Notícias: O Cristão e o Mundo

Data de publicação: 24/11/2011
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Edição 17 e Revista Impacto - 1998 a 2014.
Este artigo pertence a: Edição 17

Depressão no Canadá

No mes de maio deste ano, o pastor Jamê Nobre de Jundiaí, SP, esteve no Canadá para visitar e dar apoio a alguns irmãos e igrejas em Toronto e Otawa. O impacto do mundo espiritual naquele país começou a afetá-lo ainda no aeroporto do Brasil. Era algo pelo qual ele não esperava.

“Quando eu estava saindo de São Paulo, fui tomado de um grande medo. Ao descer no aeroporto em Toronto, comecei a sentir um pavor e depois me senti deprimido a ponto de achar que o melhor seria morrer. Fiquei perplexo com aqueles pensamentos que vinham à minha mente, quando o Senhor Jesus me mostrou que aquele era o estado de muitos irmãos da igreja no Canadá. Naqueles dias chegou da África um pastor que, entrando na cidade, sentiu a mesma coisa.”

E realmente o que ele encontrou no Canadá por toda parte era exatamente depressão, falta de objetivo, falta de razão para se viver. Não só na sociedade, mas dentro da própria igreja. Quando se pensa no Canadá, se pensa num país de primeiro mundo, com menos problemas até do que outros países desenvolvidos como os Estados Unidos.

“O país é muito lindo, o povo é muito consciente a respeito do meio ambiente, mas o que eu percebi foi uma situação generalizada de muita depressão. Não econômica pois o pais faz parte do grupo de nações mais ricas do mundo. Um pais de território maior que o brasileiro, com apenas 30 milhões de habitantes, e com uma renda per capita alta.

“Vi um povo que, por não ter muito mais a alcançar, já não tem desafios, não tem necessidades, e está mergulhado no humanismo.”

Enquanto isso, a igreja está apática ou sem vida espiritual para ministrar a este tipo de sociedade. Segundo informações de pastores com quem Jamê esteve em Toronto e na capital Otawa, a igreja não representa mais do que 1,5% e 0,5% respectivamente destas cidades.

Portanto, o Canadá hoje é um país que precisa das nossas orações. No passado, muitos missionários e moveres de Deus (como a Chuva Serôdia de 1948) abençoaram o resto do mundo. Agora estão precisando de oração e de ajuda para que possam se livrar das forças escuras do materialismo, humanismo, e egocentrismo, e ver a igreja de Jesus se levantar com a palavra viva de Deus que traz direção, sentido e propósito para o próprio povo de Deus, e para os perdidos ao seu redor.

A Crise do Cristianismo na Europa

Perplexidade. Esta é a sensação que nos  causa diante da notícia da decadência do cristianismo na Europa, relatada na edição de 16 de maio próximo passado da revista Veja. Na Inglaterra apenas 54% dos jovens, entre 18 e 24 anos, acreditam em Jesus e a freqüência às Igrejas Católica e Anglicana caiu 27% desde 1980. Nos países escandinavos somente 3% da população freqüentam o culto e na França O 10%, e só uma vez por mês.

O Continente que teve o cristianismo como o centro da vida das pessoas e foi o berço da Reforma Protestante, mostra dança cultural que legaliza a eutanásia, o casamento entre homossexuais etc.

Ainda que a Igreja Anglicana tenha assento e direito a voto no Parlamento inglês e as aulas de religião cristã continuem na escolas públicas na maioria dos países, percebe-se que o cristianismo não sobrevive como cultura. Por outro lado, a quantidade de muçulmanos dobrou no século passado e já está em torno de 3% da população. O que significa tudo isto na história da igreja, especialmente para nossa geração?

Cristãos sem Compromisso nos EUA

George Barna, fundador e presidente do Barna Research Group (Grupo de Pesquisa Barna), uma das principais organizações de pesquisa de tendências culturais e religiosas nos Estados Unidos, publicou recentemente um novo livro sobre o futuro de cristãos e da Igreja na América.

A seguir, um pequeno trecho de uma entrevista que Barna deu a dois editores da Crosswalk.com, e que se encontra na íntegra no seu site: news.crosswalk.com.

“Uma das coisas assustadoras que encontramos constantemente nas nossas pesquisas é que mesmo entre as dezenas de milhões de cristãos que se dizem nascidos de novo, aproximadamente metade deles confessariam que não estão totalmente comprometidos com a fé. Estou chegando rapidamente à conclusão de que parte do nosso problema é que facilitamos demais para as pessoas fazerem parte da igreja cristã. Creio que quase não há um senso de privilégio, ou temor, ou responsabilidade na nossa cultura que acompanhe a idéia de ser discípulo de Cristo. É mais ou menos como: ‘Ei, já resolvi a questão da minha salvação, já tenho cartão de membro na igreja. Agora estou livre para ir ao clube e me divertir…’

O problema é que cristianismo não é uma questão de ser membro de igreja. É uma questão de procurar consistentemente ser mais parecido com Jesus. É uma questão de transformação de vida. Então cada indivíduo precisa perguntar: ‘E daí? Que diferença faz se realmente sou um seguidor de Cristo, e se sou, que diferença devo fazer neste mundo? Tenho uma responsabilidade para comigo mesmo, para meu Salvador, para minha igreja, para meus filhos, para meu país? Que tipo de responsabilidade é, e se alguém estiver observando minha vida, querendo saber quem sou, e que natureza tenho, qual seria sua conclusão? Será que me veriam como cristão?”

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