Oremos Por Israel

Data de publicação: 28/11/2011
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Edição 15 e Revista Impacto - 1998 a 2014.
Este artigo pertence a: Edição 15

Por: Reuven Doron

“As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não tem fim; renovam-se cada manhã. Grande é a tua fidelidade.” Lamentações 3.22,23

A semente que é semeada em tempos de adversidade dará muito fruto. Israel está em grande dificuldades, e sua angústia ainda não está perto do fim, pois as dores de parto precisam continuar preparando o caminho do Senhor. Nesta época de confusão cada vez maior do lado de dentro, e de perigos multiplicados do lado de fora, o senso de incapacidade e desesperança são o pão de cada dia da população; porém, Deus está operando diligentemente em Israel, cumprindo sua palavra.

Desde a sua concepção, o destino de Israel a tornou diferente de todas as outras nações. Nossa incapacidade de conduzir nossa vida nacional com sucesso pela força própria, por um lado, e nossos conflitos infindáveis com as potências pagãs do mundo, por outro, tem sido nossa sorte desde o princípio. A vida raramente foi confortável para a nação dos hebreus, e existência pessoal nunca foi uma questão simples para os israelenses. O chamado de Deus para ser um sinal e uma luz para as nações tornaram-se um jugo pesado através dos milênios, e assim nossa aflição presente não representa nenhuma novidade.

O conflito cada vez mais intenso com o principado do Islã, a falência da nossa liderança política, e a erosão contínua da posição internacional de Israel, são apenas uma versão moderna do chamado divino milenar. Deus está preparando o palco para a volta do seu Filho para a terra com seu maravilhoso Reino, e Israel é o principal sinal da sua vinda. Não podemos escapar o terror ou a glória que se associam a este destino.

De fato, nada há novo debaixo do sol (Ec 1.9), a não ser as misericórdias de Deus. Todas as fortalezas e baluartes naturais no fim deixarão Israel na mão, e só o Senhor será nossa libertação. Esta é a terra onde o Senhor não está montado num cavalo de guerra, com grande espetáculo ou proclamação, e sim, num jumentinho. E nós que vivemos e servimos aqui precisamos nos lembrar constantemente disso.

Atrás do fino véu de eventos naturais, políticos e estratégicos, Deus está arando o solo antigo, fazendo semeadura e preparando o Corpo dele para a colheita. Embora haja abundância de más notícias para publicar, o que já é feito por muitos outros, eu gostaria que os intercessores ouvissem as boas notícias de Israel enquanto continuam a manter a vigília sobre as muralhas de oração, a fim de se armarem com um coração alerta e encorajado.

Durante estes últimos meses de estresse e sofrimento  constantes, com sangue derramado diariamente nas nossas ruas, perigos nas fronteiras, e a ameaça de guerras regionais maiores no nosso horizonte, o Espírito do Senhor tem se movido no Corpo de discípulos de uma forma admirável. A oração tem sido mais profunda; há uma expressão de unidade num nível que nunca antes vimos; assembléias inéditas de adoração e intercessão envolvendo congregações da cidade inteira estão ocorrendo; e a liderança messiânica de toda a nação está se aproximando de uma forma que espelha o ambiente de Atos 4.24-31.

Testemunhos de israelenses sendo atraídos a Deus de formas sobrenaturais estão vindo de muitas das comunidades por todo o país. O desespero de achar respostas e a fome por algo autêntico cultivam profunda humildade nos corações de muitos que encontram o caminho para a comunidade dos crentes, caindo como frutos maduros nas cestas dos colhedores.

Pastores de muitas das quase trezentos e cinqüenta congregações (entre israelenses, árabes e internacionais) que existem pelo país, estão ouvindo o chamado para fechar a brecha, cerrar as fileiras, e marchar juntos. Só em Telavive, mais de quarenta pastores de congregações israelenses, russas, etíopes, filipinas e latino-americanas estão descobrindo um ao outro ao se reunirem para orar, adorar e ter comunhão pela primeira vez.

Há duas semanas (no final de dezembro de 2000), diversas congregações de Jerusalém se reuniram como uma só, para uma noite de oração e adoração, dirigidas por uma equipe de pastores demonstrando unidade inédita nesta cidade dividida. E por toda a nação, líderes cristãos estão estendendo a mão um ao outro com humildade e corações genuínos, para serem edificados juntos para formar o Templo vivo de Deus.

Não há dúvida; Deus está preparando novos odres em Israel para o vinho novo que será derramado em breve, e o mover do Espírito é tão real e palpável quanto as tempestades de inverno que passam pelo país, refrescando e umedecendo a terra seca. Mas as ondas vivificantes não passam sem desafios ou ataques e precisamos das suas orações.

O mesmo Deus que renova o Corpo, também o purifica, e vários ministros por toda esta nação estão sendo podados, testados, ajustados, e passados pelo fogo. Alguns estão encontrando conflitos severos, outros perseguições, mas o propósito do Senhor é o mesmo: ele quer atrair a  todos nós para estar mais perto de si mesmo.

Deus realiza seu propósito também através do nosso governo secular, da pressionada liderança militar, da comunidade fanática dos judeus ortodoxos, das confusas massas seculares, e até através dos inimigos de Israel. Ele criou a todos esses para seu próprio propósito, e ama a todos, como está escrito: “O Senhor é bom para todos, e as suas ternas misericórdias permeiam todas as suas obras” (Salmo 145.9).

Qual é, então, nosso lugar como crentes nascidos de novo, nesta confusão profética/apocalíptica? Nós, o Corpo do Messias nesta nação, não fomos chamados ou equipados para lutar como as Forças de Defesa de Israel, nem para governar no lugar dos governos seculares. A singularidade do Corpo é participar da natureza divina de Jesus (2 Pe 1.4), e ter a própria vida e presença de Deus. Esta é nossa contribuição principal ao milagre nacional de Israel. Nosso chamado é expressar a vida do Messias na nossa geração, mesmo que custe nossas próprias vidas; uma tarefa muito mais difícil e profunda do que uma liderança política ou perícia militar; e é algo que podemos alcançar unicamente pela graça.

Ore conosco, e ore com sua comunidade cristã no lugar onde o Senhor o plantou, para que esta natureza divina cresça. Ore para receber o amor que suporta todas as coisas; pela unidade de coração e mente gerada pelo Espírito que nos batiza a todos em um só Corpo; pela humildade e quebrantamento que são essenciais para a vida crucificada; pela paz que não depende das circunstâncias, do ambiente, ou do grau de entendimento; e pelo fruto e dons do Espírito de Jesus. Este é o nosso lugar de serviço nesta  hora difícil, e é para esta graça que o Senhor nos está conduzindo.

O Senhor deseja se revelar a Israel e certamente o fará. Depois do terreno ser bem arado, cultivado e semeado; depois que os falsos deuses forem expostos como incapazes; e depois que todos os outros meios de libertação nacional tiverem fracassado, Jesus se revelará ao nosso povo. Não com juízo, condenação ou ira, mas com lágrimas e profunda compaixão revelará a Israel suas feridas e cicatrizes.

Como está escrito: “E sobre a casa de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém derramarei o espírito da graça e de súplicas; olharão para aquele a quem traspassaram; pranteá-lo-ão como quem pranteia por um unigênito e chorarão por ele como se chora amargamente pelo primogênito” (Zacarias 12.10). E: “Levantar-te-ás e terás piedade de Sião; é tempo de te compadeceres dela, e já é vinda a sua hora” (Salmo 102.13).

Portanto, não colocaremos nossa esperança na sabedoria do homem, na força dos exércitos, ou na engenhosidade dos judeus. Pelo contrário, como cantou o salmista:

“Elevo os olhos para os montes: de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra” (Salmo 121.1-2).

Extraído da carta de oração, de 11 de janeiro de 2001, de Reuven Doron.

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Em outubro do ano passado, praticamente junto com o início da última onda de violência em Israel, dois congressos estavam acontecendo com objetivos semelhantes. Em Jerusalém, o ministério Visão por Israel, dirigido por Barry Segai, um judeu messiânico, reuniu 1.200 cristãos de 150 países, abrindo espaço para líderes cristãos árabes e judeus discutirem suas diferenças, e especialmente orar uns pelos outros, e buscar reconciliação e o cumprimento do propósito de Deus em ambas as comunidades.

Ao mesmo tempo, no deserto do Sinai, cristãos palestinos, judeus e ocidentais estavam adorando a Deus numa conferência organizada por Musalaha, um ministério de reconciliação entre cristãos árabes e judeus. Passaram três dias, cantando e escutando a Deus, perguntando o que ele queria que fizessem.

Musalaha promove reconciliação, convidando cristãos judeus e árabes a viverem e trabalharem juntos no deserto por três semanas, enquanto ouvem pregações sobre a necessidade de se reconciliarem. Cristãos judeus e palestinos em Israel são separados por discordâncias políticas e teológicas, mas sua fé comum os une. Ainda que não concordem sobre todas as questões ligadas à terra de Israel e ao povo palestino, se recusam a ficar divididos.

Há um profundo compromisso de ambas as partes em favor da reconciliação e unidade no Corpo de Cristo. Amar uns aos outros em Cristo é a chave para construir relacionamentos, de acordo com Salim Munayer, um cristão palestino. “Sentamos juntos e aprendemos juntos”, ele diz. “É necessário ter maturidade espiritual para amar um irmão em Cristo quando se discorda dele.”

A missão Visão por Israel também trabalha na prática com os dois grupos, distribuindo roupas, alimentos e remédios para necessitados na comunidade árabe e ajudando refugiados judeus a se estabelecerem em Israel.

“Congregações palestinas e judias estão formando um anel de oração em volta de Jerusalém,” diz Barry Segai. Doze ministérios estão orando diariamente e adorando a Deus em turnos de duas horas para manter uma vigília de 24 horas sobre a cidade. De acordo com Segai, há 5.000 judeus messiânicos em 70 congregações e 3.000 palestinos nascidos de novo em 40 igrejas em Israel e Cisjordânia.

“Os cristãos em outros países devem orar pela paz de Jerusalém,” disse Segai. “Não necessariamente uma paz política, mas a paz que excede a todo entendimento.”

E Munayer acrescenta: “Os cristãos não devem colocar a culpa no outro povo, nem usar profecia para justificar violência, mas ao invés disso, orar pela proteção de todos os povos em Israel.”

Fonte: ReligionToday; Homepage: www.religiontoday.crosswalk.com

ORAI PELA PAZ EM JERUSALÉM
Salmo 122.6

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