Oremos Por Israel: Dores de Parto

Data de publicação: 22/11/2011
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Edição 18 e Revista Impacto - 1998 a 2014.
Este artigo pertence a: Edição 18

Por: Reuven Doron

“Como a mulher grávida, quando está próxima a sua hora, tem dores de parto e dá gritos nas suas dores, assim fomos nós diante de ti, ó Senhor!” (Is 26.17).
“E viu-se um grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos seus pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a sua cabeça. E estando grávida, gritava com as dores de parto, sofrendo tormentos para dar à luz” (Ap 12.1,2).
“A mulher, quando está para dar à luz, tem tristeza, porque a sua hora é chegada; mas, depois de nascido o menino, já não se lembra da aflição, pelo prazer que tem de ter nascido ao mundo um homem” (João 16:21).

Indiferente da compreensão teológica que se possa ter do papel histórico de Israel em dar à luz a Igreja no primeiro século, grupos cada vez mais amplos de cristãos estão se convencendo de que parte do chamado e destino da Igreja é dar à luz a Israel no último século desta presente época. Intercessão incansável e fiel será chave para o cumprimento desta missão.

Para qualquer coisa que procede de Deus e do seu reino celestial poder vir a se manifestar aqui na terra, é preciso que antes passe pelo processo de dar à luz. Filhos, visão celestial, propósito divino, caráter cristão, e destino; tudo que contém virtude santa e eterna brota de uma semente viva, e vem à luz através do ventre de dores de parto. Deus não trabalha com fórmulas ou palavras mágicas; pelo contrário, realiza suas obras de acordo com a ordem de criação que ele mesmo estabeleceu. Uma semente viva precisa ser plantada num útero fértil; precisa haver condições ideais, e uma duração completa do prazo necessário para que haja uma gestação saudável; e finalmente o nascimento introduzirá o novo ser à luz deste mundo.

Como aprendemos da ilustração natural (especialmente no caso de seres humanos), dar à luz não é fácil. É um processo sangrento, desagradável e exaustivo, que fica mais e mais intenso quanto mais se aproxima da sua grande conclusão. Plantar a semente é a parte mais agradável, onde intimidade completa e total vulnerabilidade entre os parceiros são essenciais para uma fertilização bem-sucedida. Mesmo esta parte do processo não está de acordo com o espírito desta era que busca apenas o prazer da intimidade sem a responsabilidade da frutificação.

Depois da semeadura, a gestação leva bem mais tempo. É muito mais complexo, e requer perseverança, longanimidade e paciência, enquanto a nova criação se desenvolve de uma semente até se tornar um ser viável, livre e reprodutivo. A paixão do plantio aqui se aperfeiçoa com caráter, sabedoria, e fé, que geram a resistência necessária para levar até o fim. Mas o dar à luz em si, o estágio final sem o qual o plantio e a gestação seriam em vão, esta concentração que consome e envolve todo o ser, este drama final de desvendar e introduzir a nova criação de Deus dentro da nossa esfera terrena, é uma batalha de vida e morte.

Sejam quais forem as outras aplicações da visão profética em Apocalipse 12, a batalha mortal é um aspecto que fica terrivelmente claro, quando diz: “e o dragão se deteve em frente da mulher que estava para dar à luz, a fim de lhe devorar o filho quando nascesse” (Apocalipse 12:4).

Por que a igreja foi chamada para dar à luz o despertamento espiritual de Israel através de intercessão contínua de dia e de noite? Porque, entre outros motivos, Romanos 11.15 diz: “… se o fato de terem sido eles rejeitados (referindo-se à rejeição do Messias por Israel na sua primeira vinda, e à sua subseqüente exclusão do plano de Deus) trouxe reconciliação ao mundo, que será o seu restabelecimento, senão vida dentre os mortos?”

Israel, de acordo com esta passagem, é o gatilho para a liberação do poder de Deus que vai curar toda a criação, e o que acontece com Jerusalém afeta diretamente o mundo inteiro.

Jerusalém é o lugar onde Deus escolheu colocar seu nome (Dt 12.11); desta forma, suas virtudes eternas, sua santidade, misericórdia, juízos e governo eventualmente encontrarão sua plena expressão através dela.

A condição espiritual de Jerusalém, sua vitória ou sua escravidão, determina a atmosfera espiritual de toda a criação. Considere como a mídia do mundo já fica obcecada, dando tanta atenção à minúscula nação de Israel, e imagine o impacto que a salvação e glória de Israel terão sobre o mundo, quando Deus promover estas boas novas.

Neste exato momento, estamos no penoso processo de dar à luz, até que a promessa se cumpra, que “todo o Israel será salvo” (Rm 11.26). Isto, de acordo com as Escrituras, virá depois da restauração do povo antigo à sua Terra Prometida, o que tem sido exatamente o alvo do inimigo, desde que ressurgimos como nação, há quase cem anos atrás. Ao compreender a magnitude da ligação entre a terra e a nação, percebe-se que o Holocausto foi a tentativa do inimigo de aniquilar o povo, e que a escalada atual do conflito árabe/israelense representa sua tentativa de negar-lhes a terra.

Como o Presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, disse aos ministros do exterior dos países árabes numa cúpula recente, as lutas entre Israel e os palestinos está escalando numa “batalha decisiva pela Palestina”. E quanto mais o drama palestino agitar nossa região já tão fermentada, mais próximos estaremos de uma guerra aberta com a Síria e as outras potências hostis na região. O grande prêmio, com certeza, é a terra.

É claro que Deus está usando estas dificuldades para derrubar os ídolos que o povo judeu adora, e atrair a nação a si mesmo através de fraqueza, humildade, e quebrantamento. Como está escrito: “Pois até a ira humana há de louvar-te” (Salmo 76:10). Portanto, não só devemos fugir de atalhos ou saídas fáceis, como antes devemos nos preparar a nós e ao rebanho de Deus para as contrações cada vez mais intensas que sofreremos.

Estas dores de parto continuarão a aumentar enquanto o propósito de Deus amadurecer na fornalha da aflição, e enquanto a Igreja do Senhor Jesus continuar a “empurrar” dentro do ventre da intercessão. Cada acontecimento importante que atingir Israel, seja bom ou mau, deve ser visto como uma nova contração nos levando para mais perto do nascimento esperado. Seja com tragédias dolorosas ou vitórias gloriosas, o intercessor chora com os que choram e se alegra com os que se alegram, vendo a soberania de Deus nos conduzindo para mais perto do nascimento do seu bendito Reino nesta terra.

De forma semelhante, reuniões focalizadas e intensas do povo de Deus promovem o seu propósito através de oferecer a ele um sacrifício precioso de fé, esperança e amor em favor das suas promessas e propósitos por Israel.

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AVISO

Celebração da Festa dos Tabernáculos em Jerusalém

Para quem pode viajar internacionalmente, Reuven Doron estende um convite sincero para se ajuntar a intercessores e adoradores de outras nações que se congregarão em Jerusalém de 2 a 5 de outubro próximo, para celebrar a Festa dos Tabernáculos, junto com irmãos israelenses. Se você puder estar presente, saiba que é uma hora crucial e estratégica para plantar sementes de fé e amor neste solo antigo de Israel. Enquanto o mundo está virando as costas para Israel, Deus está chamando seus santos para tomar sua posição na brecha até que todas suas promessas sejam cumpridas. Informações podem ser encontradas na homepage: www.embraceisrael.org no link da Festa dos Tabernáculos
(obs: tudo isto somente em inglês).

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