Notícias: “A Paixão De Cristo” Chega Ao Oriente Médio

Data de publicação: 19/09/2011
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Edição 34 e Revista Impacto - 1998 a 2014.
Este artigo pertence a: Edição 34

Hoje foi possivelmente o dia mais significativo que vimos em quase doze anos de vida no Oriente Médio. Para surpresa e choque de todos, “A Paixão de Cristo” foi liberado aqui (2 de abril de 2004) em Catar. Há poucos dias, quando nossa companheira N—— (os nomes não podem ser divulgados por questão de segurança) orou na nossa reunião, pedindo que pudesse ser exibido neste país (sabíamos que estrearia nos Emirados Árabes Unidos em pouco mais de uma semana), confesso honestamente que não tinha fé alguma que a oração dela seria respondida. Para quem não sabe como são as condições neste país, é preciso entender que até agora só pudemos mostrar o filme Jesus em árabe a um pequeno grupo de catarianos no contexto reservado de uma casa particular. E agora, nas próximas semanas, potencialmente dezenas de milhares de muçulmanos árabes verão esta poderosa exibição do sofrimento e morte de Cristo.

Hoje, às 4:30 da tarde, nossa equipe inteira foi assistir ao filme.

Como já se ouviu muito a respeito das reações e impressões do filme, não vou acrescentar muita coisa à discussão aqui. Entretanto, não penso que exista alguém que tenha visto este filme num cinema cheio de muçulmanos árabes da região do Golfo Pérsico – tanto homens como mulheres. Em apenas duas horas, mais catarianos ouviram o evangelho do que eu pude alcançar em quase cinco anos, morando aqui.

As legendas em árabe estavam perfeitamente fiéis ao original – não tentaram suavizar nada, nem mudar qualquer frase ou termo com o qual os muçulmanos não concordariam. Todos nós assistimos em absoluta estupefação diante do que Deus estava fazendo. Os muçulmanos à nossa volta estavam se comovendo – suspirando, chorando e reagindo com aversão à brutalidade que Jesus sofria.

Agora o interessante é o motivo que está levando os muçulmanos árabes a ver o filme. Como ouviram a repercussão de que era anti-semita e como eles odeiam os judeus, de repente surgiu o desejo de vê-lo. Mas quando chegam lá, o filme comunica a mensagem de amar seus inimigos, mostrando Jesus orando para que seus torturadores e assassinos fossem perdoados. Isto traz um impacto muito forte aos muçulmanos habituados a ouvir outro tipo de discurso nas suas mesquitas.

Assim como Satanás achava que estava ganhando quando Cristo começou a sofrer e, no fim, isto se tornou a ruína da sua casa e sua completa derrota, os muçulmanos estão indo ver este filme por causa do seu ódio, mas quando chegam lá a mensagem que ouvirão será o AMOR. Não é bem próprio de Deus fazer algo desta maneira? Seu intento era para o mal, mas Deus o tornou em bem (Gn 50.20)!

Existe ainda uma outra motivação que o governo de Catar tinha em liberar este filme: ser o “primeiro país no Oriente Médio” a exibir o filme. Catar está tentando mudar sua imagem para ser visto como um país muçulmano tolerante. Pouco imaginam que este filme exporá seu povo a muitas verdades que sua religião nega categoricamente.

Alguns dias depois…

Tantas coisas estão acontecendo por aqui que estamos em estado de choque. “A Paixão de Cristo” está tão popular aqui em Catar que estão cancelando todos os outros filmes para poder exibi-lo em todas as salas num complexo de cinemas. Levei um ex-aluno na segunda noite, que agora trabalha para o Ministério de Assuntos Islâmicos e, nos horários de 19:30 e 21:30, o filme estava passando nas três salas. Minha estimativa é que bem mais de 50% das pessoas no cinema eram muçulmanos locais – as mulheres totalmente cobertas com véus. Vi vários ex-alunos meus saindo depois da exibição.

Dá para ver claramente como o filme está impactando a todos. Depois do filme acabar, olhei para meu ex-aluno, Mohammed, e disse para ele em árabe: “Você não vê que Jesus morreu pelos SEUS pecados?”

Em seguida, eu realmente me arrisquei (já que ele trabalha no Ministério de Assuntos Islâmicos) e disse: “Sabe, Mohammed, você talvez pense que este filme está aqui por causa da ‘liberdade de expressão’ ou a ‘nova abertura do seu governo’, mas na realidade o próprio Deus enviou este filme para CORRIGIR a total incompreensão do seu povo sobre quem Jesus é e porque ele veio à terra.”

O que aconteceu em seguida foi uma discussão/debate de umas duas horas sobre as diferenças entre o islamismo e o cristianismo.

Outra coisa importante é o tempo exato em que o filme foi liberado. O assassinato do líder palestino, xeque Ahmad Yassin, pelos israelenses aconteceu um dia depois do filme estrear. A reação árabe foi toda uma nova onda de ódio pelos judeus, evidenciada numa grande demonstração e marcha pública ontem. Mas Deus programou tudo de forma perfeita. No momento em que as chamas de ódio estão se alimentando de novo, o filme da “Paixão” veio proclamando: “Não, AME SEUS INIMIGOS! Perdoe-lhes!” O contraste é impressionante.

Hoje, depois da minha aula, duas alunas catarianas vieram me perguntar: “Você tem o Novo Testamento em árabe? Todas as nossas amigas estão querendo ler!” Outra perguntou onde conseguiria a Bíblia em árabe na Internet. ISTO NUNCA ACONTECEU! O filme está gerando tanto interesse em Jesus e nas Escrituras. Cada cristão com quem temos conversado tem histórias como esta para contar. Que continue a aumentar.

Estas notícias chegaram de missionários que trabalham com a Operação Mobilização Internacional em Catar.

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