Literatura em Português sobre Igreja nas Casas

Data de publicação: 29/04/2011
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Edição 60 e Revista Impacto - 1998 a 2014.
Este artigo pertence a: Edição 60

Por Pedro Arruda

Uma Introdução à Bíblia – As Comunidades Cristãs da Primeira Geração, de Ildo Bohn Gass, Editora Paulus, 2005.

“Como já vimos, as casas ocupavam um lugar especial na organização das comunidades cristãs. Convém lembrar que, na estratégia dos helenistas, a organização das igrejas domésticas também ocupava (sic) um papel central. Veja, por exemplo, as comunidades nas casas de Priscila e Áquila, tanto em Éfeso (1 Co 16.19) como (sic) em Roma (Rm 16.5). Confira ainda as igrejas nas casas de Filólogo, Julia, Nereu e sua irmã (Rm 16.15), de Filemom e Áfia (Fm 2), de Ninfa (Cl 4.15 e de Lídia (At 16.15,40). Essa forma de ser igreja é essencial, juntamente com (sic) a mesa da partilha que acontecia nessas casas. Certamente elas também se tornavam uma espécie de lar para quem não tinha casa para morar…” (pág. 119).

Casas Que Transformam o Mundo – Igreja nos Lares, de Wolfgang Simson, Editora Evangélica Esperança, 2001.

Talvez, o mais completo sobre o assunto. O autor (da Alemanha) relata experiências em curso, oferece base teológica e histórica e ainda expõe a perspectiva de futuro, dada a facilidade de expansão e sobrevivência de igrejas nas casas até mesmo em meio às oposições mais rigorosas e perseguições implacáveis. O autor justifica a obra como “um chamado de mobilização a todos os cristãos comuns que são chamados para algo incomum”. É indispensável para quem quer conhecer o assunto.

O Movimento de Jesus Depois da Ressurreição – Uma Interpretação Libertadora dos Atos dos Apóstolos, de Pablo Richard, Edições Paulinas, 1999.

O autor parte da ideia de que Lucas escreveu o livro de Atos para desafiar a igreja contemporânea entre os anos 80 e 90 a.D., mostrando as características do que chama de Movimento de Jesus no período das origens do cristianismo entre os anos 30 e 60 a.D., imediatamente após a ressurreição de Jesus e, portanto, anterior ao início dos sinais de institucionalização da igreja que aparecem a partir dos anos 70. Sua análise é que o Movimento de Jesus é do Espírito, missionário e estruturado em pequenas comunidades domésticas.

A Igreja Doméstica nos Escritos de Paulo, de Vincent Branick, Editora Paulus, 1994.

Faz uma exposição de como igrejas domésticas transformaram-se em igreja institucionalizada, mostrando o caminho que as levou às basílicas, os primeiros edifícios projetados e construídos para o serviço religioso cristão. Primeiro, passaram pela fase de casas adaptadas exclusivamente para uso da igreja, destinadas pelas famílias cristãs que habitavam nelas até então. Além da demonstração histórica, o livro também aborda as questões de evolução teológica que embasaram essa transformação. Sobre um sínodo de Laodicéia, entre os anos 360 e 370 a.D., que proibiu a realização da eucaristia (santa ceia) nos lares, o autor observa que isso “completa o ciclo crítico. A ceia do Senhor mudara-se de uma refeição noturna para um ritual estilizado. A assembleia mudara-se da sala de jantar para um salão sagrado. A liderança, dos membros da família para um clero especial. Agora, a forma original da igreja fora declarada ilegal”.

Mãe de Muitos Filhos, de Mauricio Bronzatto, Edições Incenso, 2004

Tendo como pano de fundo a biografia de Elza Timóteo Franco, católica casada com o presbiteriano Offini Franco, apresenta como Deus movimentou muitos jovens por intermédio desse casal nos anos de 1970, levando todos a uma profunda experiência carismática. Nem sempre bem-acolhidos pelas igrejas católica e evangélica por não apresentarem a identidade que lhes era exigida por ambas, os jovens de então tiveram de trilhar um caminho alternativo nos lares. Hoje, espalhados por várias cidades e estados brasileiros, ainda mantêm a característica de usar o espaço doméstico para suas reuniões.

De Casa em Casa – Crescimento da Igreja nos Lares, de Bryan Jay Bost, Ed. Vida Cristã, 2007

Teologia e experiência do autor sobre o tema vivida especialmente na Grande São Paulo.

Embora não falem objetivamente sobre a forma da Igreja nos Lares, os seguintes livros tocam no espírito do tema:

O Equívoco sobre a Igreja, de Emil Brunner, Editora Cristã Novo Século Ltda, 2000.

A Igreja Orgânica, de Neil Cole, Editora Habacuc, 2007.

Os Outros Seis Dias, de R. Paul Stevens, Editoras Textos e Ultimato, 2005.

Raízes da Restauração, de C. Leonard Allen & Richard T. Hughes, Ed. Vida Cristã, 1998.

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