Impacto Profundo – Depoimentos

Data de publicação: 14/11/2011
Este artigo pertence a: Edição 69

Avivamento em Rubiataba trouxe o Céu para a Terra

Sou de Rubiataba com muito orgulho, sim senhor. Lá, ainda criança, tive o privilégio de conhecer a família Walker e conviver na igreja que era por eles liderada. Foram tempos maravilhosos, inesquecíveis. Hoje, ao se falar dos momentos que tínhamos em nossas reuniões, até parece que estamos falando de algo irreal ou, quem sabe, exagerando nos comentários.

Pois bem, só para se ter uma ideia, às vezes, ao começar o culto, já na primeira música, subia um clamor, uma adoração a Deus, que, por muitas vezes, fazia com que sentíamos como se não houvesse mais nada naquele culto. Só aquela adoração ininterrupta.

Não existia “grupo de louvor” (na verdade, nem microfone havia, e olhe que eram mais de cem pessoas reunidas). Não existia o “cargo” de pastor. A igreja era composta de pessoas simples, na grande maioria, moradores ou trabalhadores rurais. Eram pessoas com pouca formação escolar. Mas nada disso tinha importância. A simplicidade nada dificultava – no meu conceito, só ajudava.

Muitas vezes, após um momento longo de adoração (em que toda a igreja era o grupo de louvor), todos nos assentávamos e ficávamos em silêncio total por alguns minutos; sem nenhuma pressa. Só ouvíamos alguns choros finais, víamos muitas lágrimas lavando rostos. Então, algum irmão se levantava, relatava uma visão que tivera naquele tempo e se sentava. Seguiam-se, em geral, mais alguns minutos de silêncio até que outro irmão se levantava, confirmava a visão e dizia algo mais. E assim era o dia a dia da igreja.

Durante esse tempo de adoração, havia profecias e cânticos espirituais. Músicas eram compostas, seminários eram organizados que atraíam gente de todo o Brasil, estudos sistemáticos e profundos eram realizados. Muitos daqueles cânticos tornaram-se hinos de avivamento entre nós e em muitos lugares.

Aconteceu também, mais de uma vez, de o irmão João (John Walker) se levantar, depois de encerrada a reunião, para liberar quem precisasse ir e convidar os demais a permanecerem até mais tarde, porque Deus ainda tinha algo mais para aquela noite. Meu querido, aquilo era maravilhoso, sobrenatural. Era o Céu na Terra.

Recordo-me de que, num dia anterior ao término de um encontro de jovens, o dirigente não sabia como terminar a reunião, tamanha era a presença de Deus.

O trabalho com literatura atingia muitas pessoas espalhadas pelo Brasil, e vários ministérios tiveram origem nesses ensinamentos. Alguns livretos foram escritos depois de um mover de Deus em algum encontro. E outros livretos, por sua vez, traziam o mover.

Tudo isso mudou minha expectativa de vida. Mudei-me, ainda com 16 anos de idade, de Rubiataba para o interior de São Paulo para morar com o Thomas, filho caçula do irmão João. Tive de voltar por não haver vaga para mim em escolas da cidade. Dois anos depois, fui novamente para o interior de São Paulo para ficar mais próximo dos irmãos, e estou até hoje, agora com a minha família, cada vez mais próximo, ajudando no que é preciso.

Hoje, faço parte do ministério Impacto. A bem da verdade, estou junto mais para poder aprender do que para ajudar.

Clésio Pena – Farmacêutico e professorAraras – SP

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A contribuição de John Walker Em Minha Vida:

Na minha jornada cristã, Deus usou primeiramente o ministério de John Walker para lançar as sementes da visão profética de sua Palavra. Por meio de seus escritos, janelas celestiais foram abertas, e comecei a ver novas realidades espirituais nas Escrituras. Eu estava na escola do Espírito Santo, e ele estava usando o que vinha forjando nesse seu servo como degraus pioneiros para a ampla escada ministerial que eu deveria galgar. Deus usou, e segue usando, outros ministérios significativos nas etapas de ascensão espiritual em minha vida. Entretanto, na providência divina, John Walker foi o pioneiro, e Watchman Nee veio em seguida.

De forma resumida, o que mais me marcou em John Walker foi o fato de que, além de ser um pioneiro e desbravador na obra de restauração da Igreja no Brasil, e de ter uma rica palavra e enxergar muito à frente de sua geração, havia uma forte unção sobre seu ministério de tal modo que a simples leitura de seus escritos frequentemente trazia sobre mim a forte presença do Espírito Santo. Isso me levou ao desejo de me mudar para perto dele, por volta de 1988, mas o Senhor me mostrou claramente que não era essa a sua vontade.

Com John Walker, pudemos aprender que o ministério da Palavra não diz respeito a transmitir maravilhosos ensinamentos para a mente dos ouvintes, mas sim de colocá-las, pelo poder do Espírito Santo, dentro da Palavra viva de Deus e transportá-las do terreno carnal e religioso para o celestial. Somente assim, o Corpo de Cristo é edificado para responder ao seu chamamento de trazer seu Reino à Terra neste tempo do fim por meio da segunda vinda de Jesus.

Não me lembro de haver conhecido alguém em minha geração que de fato tivesse ministério da Palavra e que não fosse influenciado, de alguma maneira, por John Walker.

Gerson Lima – Editor responsável pela Editora dos Clássicos – Monte Mor – SP

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ALGUNS DEPOIMENTOS RELACIONADOS AO MINISTÉRIO DE LITERATURA:

Material Relevante Em Momento Importante:

Lembro-me bem dos nossos primeiros contatos com o ministério de literatura empreendido pela família Walker. Na época, eram produzidos os livretos e mensagens em Rubiataba, GO.
Naquele tempo, não havia muito material bom e disponível que fosse relevante à visão que Deus estava restaurando à sua Igreja. As mensagens que passamos a receber deste ministério vieram coincidir (e fortalecer) com aquilo que críamos ser a palavra atual de Deus a ser ministrada.
Agradecemos de coração todo aquele esforço e a persistência desses irmãos neste ministério até hoje. Que Deus os abençoe ainda e muito mais!

Thomas Wilkins – Um dos pastores da Igreja das Nações – Joinville, SC

Fonte de Inspiração:

Em 1979, começamos a receber literatura de Rubiataba. Essa literatura reforçava convicções que já tínhamos e revelava verdades novas – eram muito bem-vindas. Nossos irmãos “devoravam” essas publicações. Expandiam o nosso horizonte e introduziam-nos a irmãos fora do Brasil como Derek Prince e Ernest Gentile. Abriam contatos com irmãos de dentro do Brasil como John Walker, João de Souza Filho, Robson Rodovalho, Miguel Piper e outros. Eram fonte de inspiração. Minha esposa Helena e eu tivemos o privilégio de participar de um seminário em Rubiataba e também de ver a velha máquina “offset” que usavam para imprimir a literatura. Ainda tenho praticamente tudo o que foi publicado em Rubiataba.

Harry Scates – Fundador da Shalom Comunidade Cristã – Uberlândia, MG

Uma Experiência e Tanto:

