Oremos Por Israel: Profecia

Data de publicação: 27/11/2011
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Edição 16 e Revista Impacto - 1998 a 2014.
Este artigo pertence a: Edição 16

Por: Reuven Doron

Enquanto a batalha de oração e perseverança arde nos céus, em favor do destino de almas e nações, o Espírito de Deus profere profecias oportunas, que haverão de guiar e proteger-nos nos dias vindouros, à medida que forem percebidas e reconhecidas por nosso próprio espírito.
A palavra profética que transcrevemos a seguir foi recebida pelo pastor John Mulinde, um líder espiritual e nacional da Etiópia, em março de 1996. Quando ele esteve conosco em Jerusalém no ano passado, e compartilhou esta palavra, a clareza, resolução e compaixão que emanavam do seu espírito testificaram em nossos corações, e elevaram os santos locais a um novo nível no seu chamado intercessório. Creio que esta palavra ajudará a moldar e afiar sua intercessão também.

Vi uma terra e percebi que era Israel. Vi as estruturas, os edifícios, as cidades etc. Acima de tudo isso havia nuvens carregadas de chuva, nuvens pesadas, e havia uma tempestade de vento na terra, que soprava como um furacão. Em algumas regiões, estava quebrando rochedos das montanhas que vinham caindo para baixo, e carregando pedras e árvores enormes no ar pela força desta tempestade.

A tempestade estava quebrando alguns dos prédios, e enquanto olhava, a chuva estava caindo, e era uma chuva pesada. Prédios e pontes estavam desmoronando, e vi muita gente correndo para achar abrigo, que pude identificar como judeus e árabes. Vi também casas pequenas, que compreendi como sendo propriedade do povo de Deus, pois os donos estavam em pé do lado de fora, gesticulando para que os outros entrassem.

O povo que corria em busca de proteção entrava; tanto judeus como árabes.

Não havia casas separadas para árabes e judeus. Todos estavam correndo para os mesmos lugares. E eu me perguntava na visão por que as casas não se enchiam. As pessoas se empurravam para dentro das casas, no entanto não ficavam cheias.

Então a visão desapareceu e vi uma Escritura: “Portanto, o Senhor os entregará até ao tempo em que a que está em dores tiver dado à luz; então, o restante de seus irmãos voltará aos filhos de Israel. Ele se manterá firme e apascentará o povo na força do Senhor, na majestade do nome do Senhor, seu Deus; e eles habitarão seguros, porque, agora, será ele engrandecido até aos confins da terra” (Mq 5.3-4).

Compreendi desta passagem, enquanto orava, que a tempestade e a chuva eram diferentes. A tempestade e o vento eram o poder das trevas que vinha das nações do mundo para Israel, e isto traria um tempo de grande turbulência em Israel. E compreendi que a chuva seria o derramamento do Espírito de Deus, que também viria sobre esta terra.

O Espírito de Deus fará com que muitos conceitos errados de Deus caiam por terra, e Deus fará com que o povo da terra, tanto judeus como árabes, vejam o Messias como ele realmente é, e muitos darão suas vidas ao Deus Todo-Poderoso. Ele também vai liberar um novo entendimento, uma nova revelação de Yeshua (Sua face) para as nações do mundo. Isto nos levará a jogar fora uma porção de teologias e conceitos que temos segurado, e que nos têm impedido de entrar na plenitude de Deus e dos seus propósitos. Enquanto o contemplamos, devemos deixar de lado tudo o mais, e nos comprometer com ele.

Cristo será visto como ele é, de uma forma tremendamente vivida e poderosa. Isto levará os que crêem entre as nações a se comprometerem cem por cento com Jesus. E como o inimigo entende que um triunfo de Deus em Israel causará um triunfo dele nas nações, haverá resistência da parte das nações; os poderes das trevas vindo de todas as nações do mundo.

Israel está caminhando para um tempo de grande isolamento. Todas as coisas em que confiava: poderio militar, força econômica e poder político, tudo vai falhar, pois a nação experimentará tudo, porém nada dará certo. O dia está chegando em que os habitantes da terra clamarão a Deus e dirão: “Tu és nossa única esperança, tu podes vir e nos ajudar? Seja qual for o preço, precisamos do Messias” (Mt 23.37-39).

E enquanto o clamor sair com dores de parto (a profecia de Miquéias), Israel será abandonado até que a que está em dores tiver dado à luz. Quando estas dores de parto estiverem acontecendo em Israel, Deus fará com que seu Espírito comece a vir sobre a terra. E quando isto acontecer, o povo encontrará paz e descanso no Senhor. O jugo do Islã e o jugo do judaísmo começarão a ser quebrados; entregarão suas vidas ao Senhor e descobrirão sua herança nele.

Esta nova revelação virá; como isto nos afeta nas nações? Haverá uma sacudida por causa das escravidões e jugos que têm se acumulado através dos últimos dois milênios; um abalo a fim de quebrar estas escravidões. No seu desespero, as pessoas começarão a descobrir a Deus e haverá uma grande colheita de almas.

Haverá muito sofrimento e juízo, por causa da maneira como as nações se relacionaram com o povo judeu. Muitas nações rejeitarão o recado de Deus. Deus nos chamou para sermos um sacerdócio santo nos nossos países, para a preservação destas nações. A própria igreja será sacudida drasticamente e o entendimento da igreja que temos hoje será totalmente desmontado, já que tem sido um impedimento para receber a plenitude de Deus.

As coisas que consideramos como preciosas vão falhar e nos deixar na mão. Encontraremos uma voz desesperada dentro de nós clamando: “Senhor, só queremos a ti”. Veremos Jesus de uma maneira nova, numa nova revelação. Assim como Israel sofre isolamento e rejeição pelas nações, a igreja vai sofrer intensa perseguição, e as pessoas que estão firmes na Palavra de Deus serão rejeitadas. Muitos crentes escolherão acordos e contemporização a fim de escaparem da perseguição, mas aqueles que conhecem o seu Deus serão fortes e farão proezas.

O destino das nossas nações está nas mãos daqueles que são sacerdotes e atalaias diante de Deus. Viver no pleno conselho de Deus é essencial (se ele for o primeiro amor do nosso coração): de outra forma não seremos preservados. Proveremos redenção para nossas pátrias ao tomar posição em favor de Israel. O juízo vem sobre as nações por causa da questão de Israel, mas quando tomamos posição ao lado de Israel, graça será liberada sobre nós. (Final da profecia)

Minha oração é que este testemunho profético lhe forneça armas e equipamentos, caros soldados de oração, enquanto vigiam sobre sua própria pátria, e sobre a minha também, a partir da sua posição intercessória.
“Porque assim me disse o Senhor, o Deus de Israel: Toma da minha mão este cálice do vinho do meu furor e darás a beber dele a todas as nações às quais eu te enviar… Pois lhes dirás: Assim diz o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel: Bebei, embebedai-vos e vomitai; caí e não torneis a levantar-vos, por causa da espada que estou enviando para o vosso meio… Chegará o estrondo até à extremidade da terra, porque o Senhor tem contenda com as nações, entrará em juízo contra toda carne; os perversos entregará á espada, diz o Senhor. Assim diz o Senhor dos Exércitos: Eis que o mal passa de nação para nação, e grande tormenta se levanta dos confins da terra” (Jr 25.15-32).
Que o Senhor os ajude a ficarem inabaláveis, segurando a “barra” junto conosco, até que todas estas coisas se cumpram.

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