Notícias da Igreja na China

Data de publicação: 29/09/2011
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Edição 33 e Revista Impacto - 1998 a 2014.
Este artigo pertence a: Edição 33

O departamento de Segurança Pública da China lançou uma nova onda de repressão contra líderes de igrejas não registradas. Pelo menos 50 pessoas foram detidas logo depois do lançamento de um novo vídeo e livro que documentam o enorme crescimento numérico de cristãos fora da igreja oficialmente reconhecida.

O vídeo é intitulado The Cross: Jesus in China (A Cruz: Jesus na China), e foi escrito e dirigido por Yuan Zhiming, um líder pró-democracia e cristão. O livro, Jesus in Beijing, foi escrito por David Aikman, um jornalista e ex-correspondente da revista Time em Beijing. Os dois documentam o impressionante crescimento e vigor do cristianismo na China.

De acordo com o periódico cristão Christianity Today; uma fonte em Hong Kong informou que a repressão do governo seria dirigida contra as pessoas mencionadas no livro e no vídeo. “Eles irão atrás daqueles que estão em Beijing primeiro”, informou a fonte. “Foram surpreendidos pelo número de cristãos existentes na China. Toda semana, pastores são detidos e encarcerados. Os comunistas vêem os cristãos como ameaça porque há mais cristãos do que membros do Partido.”

De acordo com especialistas, as estimativas do número total de cristãos variam muito – desde 30 milhões até 100 milhões. A igreja Cristã oficial, registrada com o governo, Movimento Patriótico Triplo (Three Self Patriotic Movement), conta com aproximadamente 28 milhões de membros. Pode haver até 80 milhões de cristãos em congregações não registradas. Estes grupos independentes podem estar crescendo numa taxa de até 9 por cento por ano – o que representa um crescimento extraordinário, se comparado com a taxa de crescimento da população de apenas 0,6 por cento. A constituição da China garante liberdade de fé religiosa, mas exige que todas as organizações religiosas se registrem com o governo. Os grupos que não são registrados são taxados pelo governo como “ilegais” ou “seitas”.

De acordo com outra fonte que pediu para não ser identificada, Deborah Xu foi presa enquanto dormia na casa de sua sobrinha, no dia 24 de janeiro de 2004, em Nanyang, na província de Henan. A polícia também confiscou fotos e documentos.

Xu, uma das líderes nas igrejas dos lares na China, é irmã de Peter Xu Yongze, um outro líder que procurou asilo no Ocidente em 2000. Atualmente na região de Los Angeles, nos EUA, Peter dirige o movimento Back to Jerusalém (De Volta a Jerusalém), cujo alvo é enviar 100.000 missionários e evangelistas chineses para espalhar o evangelho na direção oeste da China, até chegar de volta à cidade de Jerusalém.

Deborah Xu já foi presa inúmeras vezes nos últimos anos. Desta vez, porém, os familiares e amigos não conseguiram obter qualquer informação sobre o local onde está presa, nem sobre as acusações que terá de enfrentar.

Numa entrevista recente concedida à Christianity Today, Peter Xu disse que sua família é cristã há quatro gerações. “Sou extremamente grato pelo Senhor ter me dado minha irmã como parceira espiritual. Ela foi chamada por Deus quando tinha 17 anos de idade e dedicou sua vida inteira a ele. Na mesma época, tomou uma decisão de permanecer solteira. Sua vida é um maravilhoso modelo para aqueles que desejam estar na linha da frente. E considerada uma mãe na igreja.” Seu papel inclui treinamento de líderes de grupos nos lares em toda a China, especialmente de outras mulheres evangelistas.

Peter Xu disse que os líderes da China querem fragmentar as igrejas nos lares de toda maneira que puderem. “Tentam isolar uma das igrejas nos lares, e depois colocar pressão sobre ela. Desta forma, querem destruir a unidade entre as igrejas. Este propósito é muito maligno e precisamos da percepção e do discernimento da águia para ver claramente esta armadilha de Satanás.”

Fonte: Christianity Today, publicado no site em 18 de fevereiro de 2004.
Para maiores informações deste periódico e outros do mesmo grupo, acesse o site: www.christianitytoday.org.

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