Editorial 62

Data de publicação: 29/04/2011
Categorias da Biblioteca:
Edição 62 e Revista Impacto - 1998 a 2014.
Este artigo pertence a: Edição 62

Por Conselho Editorial

Não é nenhuma novidade dizer que o mundo dos nossos dias impõe um ritmo de vida e gera pressões que seriam quase inimagináveis poucas décadas atrás. Se quisermos permanecer “conectados” com o mundo, com os amigos e clientes – se quisermos permanecer no mercado de trabalho –, seremos obrigados a acompanhar a evolução cada vez mais acelerada de equipamentos e aparelhos de comunicação e informação.

Toda essa parafernália, porém, tem causado alguns efeitos extremamente perigosos. Um dos principais, que estamos identificando nesta edição da revista como o mal do século 21, é a distração, a incapacidade de manter o foco num mesmo objetivo por mais de alguns instantes.

É verdade que não podemos voltar no tempo e viver nas condições de dois ou três séculos atrás. Entretanto, podemos aprender a viver de acordo com os princípios de Deus dentro dos desafios e pressões do nosso tempo.

Surge, então, a pergunta: será que existe algo nas Escrituras que se aplica a esse mal do século 21?

Se você duvida, vá correndo e leia Lucas 10.38-42. É a história muito conhecida de Marta e Maria de Betânia. Quando Jesus apareceu por lá, Marta convidou-o para sua casa. Maria deixou tudo e ficou aos pés de Jesus, deslumbrada com suas palavras de vida e transformação. Marta, porém, “andava distraída em muitos serviços” (v. 40, ênfase acrescentada). Quando ela reclamou de sua irmã “folgada”, Jesus lhe disse: “Marta, Marta, estás ansiosa e preocupada com muitas coisas, mas uma só é necessária…” (v. 41, ênfase acrescentada).

Não é exatamente este o nosso dilema atual: distração, muitos serviços, muitas coisas, muitas preocupações?

Jesus não disse que uns têm função de Marta, outros de Maria (como muitos hoje interpretam o texto acima). Ele disse que uma só coisa é necessária para todos. Naquele momento, não era almoço, arrumação de casa, compras, compromissos ou negócios. Era ouvir as palavras de Jesus.

A solução não é ser Maria o tempo todo. Mas, naquele momento, uma coisa tinha prioridade sobre todas as demais.

Que hoje, também, possamos dar toda a nossa atenção ao que é mais importante na hora certa!

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