Leitura de Impacto: Humildade – A Beleza da Santidade

Data de publicação: 19/09/2011
Categorias da Biblioteca:
Edição 34 e Revista Impacto - 1998 a 2014.

Por Jamê Nobre

Humildade – A Beleza da Santidade
Autor do livro: Andrew Murray (Editora dos Clássicos – 2003)

A mais alta lição que um crente tem de aprender é a humildade. Oh, que todo cristão que busca avançar na santidade lembre-se bem disso! Pode haver intensa consagração, zelo fervoroso e experiência celestial, e, ainda assim, se tais experiências não forem impedidas por procedimentos especiais do Senhor, pode haver uma inconsciente auto-exaltação com isso tudo. Vamos aprender a lição: a mais alta santidade é a mais profunda humildade; e vamos lembrar que ela não vem de si mesma, mas somente quando é feita um assunto de tratamento especial da parte de nosso fiel Senhor e seu servo fiel.

A água sempre preenche primeiro os lugares mais baixos. Quanto mais baixo, quanto mais vazio fica o homem diante de Deus, mais rápido e mais pleno será o enchimento interior com a glória Divina.

Esses trechos acima fazem parte do livro de Andrew Murray que terminei de ler recentemente. Ele trata de algo que é o mais fundamental na vida cristã. Num tempo em que se busca o sucesso, a exaltação, as posições mais altas, esse assunto – a busca da humildade – soa como algo estranho e contra a moda, a corrente atual.

O que se ensina hoje é a carreira de sucesso, e isso a qualquer custo. Família, relacionamentos sólidos de amizade, vida de contemplação, esses valores tão próprios daqueles que viveram antes de nós e que são chamados de nossos guias na Palavra, hoje são descartados como coisas que não valem para a atualidade.

O que importa agora é o que alcançamos, o que conquistamos em termos de pessoas, bens e nome.

Infelizmente não me refiro ao mundo. Falo da igreja, essa noiva que tem perdido tanto na mão de homens inescrupulosos e gananciosos.

A busca da vida de Jesus, a perda da própria vida para que a vida de Cristo se manifeste, são matérias inexistentes na maior parte dos púlpitos atuais. E, infelizmente ainda, quando se ensina perda da vida, fala-se da vida dos outros e não da vida do pregador.

Mansidão e humildade são a base do caráter de Cristo para nós. Ele não propôs que aprendêssemos com ele como ressuscitar mortos, como curar enfermos, como falar bem – pelo contrário, seu convite foi: “Aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração”.

O ensino de Paulo não foi diferente: “Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte, e morte de cruz” (Fl 2.5-8).

“Rogo-vos.. que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados, com toda humildade e mansidão…” (Ef 4.1,2).

Como isso soa diferente aos ouvidos atuais.

Somos chamados hoje para glória sem tribulação, para ressurreição sem morte, para exaltação sem humilhação, para o trono sem passar antes pelo poço.

Esses são os terríveis atalhos, iguais aos que Satanás ofereceu ao Senhor, para que pudesse obter, sem morte de cruz, a autoridade, o domínio e o poder que Adão submeteu ao diabo: “Tudo isso te darei se prostrado me adorares…”

Quem se humilha será exaltado, a soberba precede a ruína, e tudo o mais que a Bíblia ensina como caminho de vida para o cristão, precisam ser urgentemente restaurados em nosso tempo, em nossos púlpitos.

Há quanto tempo você não ouve esse tipo de mensagem?

Há quanto tempo você não fala essa mensagem?

O livro de Andrew Murray nos ajuda a compreender um pouco mais esse caminho maravilhoso que é o andar em perfeita humildade diante do Trono da Graça do Altíssimo.

Leia esse livro e ore sobre o que ler. O Senhor, por certo, nos levará para esse caminho de vitória sobre nossa própria natureza pecaminosa e orgulhosa, para que o seu nome, e somente o seu nome, possa ser exaltado acima de todo e qualquer nome, poder, trono ou autoridade.