Editorial 26

Data de publicação: 28/10/2011
Categorias da Biblioteca:
Edição 26 e Revista Impacto - 1998 a 2014.
Este artigo pertence a: Edição 26

Por: Conselho Editorial

Talvez o termo “rótulo” não lhe seja muito familiar dentro do vocabulário bíblico ou cristão. Já a idéia de preconceito não é tão difícil de entender, embora, com certeza, poucos o identifiquem em sua própria vida. Entretanto, basta examinar superficialmente o assunto para constatar que não há nada mais abundante ou comum no cristianismo de hoje (ou do passado) do que a prática de classificar todo o mundo em diversas categorias, às quais se dá nomes ou “rótulos”.

Algumas pessoas, grupos ou igrejas são facilmente classificados. Outros dão mais trabalho. Parecem que não se enquadram tão imediatamente. Mas com muito ou com pouco esforço, acabamos enquadrando todos, e a partir daí, não precisamos conhecer melhor as qualidades ou aspectos singulares de cada um. Geralmente, perde-se interesse na pessoa que foi rotulada numa categoria oposta à sua. Afinal, é como na política. Por que devo conversar com um sujeito da esquerda, se eu sou do centro? Já sei o que pensa, conheço seus argumentos, não quero ser contestado, e com certeza será impossível convencê-lo de seus “erros”.

Apesar destas atitudes serem comuns, ou até mesmo universais, não é muito fácil achar literatura a respeito. Podemos encontrar vastos recursos sobre alguns dos grandes preconceitos da história, como entre cristãos e judeus, ou entre brancos e negros, mas é raro encontrar análises mais profundas sobre a natureza e as causas desta tendência humana de classificar e depois rejeitar ou combater aqueles que pertencem a categorias “inimigas”.

Oferecemos estas matérias ao Corpo de Cristo aonde quer que esta revista chegue, com o profundo desejo de que Deus as use para abrir nossos olhos, e ajudar-nos, nas palavras de Henri Nouwen, a “cruzar estradas” e “construir pontes” entre grupos ou pessoas separadas. Que possamos abrir nosso coração e relacionar-nos uns com os outros como pessoas, sem rótulos, mas com singulares qualidades e formas de pensar, criadas por Deus para contribuir algo único e maravilhoso para os outros ao nosso redor e para o seu plano.

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