Levar água é levar vida

Data de publicação: 21/02/2018
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Edição 80 e Revista Impacto - 1998 a 2014.
Este artigo pertence a: Edição 80

Com o sertão nordestino diante dos olhos, o projeto Mais Água atua em regiões caóticas buscando suprir uma necessidade básica do ser humano: água.

Carolina Sotero Bazzo

A seca no nordeste já foi manchete de jornal tantas vezes que, para muitos brasileiros, a falta de chuva não impressiona mais. É um grave erro (assim como pensar que, por terem rareado as manchetes, o problema da seca tenha acabado). Pelo contrário, a seca no nordeste ainda é um problema grave. Desde 2009, a região nordeste enfrenta a pior seca dos últimos 50 anos. E o ano de 2013 foi o pior de todos neste período, atingindo mais de 1,4 mil municípios.

Foi diante deste cenário que três brasileiros enxergaram ali seu campo missionário. “Fazia três anos que não chovia, e soubemos de um lugar chamado Betânia do Piauí, no Estado do Piauí, que estava um caos; então fomos até lá”, relembra Rafael Reis. “A situação de fome era realmente muito difícil. Então, logo que chegamos, compramos um carro-pipa. Rapidamente, porém, vimos que aquilo jamais seria suficiente, e foi daí que começou o instituto Mais Água.

Com a missão de diminuir o problema da falta de água e água potável no sertão nordestino, o instituto hoje atua em quatro cidades: Betânia, Capitão Gervásio de Oliveira e Acauã (no Piauí) e Quitirianópolis (no Ceará). Para os que estranham o viés aparentemente pouco “espiritual”, vale lembrar que a água é um dos bens naturais mais preciosos para o desenvolvimento da vida – e uma das mais básicas e emergenciais necessidades humanas. Daí a nobreza desse trabalho missionário.

Embora tenha chovido em algumas regiões, Reis lembra que outras ainda permanecem sem chuva há anos. A falta de água tem gerado problemas crônicos em regiões que são esquecidas pelo governo, pela mídia e, até mesmo, pela igreja. “Há municípios tão caóticos que não têm sequer água potável, e os moradores são obrigados a beber água de açude ou de barreiro, que é suja e contaminada”, diz Reis.

Por isso, o instituto tem atuado em diversas frentes de trabalho. Atualmente, o projeto principal tem sido o de identificar áreas inóspitas e ali instalar um dessalinizador em poços que recebem água do mar. O equipamento tem gerado água potável para mais de cem famílias. Juntamente com isso, o Mais Água tem-se dedicado à perfuração de poços, ao desenvolvimento de horta comunitária, a construção e reforma de casas e escolas – além de visar ao impacto evangelístico nos municípios menos alcançados do país.

Se você desejar fazer uma visita ao projeto, a equipe do Mais Água recebe voluntários individuais ou grupos de igrejas para temporada de curto, médio e longo prazo (veja contato abaixo). Atualmente, há necessidade de profissionais da saúde e da educação. O analfabetismo, aliás, é outro gigantesco problema na região. Existem municípios no Piauí onde o índice de pessoas incapazes de ler e escrever ultrapassa 40% da população.

Voluntários também são bem-vindos nos diversos programas evangelísticos parceiros em cidades das regiões – além, é claro, de recursos financeiros (um dessalinizador, por exemplo, custa em média 30 mil reais). É possível ajudar ainda fazendo doações de alimentos e colchões.

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Para conhecer mais, acesse www.maisagua.org.br ou visite a página do instituto no facebookfacebook.com/ProjetoMaisAgua

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