Educação se faz em casa

Data de publicação: 21/02/2018
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Edição 80 e Revista Impacto - 1998 a 2014.
Este artigo pertence a: Edição 80

O depoimento de um pai que adotou o “homeschooling” e se tornou um grande defensor da educação domiciliar.

Por Jeff Fromholz

Educação domiciliar, devo dizer, não é para todo mundo. É uma opção de ensino que exige muita disciplina – tanto da parte dos pais, como também da dos filhos. Dito isso, preciso falar que, devido à secularização das escolas e à má influência do mundo, é a melhor opção para uma família cristã. Minha esposa começou a ensinar os nossos filhos há 14 anos por meio de uma escola a distância que funciona nos Estados Unidos. É um currículo cristão que liga todo o aprendizado à Bíblia e à história da igreja.

As pessoas sempre nos perguntam se nós achamos que podemos ensinar nossos filhos melhor do que uma escola convencional. E eu sempre respondo: “Sem dúvida!” – não porque nos achamos melhores que as escolas, mas porque podemos nos dedicar aos estudos dos nossos filhos um a um. Se meu filho, por exemplo, está tendo dificuldade com matemática, podemos dedicar uma semana inteira a essa matéria até que ele aprenda, e só depois voltar a geografia, história etc. Em uma escola convencional, não há possibilidade de um professor parar o programa para atender um aluno com dificuldades, e assim muitos ficam para trás. Prova de como o homeschooling dá certo é que minha filha mais velha começou a faculdade nos EUA aos 17 anos e já está no terceiro ano de enfermagem, no qual se mantém entre as melhores da turma.

Mas, acima de tudo, a maior diferença entre homeschooling e escola convencional está num ponto impossível de medir – é a diferença entre aqueles que se importam apenas com notas e desempenho acadêmico e os que valorizam também o caráter e a espiritualidade dos filhos. A eternidade de nossos filhos é infinitamente mais importante do que qualquer diploma. O que adianta meu filho ter os melhores diplomas do mundo e perder a própria alma? Infelizmente, hoje em dia, os cristãos estão-se preocupando mais com a formação acadêmica dos filhos do que com o seu destino eterno. Os pais costumam cobrar os filhos pelos deveres da escola, pelas provas ou pelo curso de inglês e acabam esquecendo aquilo que é mais importante. Qual foi a última vez que você perguntou se seus filhos tinham reservado um tempo com Deus ou se tinham lido a Bíblia?

Isso não quer dizer que o estudo de conteúdo não seja importante; só não é mais importante do que a busca da eternidade com Deus. E é justamente por isso que optamos por homeschooling: porque ele nos dá a possibilidade de educar nossos filhos, não apenas diante da sociedade, mas também diante de Deus.

Jeff Fromholz é norte-americano e mora no Brasil, como missionário, há mais de 15 anos.

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