Muitos Barnabés na Igreja da Paz

Data de publicação: 26/04/2014
Categorias da Biblioteca:
Edição 76 e Revista Impacto - 1998 a 2014.
Este artigo pertence a: Edição 76

Em Santarém, uma cidade de quase 300 mil habitantes, localizada no encontro dos rios Tapajós e Amazonas, a Igreja da Paz conta, sozinha, com 20% da população, distribuída em mais de 6.900 células e 59 grandes cultos aos domingos à noite.

Abe Huber, hoje pastor da Igreja da Paz em Fortaleza, foi um dos principais instrumentos de Deus para implantar os princípios responsáveis por tamanho crescimento. Uma de suas preocupações fundamentais, desde o início, era a quantidade de pessoas que, depois de tomar uma decisão para Jesus, abandonava a vida cristã.

“A estatística”, ele diz em seu livro Eu, Barnabé? (Edições Adhonai – www.eadhonai.com.br – 2006), “é de 30 a 40 milhões de desviados no Brasil. Em outras palavras, são mais pessoas fora da comunhão, não congregando, dentre as que já fizeram decisão, do que as que permanecem. As igrejas têm se tornado verdadeiras rodoviárias, onde a pessoa entra e sai. A porta dos fundos, muitas vezes, é maior do que a porta da frente. Mas Deus não quer isso. Anos atrás, nós falamos que iríamos fechar essa porta dos fundos, colocar cadeados e soldá-la para que ninguém pudesse sair por ela.”

A conclusão de Abe Huber e dos colegas de ministério foi a seguinte: “É mais importante integrar a pessoa na vida da igreja do que levá-la a fazer uma decisão num apelo público”. Não que sejam contra evangelização ou apelos públicos. Muito pelo contrário. Quando se fala em quantidade, Abe é muito enfático: “Uma das mentiras diabólicas que hoje é aceita em grande parte do mundo evangélico diz que se você realmente quer ganhar as multidões, terá de comprometer um pouco a qualidade; e se você quiser priorizar a qualidade, terá de se conformar com números menores”. Em outras palavras, é possível ter qualidade com quantidade.

Qual o segredo? O Fator Barnabé!

Para os irmãos da Igreja da Paz, o Fator Barnabé é a preocupação que todos devem ter tanto para fazer amizades e vínculos com quem nunca fez parte da família da fé, quanto para ir atrás e nunca desistir de quem se afastou por algum motivo. A prática do Fator Barnabé tem integrado muitos na comunhão e no relacionamento com os irmãos e tem impedido a saída deles pela porta dos fundos!

Princípios do Fator Barnabé

Conforme aplicados na Igreja da Paz, Santarém, PA

Primeiro segredo: é mais importante integrar alguém na igreja local do que levá-lo a tomar uma decisão.
Segundo segredo: para integrar alguém na vida da igreja local, é preciso cultivar uma amizade profunda.
Terceiro segredo: essas amizades profundas são mais bem cultivadas em eventos sociais dos quais a célula vai participar, como um aniversário ou casamento, ou num evento mais informal, como um churrasco, em que um casal de novos convertidos ou não convertidos é convidado para vir à minha casa.
Quarto segredo: nesses eventos, é necessário tirar muito tempo com a pessoa para cultivar amizade profunda, demonstrar interesse por ela, desejo de se envolver com ela.

Fonte: Eu, Barnabé? (Edições Adhonai, 2006)

 Paulo e Barnabé – Uma Equipe Completa

Já imaginaram o contraste – e o equilíbrio – que Paulo e Barnabé representavam em sua equipe apostólica? Paulo aparecia mais, falava mais, tomava mais iniciativas, era mais ousado. Barnabé, porém, vinha atrás, abraçando, amando, cuidando, integrando.

Depois de se separarem, por não concordarem a respeito de João Marcos, será que Paulo sentiu falta de Barnabé?

Não sabemos. Na sua segunda carta aos coríntios, porém, Paulo demonstra que aprendeu a dar grande valor ao dom especial de Barnabé: “… o Deus de todo paraklesis é quem nos parakleta [consola] em toda a nossa tribulação, para podermos parakletar aos que estiverem em qualquer angústia, com o mesmo paraklesis com que nós mesmos somos parakletados por Deus” (2 Co 1.3,4).

Nos versículos de 5 a 7 no mesmo capítulo, ele ainda usa uma forma desta palavra mais cinco vezes.

Não podemos saber se ele estava lembrando-se de Barnabé, mas, com certeza, ele estava dando uma importância enorme a esse dom de consolação e conforto, que vem pelo Espírito Santo, o parakleto, e que Barnabé exercia.

 Davi – Um Barnabé?

Quando você começa a gastar tempo com alguém que parece não corresponder, não querer perseverar, uma das primeiras dúvidas que o inimigo procura semear no seu coração é: “Não fique perdendo tempo com quem é problemático! Invista seu tempo em quem quer, em quem vai dar resultado!”.

Mas veja o exemplo de Davi. Quando ele estava na caverna de Adulão, fugindo de Saul, todos os homens endividados, amargurados e desajustados (ou seja, os problemáticos que ninguém queria) foram para lá (1 Sm 22.1,2). Era a escória da sociedade. Mas Davi não os desprezou. Ele se tornou chefe deles e permitiu que o acompanhassem durante todas as suas experiências de treinamento para o trono. Depois, alguns se tornaram os famosos valentes de Davi. Alguém acreditou neles, abriu um espaço, fez amizade – e um grande potencial ignorado começou a aflorar.

Imagine quantas pessoas estão afastadas, esquecidas, desacreditadas hoje! Quantos Saulos foram abandonados em Tarso, porque ninguém viu o potencial deles? Quantas pessoas estão atoladas em fracassos, dívidas, atividades secundárias, perdendo a alta vocação, porque nenhum Barnabé se lembrou delas nem foi buscá-las?

Que Deus levante muitos Barnabés – antes que seja tarde demais!

Fonte: Eu, Barnabé? (Edições Adhonai, 2006)

Uma resposta para “Muitos Barnabés na Igreja da Paz”

  1. Josué. disse:

    Peço orações e votos pelas forças de Sansão,obrigado,a paz.

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