Editorial 59

Data de publicação: 01/01/2012
Categorias da Biblioteca:
Edição 59 e Revista Impacto - 1998 a 2014.
Este artigo pertence a: Edição 59

Por: Conselho Editorial

Não existe nas Escrituras nenhum texto que afirme categoricamente: para ser cristão, é preciso separar um tempo diário, a sós, para meditação na Palavra de Deus e oração. Mais uma evidência de que a Bíblia não é um manual com listas de regras, mas uma descrição inspirada dos caminhos de Deus com os homens através da história.

Embora a vida cristã não seja baseada em regras, as perguntas permanecem: como alguém consegue andar com Deus sem conversar regularmente com ele? Como se pode manter o espírito vivo sem alimentá-lo? Que tipo de cristão é aquele que não desfalece sem contato pessoal e individual com Jesus, que se satisfaz apenas de reuniões coletivas? Que tipo de cristianismo é este em que as pessoas reúnem-se para cantar louvores e ouvir pregações  – mas raramente cultivam uma vida devocional de relacionamento individual com Deus?

É maravilhoso constatar que ainda hoje, no século 21, existe um povo na Terra que forma uma descendência, uma continuação do povo de Deus dos séculos passados. Fazemos parte da lavoura de Deus, somos galhos enxertados no tronco original da oliveira (1 Co 3.9; Rm 11.17).

Porém, além de sermos incluídos na comunidade de Israel, o povo da aliança, por meio da fé, nós também fomos chamados para desempenhar um papel, assumir um chamado, entrar numa corrida. Um dia, provavelmente não muito distante, um abalo cataclísmico fará desmoronar todos os sistemas humanos e demoníacos antes da vinda do único e verdadeiro reino de Deus (Hb 12.26-29).

Diante de uma nuvem de testemunhas a nos observar, já bem maior que aquela citada em Hebreus 12.1, precisaremos de grande firmeza e força interior para enfrentar as turbulências que já começaram e que só devem intensificar-se cada vez mais. Se quisermos vencer e cumprir nossa missão, assim como os heróis do passado, convém aprender o segredo que deu a eles a capacidade de superar tantos obstáculos. Sem exceção, descobriremos que a força interior que tinham provinha de uma vida devocional constante e bem nutrida. Ninguém prevalece na vida espiritual sem cultivar e priorizar o tempo sozinho com Deus.

Nada parece mais simples do que separar alguns momentos nobres do nosso tempo para investir no relacionamento mais sólido e eterno do universo. Quem já tentou praticar sabe que nada é mais sujeito a oposição e impedimentos! Nossa oração é que cada leitor seja despertado, equipado e fortalecido para dedicar-se com perseverança a essa área tão fundamental!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *