Editorial 51

Data de publicação: 02/08/2011
Categorias da Biblioteca:
Edição 51 e Revista Impacto - 1998 a 2014.
Este artigo pertence a: Edição 51

Por: Conselho Editorial

Falar das heresias de outras ramificações do cristianismo não é difícil; como disse o próprio Jesus, muito antes que viessem as divisões que dilacerariam a igreja ao longo da história, é muito mais fácil ver o cisco no olho do irmão (que geralmente nem consideramos irmão) do que a enorme viga que está no nosso (Mt 7.1-5).

O tema desta edição é a heresia que é característica peculiar das igrejas que surgiram com a Reforma, cujos membros eram chamados inicialmente de protestantes por causa da oposição militante que levantaram, primeiro contra a Igreja Romana, mas, logo em seguida, contra seus próprios companheiros que não concordavam com eles em todos os pontos.

Hoje, as divisões se multiplicam, não tanto nas igrejas históricas, que têm suas raízes na época da Reforma ou nos movimentos dos séculos seguintes, mas nas igrejas evangélicas e pentecostais do século passado para cá. O nome protestante hoje nem é muito conhecido, e a maioria dos cristãos atuais desconhecem suas origens em termos de seqüência histórica e influência doutrinária. Mesmo assim, o vírus nocivo da heresia protestante foi passando de geração em geração, tornando-se hoje, nos meios evangélicos, muito mais forte e destrutivo ainda do que era no princípio.

Nossa proposta em discutir este tema não é oferecer a solução nem o mapa para curar e unificar o Corpo de Cristo que está tão fragmentado e despedaçado. É, em primeiro lugar, identificar a doença, entender que a divisão, a desarmonia e o partidarismo estiveram por trás da origem de quase todas as denominações cristãs atuais. É procurar mostrar de onde surgiu esse vírus nocivo e como está presente, não só nos grandes concílios e lideranças eclesiásticas, mas também nos níveis mais elementares dos grupos de evangelismo, dos conjuntos e bandas de louvor e dos conselhos e juntas ministeriais da igreja local.

Por favor, não pense que este assunto não lhe diz respeito. Leia com atenção e peça ao Espírito Santo para livrá-lo do espírito de julgamento e crítica e para revelar-lhe a viga que está no seu olho.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *