Oremos Por Israel: Crescendo Entre Fogo Cruzado

Data de publicação: 08/11/2011
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Edição 25 e Revista Impacto - 1998 a 2014.
Este artigo pertence a: Edição 25

Durante os dois últimos anos, Israel tem aparecido constantemente nos noticiários internacionais com as imagens trágicas e violentas da Intifada entre palestinos e israelenses: vítimas sangrentas de ataques suicidas e jovens palestinos em uniformes, segurando armas automáticas.

Mas no meio de tudo isto, Deus também está agindo silenciosamente para mover nos corações e caminhar para o alvo que já delineou na sua Palavra, e aos poucos podemos ver frestinhas de abertura nas janelas do céu sobre esta terra escolhida. A seguir algumas estatísticas e testemunhos extraídos da revista Charisma, de setembro de 2002:

De acordo com Robert Stearns, diretor executivo de uma organização cristã de apoio a Israel, Eagles’ Wings, Israel é uma espécie de relógio divino para as nações. Através de observar de perto o que está acontecendo com o povo judeu, podemos verificar que horas são no tempo de Deus. E Avi Mizrachi, pastor judeu de uma congregação messiânica, Adonai Roi, em Tel Aviv, diz que o povo israelense está com fome.

“Estão buscando paz”, ele diz. “Mas todos os esforços do homem por encontrar a paz deram em nada. Sabemos que a verdadeira paz só vem pelo Príncipe da Paz, Yeshua. Deus tem falado conosco, como pastores, que temos a responsabilidade de levantar líderes, de nos preparar para a colheita, e de crer em favor das finanças necessárias para receber esta colheita.”

“Quase todas as congregações aqui estão experimentando tanto crescimento que não têm lugares suficientes”, ele continua. “As pessoas vêem as terríveis notícias sobre o que está acontecendo aqui, mas estamos vendo outras coisas menos noticiadas, e estou encorajado.”

Os números parecem confirmar seu otimismo. Em 1967, havia um número estimado de 250 judeus messiânicos em Israel. Hoje, de acordo com estimativas também, há algo perto de 7.000.

Existem hoje cerca de 120 congregações multirraciais em todo o país, que têm membros israelenses, das quais 65 usam o hebraico nos seus cultos. Outras 50 são de língua árabe, e mais um número pequeno que fala russo. Uma das maiores congregações messiânicas é  a Congregação Beit Emanuel em Jaffa, dirigida por David Lazarus.

“O conflito na região está abrindo o coração do povo para o Senhor”, diz Lazarus. “Nos últimos meses, temos visto jovens chegando a Yeshua quase todas as semanas.”

Os novos convertidos são encaminhados para um dos dezesseis grupos nas casas, onde são discipulados. Estes grupos também evangelizam. Numa de suas campanhas evangelísticas mais recentes, 50.000 lares foram tocados em Tel Aviv e Jaffa, usando o vídeo Jesus. Muitos judeus, especialmente russos, têm aberto o coração para crer no Messias.

“Os judeus russos são uma bênção”, disse Lazarus. “Não têm medo de evangelizar, mesmo diante de perseguição.”

Esta mesma abertura se encontra entre os judeus no restante do mundo. Antes de 1970, só havia um pequeno número de judeus messiânicos. Agora há aproximadamente 350.000.

De acordo com a fonte de pesquisa Operation World,  há em torno de 115.000  cristãos de todas as nacionalidades em Israel, que representam 2,25% da população total de 6 milhões. Destes, uns 80% são árabes, a maioria católicos e ortodoxos. Outros 15% são estrangeiros, e 5% são de origem judaica.

Um dos grandes desafios para os seguidores de Jesus nesta terra cheia de conflitos é viver em unidade. Há vinte anos atrás, pastores carismáticos e não carismáticos se recusavam a falar um com o outro. Agora, porém, apesar das dificuldades, as congregações messiânicas percebem que compartilham um senso comum de identidade e destino para alcançar o povo de Israel. Muitos líderes estão se esforçando para manter os laços uns com os outros.

Em Tel Aviv, Avi Mizrachi recebeu a primeira direção de Deus neste sentido há três anos. A princípio achou que seria impossível. Mas, para sua surpresa, mais de cinqüenta pastores aceitaram o primeiro convite a uma reunião de oração, alguns de congregações que desconhecia totalmente. Ele descobriu que além das 10 congregações hebraicas, russas, etíopes e árabes na cidade, havia também umas cinqüenta igrejas africanas, espanholas, filipinas, chinesas e romenas para estrangeiros daquelas raças, só em Tel Aviv.

No dia 30 de setembro de 2000, um ano depois da sua primeira reunião, organizaram sua primeira vigília de oração (para a noite inteira) – o que acabou se tornando também a data de início da atual Intifada (conflito entre palestinos e judeus). Hoje estes mesmos pastores de Tel Aviv continuam orando juntos uma vez por mês.

Outra iniciativa clara para promover unidade entre os líderes messiânicos é um movimento chamado Encontro de Homens com Deus. Duas vezes por ano, um grupo de líderes se reúne no deserto do Negev sem agenda alguma, simplesmente para ouvir Deus, e depois compartilhar uns com os outros e se encorajar mutuamente. Como resultado da reunião que tiveram este ano, os 45 líderes presentes sentiram de enviar uma carta ao governo israelense. A carta foi publicada num jornal nacional de Israel em abril.

