Devocional-Eu Encontrei Teus altares-Parte III-Os Frutos do Altar

Data de publicação: 29/04/2011
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Edição 64 e Revista Impacto - 1998 a 2014.
Este artigo pertence a: Edição 64

Por Ariadna Faleiro de Oliveira

“O pardal encontrou casa, e a andorinha, ninho para si, onde acolha os seus filhotes; eu, OS TEUS ALTARES, Senhor dos Exércitos, Rei meu e Deus meu!” (Sl 84.3).

Mesmo sendo o tema rico e expressivo, espero que nossa breve caminhada por alguns aspectos do altar tenha nos conduzido a lampejos da vida cristã, e que o chamado para oração, devoção e proclamação avance buscando uma voz ativa dentro de nós.

Particularmente, sinto meu coração incendiado por uma procura mais intensa no que se refere ao aspecto “oração”, o que me levou, alguns dias atrás, a lembrar-me de um centro de oração pelo avivamento que conheci numa viagem à Noruega. Apesar do clima gelado característico do país, deparei-me com homens e mulheres que decidiram empenhar sua vida em oração para que o país e toda a Escandinávia sejam tomados pelo calor do Espírito Santo.

Uma dessas mulheres é minha amiga pessoal. É comum vê-la levantando-se de madrugada (inclusive nas mais árduas do inverno), dobrando os joelhos e clamando a Deus por uma visitação sobrenatural naqueles países.

Recordo-me do zelo e da fé com os quais um dos líderes desse centro de oração relatou-nos as promessas e direções de Deus, e como sua paixão inflamou-nos também a crer! Há poucos dias, ele me enviou um e-mail que fez o meu senso de altar ser novamente despertado. Sinta também o coração desse homem:

Atualmente, estamos estabelecendo um ministério de oração durante 24 horas ininterruptas nos sete dias da semana em Grimerud. Queremos iniciá-lo a partir do final de agosto desse ano. Precisamos de 40 a 50 pessoas, e estamos como “loucos” recrutando-as! Sentimos que este é um tempo significativo para a Noruega e a Europa e precisamos desesperadamente de avivamento em nossa terra e no nosso continente. Isso não pode acontecer sem o grito dos filhos de Deus por sua visitação.

Às vezes, sentimo-nos desencorajados e sozinhos, mas, ao mesmo tempo, somos incentivados pela certeza da presença de Deus. Tem sido duro recrutar cristãos nas igrejas para orar, porque todos estão tão ocupados em fazer as coisas, que não conseguem vivenciar a intimidade e o poder de Deus.

Por favor, se houver pessoas em sua igreja [ou país] com um coração de oração e intercessão que possam ajudar-nos por dois anos, começando em agosto de 2010, envie-as para nós. Precisamos de cristãos brasileiros cheios de Fogo Santo para acender a chama na Noruega!

Quem senão Deus poderia avivar a fé dessas pessoas para crerem no avivamento? Quem senão o próprio Espírito Santo poderia inflamá-las ao convite do altar? E é Ele mesmo quem inclinará homens e mulheres a esse chamado!

A despeito das características singulares que marcaram os moveres de Deus ao redor do mundo, como o de Azuza, EUA (1906), com William Seymour, o do País de Gales (1904) com Evan Roberts, o de Kansas, EUA (1900), com Charles Parham ou o da África do Sul (1908) com John Lake, um fator é predominante em todos eles: pessoas estavam orando! Havia incenso. E o fruto do altar foram os milhares de vidas salvas, batizadas no Espírito Santo e extremamente comprometidas com Deus.

O texto de Hebreus 13.8 salta das Escrituras:

Jesus Cristo ontem e hoje é o mesmo, e o será para sempre!

O poder que estava sobre esses homens do passado não foi para o túmulo com eles, porque o poder é o próprio Cristo em quem não há sombra de mudança. Ele deseja agir, e o altar espera seus frutos.

Enquanto sou tomada por essa verdade, recordo uma das cenas que me marcaram no “Distrito Vermelho”, o centro de drogas e prostituição livre em Amsterdã na Holanda, a qual, de forma recorrente, volta ao meu íntimo como um alerta para a missão. Estávamos caminhando e orando naquelas ruas estreitas, onde as mulheres são oferecidas em vitrines como objetos sexuais, e vimos uma delas, beirando os 65 anos, em roupas íntimas, assentada numa cadeira. Em seu rosto, havia um conjunto de dor e maquiagem barata que tentava disfarçar o cansaço dos anos de “morte”. Ela me lançou um olhar que não consigo apagar da memória, uma mistura do definhar com um pedido de socorro. Ouvi nitidamente a voz do Senhor naquele momento: “Eu a amo! Eu morri por ela!”

Fui golpeada pelo chamado! Chorei como uma criança impotente e perdida. Os dias que se seguiram foram assinalados por pensamentos sobre o que fazer e como fazer. Dobrei os joelhos e chorei. Meses depois, já no Brasil, recebi um DVD enviado por um grupo de amigos da Holanda que decidiram entrar pelas ruas da “Red Light District”, proclamando o amor do Pai àquelas mulheres. Contemplo o rosto daquele grupo, pessoas normais como você e eu, algumas com histórias difíceis de perdas e dores, cada uma com um ramalhete de rosas nas mãos. Aproximaram-se das vitrines, que lhes foram abertas, e ousadamente entregaram seus presentes àquelas que são, na verdade, alvos do profundo amor de Deus.

Presumo a reação em cadeia gerada naquelas centenas de prostitutas e quebranto-me ouvindo uma música ao fundo que diz: Se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres! Sinto-me tão encorajada por eles, percebo o caminho percorrido no altar da rendição e da proclamação com resultados que jamais dimensionaremos nesta Terra.

Não há como fugir a essa verdade: praticando o altar, colheremos seus frutos!

Retomo o Salmo 84.3 e detenho-me nas últimas palavras. Sou novamente surpreendida pela ausência de coincidências nas Escrituras.

O pardal encontrou casa, e a andorinha, ninho para si, onde acolha os seus filhotes; eu, OS TEUS ALTARES, Senhor dos Exércitos, Rei meu e Deus meu!

Acerca do nosso Pai, os filhos de Coré encerram essa afirmativa proclamando-o “SENHOR DOS EXÉRCITOS, REI MEU e DEUS MEU”. Muito além da pluralidade do nome, entendo que cada um deles encaixa-se maravilhosamente em nossa jornada pelo altar.

O Senhor dos Exércitos, que ouve a nossa oração, envolve-se conosco e vai à frente da batalha, saindo como valente, despertando seu zelo como Homem de guerra, clamando, lançando forte grito de guerra e mostrando sua força contra seus inimigos (Is 42.13).

Rei meu, que tem o governo sobre nós, por quem renunciamos, entregamos a nós mesmos em devoção e voluntariamente o proclamamos entre os povos, fazendo disso a nossa missão.

Deus meu, o soberano, amoroso protetor sobre nós, que enviou seu Filho para ser imolado em nosso lugar, fazendo da misericórdia e do perdão o fruto dessa entrega.

EIS O ALTAR! SEU FOGO ATRAVESSA TEMPOS E GERAÇÕES.
PERCEBA-O, ENCARE-O, COMPROMETA-SE.
ESCOLHA A JORNADA E DESFRUTE DE SEUS FRUTOS ETERNOS.

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