Conheci Christopher e Harold ainda solteiros em 1977 durante uma conferência da World MAP com Ralph Mahoney em Londrina, PR, realizada na Igreja Aliança, pastoreada por Samuel de Souza. Na ocasião, tomei conhecimento de um segmento de renovação da igreja brasileira; eu, que andava à procura de irmãos que estivessem buscando uma igreja fora do eixo denominacional, e, juntamente com alguns outros irmãos, havíamos acabado de fundar (1975) a primeira Comunidade Cristã em Porto Alegre.
Por sugestão dos meninos (Haroldo e Cristóvão), em 1978 John Walker me convidou para ficar uma semana pregando para os obreiros e para a igreja em Rubiataba. Fiz a viagem de ônibus de Porto Alegre até lá. Foi uma experiência e tanto meu primeiro contato com americanos que resolveram viver de maneira simples a vida rural do interior do Brasil. Desde então, nos tornamos amigos, John, o pai, seus filhos e eu. E fui uma das pessoas mais influenciadas pela literatura desses irmãos! E, apesar de nossos ministérios serem diferentes, estamos sempre em contato. Eu os acompanho em sua jornada, e eles me acompanham na jornada da fé que empreendi.

Pastor João de Souza Filho – Pastor, escritor, conferencista – Porto Alegre – RS

Um Tesouro em Forma de Histórias:

Converti-me a Cristo na década de 80 numa comunidade de jovens liderada pelos pastores Ary Scates e Irom Bernardes em Uberlândia. Era uma igreja com muita manifestação do poder de Deus, ênfase no amor e edificação por meio do ensino. Ary, sendo ótimo discipulador e mestre, motivava e estimulava os jovens a ler o que para nós era conhecido como “literatura de Rubiataba com John Walker”. Os livretos e apostilas, com conteúdos simples e profundos, eram de fato, para mim, uma fonte, um tesouro em forma de histórias como A História do Avivamento Azusa e A História do Avivamento na Argentina, e de estudos bíblicos, como Por que os demônios tremem e Por que você pode expulsar demônios. Todos foram uma riqueza e um fortalecimento para a minha fé.
Agradeço de coração a disposição da família Walker de ter semeado no Brasil e produzido muitos frutos.

Silvio Ferreira – Um dos pastores de jovens da Shalom Comunidade Cristã – Uberlândia-MG

Dívida de Amor e Gratidão:

A revista Impacto e toda a literatura proveniente do ministério John Walker foram importantes na formação da visão que o Senhor Deus nos deu em nosso chamado ministerial.
A ênfase de crer e esperar o avivamento do Espírito, capaz de trazer a Igreja de volta às suas raízes, bem como a paixão pela presença de Deus, foram contribuições ministradas pela literatura vinda deste ministério.
Creio que a igreja brasileira tem uma dívida de amor e gratidão para com a família Walker, que teve a coragem de deixar os EUA e vir ao Brasil dedicar a vida ao sonho de ver uma nova igreja revestida pelo poder de Deus.
Mensagens traduzidas, como A Patrola de Deus, o Clamor do Coração de Deus, O Ministério do Apóstolo e muitas outras contribuíram muito para a frágil igreja da década dos anos 70, levando-a a um nível de oração e intimidade com Deus até então desconhecido.
Agradeço esse ministério a Deus, e oramos para que continue sendo uma trombeta profética nas mãos do Senhor.

Robson Rodovalho – Fundador da Igreja e Ministério Sara Nossa Terra – Brasília, DF

Unidade Entre Nossas Duas Igrejas:

Sou um pastor da Comunidade Cristã de Porto Alegre, agora perto dos 70 anos. Por volta de 1971, fui visitado com o mover do Espírito Santo, que operava poderosamente em nossa cidade naquela década inesquecível. Era o “movimento carismático”, e estava atingindo vários lugares do Brasil e do mundo. Naquela época, uma querida irmã norte-americana, cheia do Espírito, presenteou-me com a assinatura da revista New Wine [publicação de um grupo de ministros carismáticos dos EUA]. Quase ao mesmo tempo, fiquei conhecendo a literatura de renovação/restauração da igreja proveniente de Rubiataba, Goiás, por intermédio dos irmãos Walker e percebi que alguns artigos eram extraídos e traduzidos daquela revista como também da revista Charisma. Fiquei muito alegre por saber que aqueles irmãos, liderados por John Walker (o saudoso patriarca), especialmente o Cristóvão (Christopher), estavam traduzindo e publicando esses materiais. Eu próprio, por aqui, já havia traduzido alguma coisa para consumo interno.
Um dia, resolvi escrever para o Cristóvão contando a experiência de renovação aqui em nossa cidade. A resposta dele veio rápido e, em poucos meses, no ano de 1977, estávamos indo para Rubiataba com mais cinco irmãos, dentre os quais o pastor João Antônio de Souza Filho. Fomos grandemente edificados ao ver o mover do Espírito naquela pequena congregação do interior de Goiás (Deus sempre começa com grupos pequenos). Dentre as coisas que nos impressionaram, posso mencionar o cumprimento da palavra de Paulo de que “todos podeis profetizar”. Eram crianças e adolescentes, adultos e velhos, com mãos levantadas, alguns dançando no Espírito e proclamando, com toda a liberdade, as maravilhas do Senhor, o que trazia grande edificação a todos.
Os irmãos nos honraram, permitindo que contássemos o que o Senhor estava fazendo em nossa cidade e trazendo estudos da Palavra. Posso dizer que este encontro com os irmãos de Rubiataba foi um marco em nossa vida. No ano seguinte, dois dos irmãos Walker, Tomé (Thomas) e Cristóvão (Christopher), foram convidados a estar entre nós e ministrar num retiro espiritual. Estava “oficialmente” estabelecida a unidade entre as duas igrejas.
A partir daí, os escritos da literatura de Rubiataba começaram a circular cada vez mais entre nós. Até hoje, tenho um bom estoque desses livretos edificantes. Fico feliz em ver que a revista Impacto prossegue hoje, de maneira mais elaborada, a nos edificar com artigos sobre o mover do Espírito em tantos lugares do mundo. Quero encorajar os irmãos Walker a que continuem edificando a igreja brasileira com seus preciosos escritos. Gosto de afirmar que, se literatura não fosse importante, Deus não nos teria deixado a Bíblia. Prossigam a boa obra, queridos irmãos. Eu, como um dos muitos edificados no Brasil por seu ministério, sou grato a Deus por sua vida e o bendigo mil vezes por tantas e tantas bênçãos derramadas por intermédio da boa literatura.

Telmo Weber /Eloísa – Pastores da Comunidade Cristã de Porto Alegre – Porto Alegre, RS

Contribuição é Incalculável:

Eu conheci o filho Christopher Walker em Ribeirão Preto num evento nos anos 70 e logo fui impactado pelo ensino profundo e a humildade que transparecia. Nos anos 80, fui convidado para ministrar em Rubiataba, onde tive o privilégio de conhecer toda a família abençoada. A contribuição do ministério de ensino que tinham é incalculável quanto à iluminação e ao esclarecimento ao Corpo de Cristo de verdades que até então não eram ensinadas no Brasil. Havia uma luta, um anseio dentro deles para encontrar mais e o melhor da verdade de Deus na Palavra.
As comunidades, especialmente, encontraram neles uma fonte de palavras e verdades que tanto alimentava quanto norteava um caminho excelente.
Tive o privilégio de ministrar em diversos encontros, juntamente com Chris Walker, em igrejas tradicionais e comunidades emergentes, e isso só edificou minha vida e meu ministério.

Michael Piper – Pastor sênior da Comunidade Cristã de Curitiba – Curitiba, PR

Um Vinho Novo Para Um Odre Velho:

Conheci os Walker pela literatura na década de 1980. Para mim, era algo novo, um vinho novo que, a princípio, tive dificuldade de digerir (era um odre velho). Creio que, gradativamente, o Espírito Santo foi me preparando para receber uma “comida” realmente sólida e diferente da tradicional.
Creio que marcou muito meu ministério e trouxe mudanças de postura. Graças a Deus pela família Walker.

José Carlos Marion – Um dos fundadores do Centro Comunitário Cristão – Jundiaí, SP

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