Proteção de Deus

Em março deste ano, numa conferência na Páscoa, houve o maior ajuntamento nacional de seguidores de Jesus da história moderna de Israel. Por volta de 1.500 pessoas de origem árabe, judia, e russa se reuniram para orar e adorar. Por causa desta reunião especial, houve alteração no horário normal da comunidade Adonai Roi, que acabou sendo uma providência divina. Um ataque suicida aconteceu justamente no horário em que normalmente muitos membros da comunidade estariam passando perto do local.

Outra judia messiânica estava saindo do mercado em Jerusalém quando lembrou de um item que se esquecera de comprar. Porém, sentiu impedida por Deus de voltar ao mercado. Alguns instantes depois, o mercado sofreu violento explosão suicida.

Porém, há também casos de tragédia envolvendo discípulos de Jesus. Em abril, um soldado israelense suspeitou-se de um carro num checkpoint. Os terroristas, vendo que foram descobertos, detonaram os explosivos, matando a si mesmos e ao soldado. Um pouco mais de um ano anterior a isto, este soldado visitara uma comunidade para fazer muitas perguntas a respeito de Deus e do Messias. Depois aceitou Jesus como seu Messias e passou a fazer parte da congregação.

Numa outra explosão em Tel Aviv, num local de festa onde centenas de adolescentes estavam aguardando em fila o início de uma celebração escolar, vinte e uma moças morreram, entre elas uma da congregação de David Lazarus.

Conversão de um Judeu Tradicional

David Lazarus foi criado num lar judeu tradicional em Boston, nos EUA. Quando tinha 19 anos, viajou para Israel para descobrir o que significava ser judeu. Na sua busca por um propósito mais profundo para sua vida, viveu numa cabana sozinho no deserto Sinai por dois anos e meio. Um dia, depois de caminhar os cinco quilômetros para a torneira mais próxima, alguns cristãos lhe deram comida e uma Bíblia. Foi a primeira vez que viu um Novo Testamento.

Ele ficou profundamente impressionado com as palavras de Jesus. E viu em Isaías 53 uma descrição muito exata deste Jesus. Como não podia confiar numa Bíblia cristã, foi a Jerusalém para ver os pergaminhos do Mar Morto. Lá o texto conferia exatamente com a Bíblia cristã. Todo seu mundo interior começou a ser abalado. Primeiro, Deus lhe mostrou o pecado em seu próprio coração, e como podia ser perdoado através de Jesus.

Apesar de todo o temor e ressentimento contra os cristãos, ele sabia que daquele dia em diante não podia deixar de crer em Jesus. Quando foi morar em Tel Aviv, encontrou outros judeus messiânicos, e foi discipulado.

Há quinze anos, tornou-se o primeiro líder de língua hebraica a dirigir a Comunidade Beit Emanuel. Hoje é uma das maiores congregações messiânicas em Israel, com 250 membros, 70% dos quais são jovens adultos com menos de 30 anos.

Lazarus acredita que o maior desafio é discipular estes jovens para se tornarem líderes. “Estou dando a minha vida para levantar jovens”, ele diz. “Se puderem se tornar crentes radicais em Jesus, o reino de Deus certamente há de crescer.”

O Que os Judeus Messiânicos Esperam dos Conflitos com Islâmicos

De acordo com Avi Mizrachi, pastor messiânico de Adonai Roi, a questão principal é “o espírito maligno islâmico” que atua nos radicais defensores de guerra santa ou jihad, para purificar o mundo de judeus sionistas e cristãos imorais.

Ele acredita que se o espírito demoníaco por trás do Islã for enfrentado, as questões ficarão mais claras. “Creio com todo meu coração que um dia, assim como as muralhas do comunismo ruíram, veremos o mesmo acontecer com o islamismo. Desde 11 de setembro de 2001, Deus está abalando o mundo ocidental para reconhecer que estava dormindo em relação ao desafio da revolução islâmica.”

David Lazarus acredita que Deus irá desmantelar o Islã de dentro para fora. Há mais de 10 anos, líderes messiânicos de Israel têm se reunido secretamente com líderes cristãos dos países árabes vizinhos, para se encorajar uns aos outros e orar. Os conflitos atuais testam profundamente o fundamento da harmonia entre estes líderes, mas mesmo assim na última reunião houve tremenda unidade.

Tanto Lazarus como Mizrachi têm bom relacionamento com pastores árabes em Israel, e às vezes viajam e ministram juntos. Acreditam que Deus usará judeus e árabes juntos para levar o evangelho ao mundo árabe. Já estão levantando estratégias e se mobilizando para isto.

Para quem deseja se informar mais sobre o que está acontecendo em Israel, visite os seguintes sites na Internet (quase todos somente em inglês):
www.thewatchman.org,
www.embraceisrael.org,
www.cfijerusalem.org,
www.jerusalemprayerteam.org,
www.istandwithisrael.com,
www.bridgesforpeace.com,
www.ensinandodesiao.org.br.

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Precisamos urgentemente de uma companhia de cristãos preparados para confiar em Deus agora de forma tão radical como terão de confiar no último dia. Para cada um de nós, o dia certamente está chegando em que não teremos nada em que nos fiar a não ser no próprio Deus.
A. W. Tozer

Acerte suas prioridades. Nunca se ouviu alguém dizer no seu leito de morte: “Ah, se eu tivesse passado mais tempo no meu escritório!”
Coronel Eugene Bird

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