Materialismo e Avareza

Data de publicação: 08/11/2011
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Edição 25 e Revista Impacto - 1998 a 2014.
Este artigo pertence a: Edição 25

Materialismo no sentido usado geralmente no meio cristão pode ser definido como uma destemida preocupação pelos bens materiais, sua posse e aquisição, supondo que isso é o essencial da vida em detrimento da vida espiritual. Também atenta contra um sentido cristão de justiça social. A mesma conotação é encontrada nas palavras avareza e cobiça. A atitude materialista, avarenta ou cobiçosa é condenada energicamente pela palavra de Deus (Mc 7.20-23; Ef 5.3; Cl 3.5; 1Tm 6.6-10; Hb 13.5; 2 Co 8.9).

“Disse então ao povo: Tomai cuidado com qualquer tipo de avareza, porque a vida de um homem, embora ele esteja na fartura, não depende das suas riquezas” (Lc 12.15).

“Estão cheios de todo o tipo de injustiça, perversidade, avareza e malícia, e também de inveja, homicídio, discórdia, velhacaria, depravação e calúnia” (Rm 1.29).

1)  O homem se torna materialista ao crer em três mentiras básicas:

a) Cada pessoa é dona do que possui.

b) A vida do homem consiste na abundância de bens que possui.

c) O homem pode dispor a seu modo do que possui, seja isto adquirido por herança, trabalho, capacidade, vivacidade ou engano ao próximo etc.

Essas mentiras são do diabo, o pai da mentira, e têm colocado o homem no caminho da cobiça e da avareza. O homem está adormecido, não tem consciência desses pecados uma vez que creu nessas mentiras.

2) A avareza destrói o home

A avareza é filha do egoísmo. É idolatria (Cl 3.5; Ef 5.5; Mt 6.24), e o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males: mentiras, enganos, subornos, injustiças, roubos, rixas, inimizades ( 1 Tm 6.6-10).

A cobiça é o desejo desordenado de possuir coisas e riquezas com o fim de satisfazer as exigências egoísticas da vida (Mt 13.22).

Os avarentos não podem herdar o reino de Deus (Ef 5.5; 1 Co 6.10). A publicidade e a propaganda comercial apelam constantemente à cobiça do coração do homem (1 Jo 2.16-17).

Resumindo, podemos dizer que a avareza:

• Impede o homem de usar tranqüilamente, com liberdade e com alegria, os bens que possui. (Ec 1.3-10).
• Torna o homem duro e insensível para com os seus semelhantes (Nabal – 1Sm 25.10, 11; Ne 5.1-12).
• Converte o homem em escravo do dinheiro (Mt 6.24; Lc 16.13).
• Faz o homem cair em idolatria (Ef 5.5).
• Atormenta o homem com desejos insaciáveis de aumentar suas riquezas, levando-o a se apoderar injustamente do alheio.
• Torna o homem suscetível aos subornos na administração da justiça (Êx 18.21; 1 Sm 8.1-3; Sl 15.5; Ez 22.12-13).
• Leva o homem a trair os seus e a oprimir os fracos (Pv 30.14).
• Leva o homem a reter ou a atrasar os pagamentos de seus assalariados (Tg 5.1-5).

Nas listas de pecados que se acham no Novo Testamento, primeiro aparecem os que dizem respeito ao sexo e em segundo lugar os ligados à avareza. Paulo os coloca no mesmo nível de idolatria (Cl 3.5).

Por tudo isso Deus reprova os avarentos: ver os casos de Acã (Js 7); Nabal (1 Sm 25); Geazi (2 Rs 5.20-27); Judas (Jo 12.6; Mt 26.14-16); Ananias e Safira (At 5.1-11).

A palavra de Deus nos orienta respondendo com clareza às três mentiras básicas citadas anteriormente:

1ª Resposta – Jesus é o dono e senhor de tudo o que possuímos (Sl 24.1; Lc 14.33; At 4.32; Fp 2.11).

2ª Resposta – A vida do homem não consiste na abundância dos bens que possui (Mt 4.4; Lc 12.15).

3ª Resposta – É melhor dar do que receber (At 20.35).

Resumindo o ensino bíblico, podemos dizer que a vontade de Deus é:

a) que trabalhemos (2 Ts 3.6-15);

b) que prosperemos (3 Jo 2);

c) que nos portemos honradamente (1 Tm 3.3; 1 Ts 4.11 e 12);

d) que não acumulemos tesouros sobre a terra (Mt 6.19-21; Lc 12.32-34);

e) que tenhamos o necessário (1 Tm 6.6-10; 1 Ts 4.11-12);

f) que tenhamos com que ajudar os necessitados (Ef 4.28; 1 Tm 6.17-19; 1 Co 16.1-2; At 20.35);

g) que nunca coloquemos os nossos interesses acima do reino de Deus (Mt 6.19-34).

Extraído da série Fundamentos para Fé e Obediência, Volume II.
Para pedidos da série ligue para (19) 3462-9893

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