nós tem de ser o mesmo que flui de nós para nossos irmãos – quer seja de justiça, quer seja de misericórdia. E ele nos dá o direito de decidir que tipo de rio será!

Outro aspecto desse assunto de justiça e misericórdia tem a ver com o papel do diabo. Ele é o nosso acusador; quer que Deus, o justo Juiz, aplique a justiça sem misericórdia. Como já está condenado, ele quer que sejamos condenados também – para fazer companhia a ele. Se Deus utilizar somente essa coluna da justiça, seremos achados totalmente culpados e indesculpáveis diante do tribunal de Deus. Mas, em Cristo, recebemos a misericórdia de Deus e fomos perdoados; é por essa razão que também podemos exercer o perdão, que é justamente para aqueles que não o merecem.

O diabo não tem acesso à misericórdia. Quando se exerce o perdão executivo, não há mais tribunal, juiz, júri, promotor ou réu. Não merecemos, mas fomos perdoados porque “a misericórdia triunfa sobre o juízo” (Tg 2.13). Quando somos perdoados e perdoamos aos outros, o diabo perde seu direito de acesso e seu posto de acusador, pois ele não entende o perdão.

Em conclusão, fiquemos com a seguinte exortação: preparemos o caminho do Senhor em nosso coração, tiremos os obstáculos da amargura e do ódio e liberemos o perdão total para que a graça de Deus nos inunde e flua livremente para todas as pessoas ao nosso redor!

2 respostas para “Perdão Total”

  1. Miriam Silva disse:

    Que maravilha é este assunto, pois ele é de estrema importância para a sobrevivência espiritual de todo crente.
    Eu suplico a Deus que ajude-nos a perdoarmos de todo o nosso coração. Porque este obstáculo entre o corpo de cristo é um fato. Tem misericórdia senhor Jesus!

  2. Eliane disse:

    Maravilhoso, isto é o que todos precisam, se perdoarem verdadeiramente, pra juntos vivermos plenamente o evangelho em amor e perdão!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *