Oremos Por Israel

Data de publicação: 16/11/2011
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Edição 22 e Revista Impacto - 1998 a 2014.

Por: Rick Lunsford

“Lembra-te de Abraão, de Isaque e de Israel, teus servos, aos quais por ti mesmo tens jurado e lhes disseste: Multiplicarei a vossa descendência como as estrelas do céu, e toda esta terra de que tenho falado, dá-la-ei à vossa descendência, para que a possuam por herança eternamente” (Êx 32.13).

O mundo inteiro está se mexendo desesperadamente para tentar calmar as tensões entre Israel e palestinos. As nações estão dizendo: “É só uma questão de dar um Estado aos palestinos, e certamente haverá paz!”

Mas nós que oramos sabemos que não é assim. A única paz que pode existir entre Ismael e Isaque é pura reconciliação, primeiramente ao Deus de Israel através de Yeshua, o Messias, e depois uns aos outros em quebrantamento e contrição. Qualquer coisa menos que isso será, na melhor das hipóteses, uma solução temporária.

É tão fácil perder nosso foco como intercessores nestes dias em que estamos vivendo. Às vezes tanto a política como a teologia ficam embaçadas nas águas turvas da opinião pública. Parece que até perdemos de vista o que Jesus veio para pregar, “o Reino de Deus”. Enquanto oramos, podemos descobrir que estamos, sem perceber, tentando manipular a palavra de Deus e o cronograma de Deus. Muitas vezes proclamamos o que achamos serem “declarações proféticas”, mas que realmente nasceram de emoção carnal e um desejo sobrepujante de ver Israel possuir sua herança. Mas na realidade, o que precisamos orar é: “Venha teu reino, seja feita tua vontade assim na terra como no céu…”

Como pessoas que amam a Israel, podemos também ficar aflitos por causa das palavras de reis e nações, ou seja da ONU, dos Estados Unidos, e de outros que tentam determinar as fronteiras de Israel de acordo com conhecimento humano, ou ficamos irritados com suas acusações de que Israel está abusando do seu poder no meio do terrorismo que sofre diariamente. Podemos reagir com medo por causa do grande poderio dos líderes mundiais, pensando: “Quem sou eu diante de nações e reis?” Ou podemos reagir com zelo natural, achando que os cristãos deveriam fazer alguma coisa, para que Israel não erre o alvo, cedendo terra da sua herança aos outros povos. “E se eles trocarem terra por paz?”

A verdade é que Israel não vai errar o alvo no final, porque Deus já disse em Jeremias: “Porei sobre eles favoravelmente os olhos e os farei voltar para esta terra; edificá-los-ei e não os destruirei, plantá-los-ei e não os arrancarei. Dar-lhes-ei coração para que me conheçam, que eu sou o SENHOR; eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus; porque se voltarão para mim de todo o seu coração” (Jr 24.6,7).

E daí? Paramos de orar, profetizar e proclamar os propósitos de Deus para Israel? Paramos de viajar para ficar juntos com nossos irmãos e irmãs israelenses, para ficar ombro a ombro com eles, porque agora Deus fará tudo sozinho e não precisa de nós? De forma nenhuma! Pelo contrário, devemos orar como nunca antes. Mas primeiro devemos entrar mais profundamente no Salmo 91, armar nosso leito no abrigo do Altíssimo, e conhecer o próprio coração de Deus, onde acharemos também sua perfeita vontade. Precisamos ser santos que conhecem a vontade de Deus, seu cronograma, seu caráter e seus caminhos, como também seu poder e autoridade.

Como é que ele deseja que oremos? As orações do seu Reino. Ele quer revelar sua vontade como Rei dos reis, se pudermos tão-somente esperar nele (Is 40.31). Ele anseia para que nossas orações acertem na “mosca”, no centro do seu propósito, liberando sua vontade para ser feita na terra, assim como é no céu. Ele anseia para que sejamos peritos arqueiros, atirando nossas orações como flecha, e não como um fuzil. Quantas vezes atiramos, sem saber onde está ou o que é o alvo!

Devemos ser aqueles que oram no Espírito sem cessar (1 Ts 5.17-18). Nestes dias, precisamos pedir ao Senhor que libere o dom do Espírito Santo nas nossas vidas. Se não experimentamos ainda a liberação deste dom na nossa vida, então estamos perdendo uma dimensão de oração que remove montanhas, e estamos nos acomodando com algo muito menor na nossa vida de oração.

Quando oramos no Espírito, estamos transpondo nossa carne, e frustrando a intenção do inimigo, porque oramos segundo a vontade perfeita de Deus (Rm 8.26). Não fomos chamados como cristãos para orar meramente com sabedoria humana ou conhecimento mental, mas precisamos da sabedoria e do conhecimento de Deus, que são alcançados por meio da sua Palavra e da oração no Espírito. Enquanto orarmos no Espírito, no tempo certo, Deus liberará mensagens e revelações proféticas do seu trono, e então saberemos orar com o entendimento também.

Depois, precisamos também ser adoradores, que fazem seu leito diante do trono de Deus, às vezes aguardando em longos períodos de silêncio até que Deus libera apenas uma oração com unção do céu, acompanhada por fé, e que pode mover montanhas. Deus promete que “minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem” (Jo 10.27). Estamos ouvindo a voz de Deus?

Sim, amados, Deus prometeu que restauraria totalmente a Israel, e a colocaria como louvor na terra. Prometeu que o mundo inteiro reconheceria que Deus é verdadeiro, através dos próprios atos de arrependimento e profunda adoração que procederiam do meio do seu povo de Israel.

Conforme disse através de Ezequiel: “as nações saberão que eu sou o SENHOR, diz o SENHOR Deus, quando eu vindicar a minha santidade perante elas” (Ez 36.23; leia todo o capítulo 36). Deus é fiel, e certamente cumprirá tudo que prometeu.

Agora, como nunca antes, precisamos de cristãos maduros, tanto gentios como messiânicos, que se ajuntem num espírito de quebrantamento e contrição, amando uns aos outros, tremendo diante da palavra de Deus, e brilhando como aquele Um Novo Homem de Efésios 2.15.

É neste lugar e com este coração que podemos nos separar das vozes dominantes do mundo atual como da mídia e outras, e nos destacar como a Noiva preparada no final dos tempos. Orem pela paz de Jerusalém, e quando orarem, lembrem-se que devemos ser aqueles que se elevam acima dos reinos deste mundo. As coisas não são o que parecem ser. Jesus veio pregando que o Reino de Deus estava próximo. Ainda esta!

Rick Lunsford é Diretor de “Embrace Israel Ministries”, fundado por Reuven Doron, e que tem como missão promover a revelação do papel de Israel no propósito final de Deus, junto com a Igreja resgatada entre os gentios, formando juntos Um Novo Homem.

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Atingindo os Ultra-Ortodoxos

No último dia 2 de março, sábado à noite, um ataque suicida matou dez pessoas no centro de Jerusalém, na parte chamada Mea Shearim. A explosão ocorreu próximo ao Mahane Yisrael Yeshiva, que significa “acampamento de Israel”, onde estava acontecendo uma celebração Bar Mitzvá. As dez vítimas foram quase todas judeus ultra-ortodoxos, voltando da sinagoga.

Nos primeiros meses de 2001, houve três tentativas fracassadas de terrorismo nesta região. Em uma delas um carro-bomba explodiu, mas por milagre ninguém ficou ferido. Foi colocado um cartaz na parede do salão de hóspedes, que dizia que um grande milagre acontecera, graças ao santo Shabbat. Houve danças nas ruas, e um estudante de yeshiva (academia que estuda a Torá) disse que a comunidade ali foi poupada por causa da observação rígida da lei judaica.

Mas no dia 2 de março, a cena de choque, horror e profunda tristeza, abalou esta idéia de imunidade. Agora há perguntas, temor, e ira. Até mesmo algumas chamadas por arrependimento. Uma estudante de yeshiva entrevistada pelo jornal Jerusalem Post disse: “Eu achava que Deus nos protegeria… obviamente estamos fazendo algo de errado. Temos que nos arrepender. Acho que é uma mensagem nos dizendo que devemos mudar.”

Outra mãe ultra-ortodoxa disse: “Temos de fazer tshuva (arrependimento). Não temos sido suficientemente bons. Devemos ser melhores uns para com os outros.” O Rabino Yisrael Eichler, um jornalista ultra-ortodoxo, foi citado na Radio Voz de Israel, quando disse: “Tentamos muitas formas, a opção diplomática, a opção militar — e nada funcionou. Por que não tentamos o caminho que nossos profetas e sábios nos ensinaram, ou seja, voltar para Deus? Todos deveriam voltar ao judaísmo, todos — religiosos, seculares, Haredi — e devem tentar mais um ato de bondade, mais uma oração…”

Estes chamados ao arrependimento são apenas um começo de uma grande obra que Deus vai fazer na comunidade ultra-ortodoxa em Jerusalém, e pelo mundo inteiro. Temos orado por um mover de Deus entre eles. Mas muitas vezes quando oramos por avivamento e a destruição de fortalezas, pela chegada do Reino de Deus a uma cidade ou comunidade, pensamos que a resposta virá como uma brisa suave, como chuva mansa, de primavera. Deus soprará e os pecados do povo desaparecerão como penas.

Mas o avivamento vem geralmente com trovão e fogo. Deus precisa abalar tudo que impede seu povo de voltar a ele. Quando Deus permite calamidade, é porque está procurando trazer seu povo de volta, para poder abençoar, restaurar e curar. Gostamos de cantar o Salmo 147, onde diz que o Senhor vai edificar Jerusalém, curar os quebrantados de coração, e sarar as feridas, mas não percebemos que Deus só pode edificar uma cidade que foi arruinada e destruída, curar um coração que foi esmagado com tristeza, e sarar uma ferida que foi causada em alguma circunstância horrível.

Podemos concordar com o rabino que voltar a Deus é o caminho para o arrependimento. Podemos concordar que as opções políticas e militares estão falhando, mas devemos orar também para que o sistema religioso seja pesado e achado em falta (Dn 5.27). Ore para que haja uma volta sincera, apaixonada a Deus, e uma profunda desilusão com o judaísmo, um abandono dos caminhos dos homens, e das cisternas rotas de judaísmo rabínico e do Chassidismo místico que não retêm água. Ore para que, assim como os profetas advertiam ao povo de Judá, estes judeus possam voltar à Palavra de Deus, e ao Deus dos seus pais. Ore por uma revelação, e convicção de coração, de que não podemos buscar proteção de Deus por causa da nossa “bondade”, ou porque somos melhores do que outros. Temos sua proteção por causa do nosso RELACIONAMENTO com ele. Esta é uma fortaleza da mente ultra-ortodoxa, que precisa cair. Seu conceito de que somente israelenses “ímpios, sionistas, e seculares” morrem nos ataques terroristas, e os estudantes de yeshiva, e judeus piedosos, observadores da Torá, ficam isentos já foi seriamente abalado. Ore para que haja uma cura entre judeus ultra-ortodoxos e seculares, e que comecem a se oferecer um ao outro em compaixão. Ore para que almas sejam salvas, e que aquilo que o inimigo quis que fosse para o mal seja transformado em bem.

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Bar Mitzvá

A seguir, o discurso de uma mãe judia, Nadia Matar, na cerimônia de Bar Mitzvá de seu filho Yehuda. Estamos colocando à disposição do leitor para que sinta um pouco do que passa no interior de judeus religiosos em Israel diante de tudo que está acontecendo lá.

Yehuda: Há treze anos seu pai me levou ao Hospital Hadassah. Depois de 12 horas de dores extenuantes, sem anestesia, o rosto do seu pai congelou-se. Nunca vou me esquecer do seu semblante de profunda preocupação. Saltou da sua cadeira e foi chamar o médico. O monitor mostrava que você estava passando por séria aflição, e foi decidido realizar imediatamente uma cirurgia cesariana de emergência.

Cada segundo era importante para salvar sua vida. A sala de cirurgia estava num outro andar, e fui levada às pressas para lá. Lembro-me de como orava: “Por favor, ó D-us, por favor, ó D-us, protege nosso filho, e dá-nos um filho saudável e perfeito.” E hoje estou aqui, sentindo muita emoção, e agradecemos a Hashem she-hekhiyanu (o Deus que nos deu vida), que nos deu vida até hoje, nos sustentou e nos trouxe até aqui.

E aqui você está, treze anos depois, e Barukh Hashem, graças a D-us, está iniciando sua jornada ao mundo dos adultos. Estou certa de que, mais uma vez, está sentindo um pouco de angústia. Na verdade, você vive num ambiente de angústia. Você e todos seus amigos, da sua idade, não vivem uma infância, nem uma juventude normal.

Que espécie de infância é esta, ir para escola num ônibus à prova de bala, com medo de tiroteios? Que espécie de infância, quando vai com sua mãe e sua irmã ao centro de Jerusalém, comprar um terno para seu Bar Mitzvá, e testemunha um ataque terrorista no coração da cidade?
Sozinho num ônibus, na Rua Jaffa, você ouve os tiros disparados por terroristas árabes; você vê feridos no pavimento, e vira para um estranho no ônibus, e pede para ligar para mim, para me assegurar: “Mãe, estou bem, não se preocupe, estão atirando contra nós na Rua Jaffa, mas estou no ônibus, estou bem”.

Que tipo de infância é esta, acordar de manhã e receber um relatório da sua mãe e do seu pai sobre o número de judeus que foram assassinados na noite anterior, e ver seu pai levar os irmãos menores ao jardim de infância porque sua mãe outra vez está correndo para um funeral, ou para organizar uma demonstração contra a política de restrição do governo?

Estou certa de que você e seus colegas de sua idade sentem uma certa angústia. Certamente estão se perguntando: “Quem sou eu, e o que sou eu? O que estou fazendo aqui? Quem precisa de tudo isto? Por que não arrumamos nossas malas e vamos embora daqui?”

Na minha humilde opinião, a porção Terumá da Torá que você lê tão bem, responde a todas estas perguntas. Explica de onde viemos, e para onde vamos.

Sua porção está no livro de Êxodo. Como foi citado no livro do Rabino Zvi Yehudah, o livro de Êxodo trata da grande questão da criação de um povo.

Este povo aparece com uma tríplice santidade: o Êxodo do Egito, a Revelação no Sinai e a Entrega da Torá, e a proximidade do Shekhinah, a Divina Presença — como está escrito: “E me farão um santuário, para que eu habite no meio deles”.

Em outras palavras, esta longa jornada do Êxodo do Egito, saindo da escravidão para liberdade, a árdua jornada no deserto, a Entrega da Torá, tudo isso foi para o supremo alvo: “E me farão um santuário, para que eu habite no meio deles”. Ou seja, o alvo é alcançar o nível mais alto: ser um povo santo na terra santa.

E a razão, Yehuda, que você vê tanta angústia ao seu redor, é que temos uma liderança que esqueceu que este é o nosso alvo. Esqueceram que devemos ser um povo santo numa terra santa. E principalmente, esqueceram que estes dois elementos estão entrelaçados inseparavelmente. Não é possível ser um povo santo sem todas as partes da terra santa. E não é possível estabelecer um estado na terra santa sem conduzi-lo de uma forma verdadeiramente judia, de acordo com a tradição judia.

No momento em que se esquecer o que é ser um judeu, e qual seu papel no mundo, então se achará em angústia, e não conseguirá mais manter uma vida nacional. Se nos esquecermos por que viemos para cá, então não saberemos como responder aos norte-americanos e aos europeus, quando nos dizem que estamos “ocupando” territórios palestinos. Se não soubermos qual é nosso direito à terra — também não saberemos como lutar contra o terror. Um povo cuja liderança perdeu suas raízes judias se encontra em angústia.

Mas, com a ajuda de D-us, acharemos uma saída desta angústia. Sairemos dela quando tivermos uma liderança que reunirá e protegerá o povo de Israel, a Torá de Israel, e a Terra de Israel. Uma liderança cujo lema será: ser um povo santo numa terra santa.

E, Yehuda, você deve estar se perguntando: “E o que transformar o povo de Israel num povo santo tem a ver comigo?” E a resposta é que você, Yehuda, que chegou à idade de mitzvot, está se unindo a todos aqueles que se esforçam para nos tirar desta angústia. É sua tarefa lutar, fazer sua parte, para que sejamos um povo santo numa terra santa.

O que devemos fazer para ser um povo santo? Cada um de nós deverá trabalhar consigo mesmo, para que o Shekhinah, a Divina Presença, possa habitar entre nós. Como diz aquele mesmo rabino, Zvi Yehudah, D-us desce até nós e habita entre nós; a Divina Presença dentro de nós precisa se agarrar à Arca, à Mesa no Santuário, ao Altar, à Menorah, ao candelabro — os artefatos feitos pelo homem — por meio do nosso serviço divino, e pela nossa observação dos mandamentos. Ou seja, quando cada judeu observa todos os mandamentos, ele eleva o povo dele em santidade.

Ser um judeu completo, Yehuda, é ser um judeu que observa a Torá e os mandamentos em Eretz Israel. Uma vez li um artigo onde se dizia que no nosso hino nacional, ao invés de falar que somos “um povo livre na nossa terra”, deveria ter sido “um povo santo na nossa terra”. Pois ser um povo livre pode ser compreendido de maneira errada. Você pode erroneamente pensar que ser livre é fazer o que bem quiser. Mas isto é incorreto.

Uma pessoa que faz o que sente vontade de fazer, fuma o quanto quer, injeta drogas porque o quer, come o quanto quer e quando quer, não ajuda quem está por perto, porque não o quer. Na verdade, esta pessoa não está livre. É escrava dos seus desejos.

O povo de Israel saiu da escravidão para a liberdade. Como saiu para liberdade? Aceitando a Torá, os mandamentos, a estrutura, as limitações. A Torá nos diz o que é permitido e o que é proibido. É como numa dieta: se a pessoa não seguir as instruções, o peso vai aumentar e a saúde vai piorar. Da mesma forma os mandamentos são um instrumento para nos transformar num povo saudável e santo. Seja através da kashrut, as leis de alimentação, o Shabbat, a prática de bondade ou de caridade, a honra ao pai e à mãe — a Torá é um modo de vida.

Yehuda, você tem o privilégio, mas que também é um desafio, de viver num período em que a responsabilidade de tirar esta geração de esgotamento espiritual, de angústia, e de confusão, repousa sobre você e os outros da sua idade. Nossa geração, dos adultos, subiu vários níveis de santidade em 1948 e 1967 quando estabeleceu o Estado de Israel e voltou à Judéia, Samaria e Gaza. Mas agora esta mesma geração está caindo da santidade quando permite que a liderança política se entregue ao inimigo. Vocês têm a capacidade de estabelecer uma nova geração de judeus vitoriosos em Eretz Israel. Judeus que não têm medo de dizer: “A Terra de Israel para o povo de Israel, de acordo com a Torá de Israel”.

Sim, estas palavras podem parecer um pouco assombrosas, mas lembre-se: “Não é sua responsabilidade completar a obra; mas você não está livre para desistir dela”.

Seu pai e eu estamos muito orgulhosos de você. Nos últimos meses tem demonstrado tremenda força de vontade. Com todo coração esperamos que suba cada vez mais como judeu, de um nível a outro, até o Santo dos Santos, e que o faça com gozo, ardor, e paixão, como a chama da Menorah no Templo, o fogo do amor deste povo, amor pela Torá, e amor pela Terra.

Um judeu é como a chama de uma vela. A chama da vela sempre queima para cima. Que seja a vontade de D-us que você e seus colegas continuem com a tocha da luz da Torá, para acender muitas velas em Israel.

Queridos convidados, estamos tão felizes e comovidos que vocês vieram se alegrar conosco na nossa celebração. Como marca simbólica do nosso amor por vocês, estamos dando a cada um uma vela com formato dos muros de Jerusalém, na esperança de que juntos, tanto filhos como adultos, possamos preservar a Ner Tamid, a chama eterna, até que a completa redenção, a reconstrução do Templo e a vinda do Messias, aconteçam rapidamente nos nossos dias. Amém.

Nadia Matar é uma das dirigentes do grupo: Women for Israel’s Tomorrow (Mulheres para o Amanhã de Israel) ou Women in Green (Mulheres de Verde), por usarem chapéus verdes. Este grupo é um movimento de mulheres judias, avós, mães e esposas, que lutam pela preservação das tradições, cultura, segurança e futuro do povo judeu e da nação de Israel. O site na Internet é: www.womeningreen.org.