Jesus e as Mulheres

Data de publicação: 28/11/2011
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Edição 15 e Revista Impacto - 1998 a 2014.
Este artigo pertence a: Edição 15

Por: Elaine Storkey

Jesus tinha um lugar de honra para as mulheres que faziam parte de seus seguidores. Em contraste à prática usual de desdenhar as mulheres, ele tratava seus assuntos com grande seriedade.

As mulheres tinham uma importância maior na vida e ministério de Jesus do que normalmente se reconhece. A maioria das pessoas concentra as atenções em Maria, sua mãe, entretanto os relatos bíblicos mostram algo bem mais amplo. Revelam um relacionamento com um grupo específico de mulheres que estavam entre seus seguidores mais íntimos. Mostram sua preocupação em comunicar-se com todas as mulheres, usando linguagem que as incluía. Claramente rejeitava uma porção de estereótipos da sua época, e se dirigia às mulheres fundamentalmente como pessoas.

Vemos um Jesus que se revela como o Messias a uma mulher marginalizada e que oferece a ela e aos seus compatriotas a tarefa de espalhar suas boas novas. Este Cristo que ampara mulheres, também repreende muitos homens, inclusive seus amigos mais íntimos, quando desprezam o que as mulheres têm a dizer ou contribuir.

Jesus se relacionou com muitas mulheres durante sua vida, e com isto freqüentemente desafiava barreiras culturais e tabus sociais. Uma mulher com problemas de ciclo, uma divorciada samaritana, uma mulher cananéia, uma mulher flagrada em adultério, e uma pobre viúva, todas encontraram nele uma expressão de preocupação e compaixão. A mulher que invadiu um jantar particular para lavar e perfumar os pés de Jesus passou por cima da hostilidade e enfrentou a opinião pública para estar perto dele. Mas Jesus reforçou seu amor e sua fé, falando contra os homens que a rejeitavam e que dela debochavam.

Jesus, portanto, tratava as mulheres com dignidade, e fazia questão de se dirigir a elas nos seus ensinamentos. Usou muitas vezes exemplos e experiências de mulheres nas histórias que contava e nas metáforas que utilizava, ao falar de assar pão, varrer a casa à procura de uma moeda, remendar roupas, ou cuidar de crianças.

Jesus também tinha relacionamentos íntimos com algumas mulheres, uma das quais evidentemente foi sua mãe. Mas este relacionamento era algo rico e complexo. Uma vez aceitou ser persuadido por ela a realizar um milagre, quando transformou água em vinho no casamento em Caná da Galiléia. Em outras ocasiões, insistiu que a vontade de Deus vinha antes de qualquer relacionamento familiar. Sua última preocupação antes de morrer, enquanto passava por terríveis dores, era que alguém cuidasse de sua mãe, e entregou a responsabilidade pelo seu bem-estar a um de seus amigos mais confiáveis e amorosos.

Outras mulheres além de Maria, sua mãe, são mencionadas entre seus discípulos. Algumas são citadas por nome: Maria e Marta de Betânia, Maria Madalena, Susana, e Joana; outras são simplesmente chamadas “as outras mulheres”. Algumas delas o sustentavam financeiramente.

Algumas ofereciam-lhe sua casa, sempre que precisasse de hospedagem. Outras viajavam com ele, até na jornada árdua da Galiléia para Jerusalém.

Estas mulheres tinham uma parte muito importante no ministério de Jesus. Maria e Marta aparecem várias vezes, uma vez numa disputa sobre papéis domésticos, onde Jesus apoiou mais a Maria no seu desejo de aprender do que a Marta na sua aflição sobre as tarefas da casa. Numa outra ocasião, quando Jesus trouxe Lázaro, o irmão delas, de volta para a vida, foi a Marta que Jesus se aproximou primeiro, revelando-se como a “ressurreição e a vida”.

As mulheres que o seguiam estavam juntas com ele até o finalzinho de sua vida. Acompanharam-no na sua última jornada. Assistiram em grande tormento enquanto foi crucificado, e estiveram ali fielmente para ungir seu corpo dois dias após o sepultamento. Foram elas que viram o túmulo vazio, e ouviram a mensagem do anjo, dizendo que ele estava vivo. Maria Madalena foi uma das primeiras pessoas entre os discípulos a ver o Cristo ressurreto, e foram as mulheres que receberam a incumbência de espalhar as boas novas, e de contar aos outros a respeito da ressurreição.

Não nos surpreende que o impacto de Jesus sobre vidas de mulheres não se limitou àquelas que o cercaram durante sua vida, ou àquelas que foram ativas na igreja do Novo Testamento. Ao longo dos séculos, muitas mulheres descobriram através dele a dignidade e humanidade que aquelas mulheres primitivas experimentaram, mas que as outras pessoas geralmente lhes negavam. Mulheres cristãs estiveram entre os maiores pioneiros e reformadores do mundo. Foram organizadoras de campanhas, autoras de hinos, escritoras, médicas e missionárias. Muitas sofreram prisão, tortura e até morte, porque não estavam preparadas para abandonar sua fé em Cristo. Agora, como em todas essas épocas, as mulheres encontram em Jesus sua integridade e sua liberação.

Extraído da revista “Tomorrow Today” nº 06, 1989.

Uma resposta para “Jesus e as Mulheres”

  1. Diane Gil disse:

    Artigo maravilhoso! Lendo me senti agraciada por ser mulher e o melhor por ter sido transformada por Jesus. É muito bom ver como Ele nos incluía e como ele nos ama. Obrigada por isso Elaine Storkey.

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