… E o Verbo Tabernaculou Entre Nós.

Data de publicação: 01/12/2011
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Edição 08 e Revista Impacto - 1998 a 2014.
Este artigo pertence a: Edição 08

A nossa pesquisa para determinar a data do nascimento de Jesus nos levará a fazer uma pequena incursão no Novo Testamento na língua original em que foi escrito, isto é, o grego. No primeiro capítulo do evangelho de João, no versículo 14, lemos:

“E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós.”

A palavra grega traduzida como “habitou” neste versículo é um verdadeiro neologismo criado por João, pois não se relaciona com “casa”, “habitação” ou “morada”, mas com “tabernáculo”. Trata-se da palavra ESKENOSEN, pretérito de um verbo criado a partir do substantivo SKENÉ, que significa “tenda, tabernáculo”. Portanto, esse versículo ficaria melhor traduzido se fosse escrito assim:

“E o Verbo se fez carne, e ‘tabernaculou’ entre nós.”

Desta forma, estaríamos traduzindo exatamente, ao pé da letra, a expressão usada por João. O evangelista não usou esta palavra por acaso. Além de demonstrar com ela que Jesus tão somente peregrinou em um corpo humano durante trinta e três anos, e não habitou nele permanentemente, mas simplesmente “tabernaculou”, João dá a entender com esta palavra que existe uma ligação umbilical entre o nascimento de Jesus e a Festa dos Tabernáculos.

Deus é um Deus sapientíssimo, criador da matemática celeste, um Deus minucioso, que se deleita na exatidão. Além disso, lemos em Hebreus 8.5 que as cerimônias, festas e instituições do Antigo Testamento eram “figuras e sombras das coisas celestes”.

Tendo em mente estas verdades, não é difícil concluir que não foi por acaso que Cristo Jesus, “nosso Cordeiro pascal” (1 Co 5.7) foi sacrificado por nós exatamente durante a Festa da Páscoa (Lc 22.1,7,15; Jo 18.28). No decorrer dos séculos, todos os milhares de cordeiros que foram mortos cada ano durante a Páscoa apontavam para o Grande Cordeiro Pascal – JESUS, “o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29).

Não foi por acaso, também, que “ao cumprir-se o dia de Pentecoste” (At 2.1) cento e vinte discípulos receberam o Espírito Santo. Na mesma festa em que Deus dera a lei a Moisés no Monte Sinai, o Espírito Santo desceu sobre os discípulos para escrever a lei em seus corações!

Da mesma forma que a Páscoa cumpriu-se quando o “Cordeiro de Deus” foi entregue no Calvário, e a Festa de Pentecoste cumpriu-se quando o Espírito Santo foi derramado sobre os primeiros discípulos, a Festa de Tabernáculos teve o início do seu cumprimento quando Jesus veio “tabernacular” entre os homens, nascendo em Belém da Judéia. Ele é o nosso Emanuel – Deus conosco, isto é, Deus tabernaculando conosco.

Dizemos que a Encarnação foi o início do cumprimento da Festa dos Tabernáculos, porque o seu cumprimento final será quando Deus vier morar permanentemente na terra no meio do seu povo.

“Porque sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos de Deus um edifício, uma casa não feita por mãos, eterna, nos céus. Pois neste tabernáculo nós gememos, desejando muito ser revestidos da nossa habitação que é do céu…Porque, na verdade, nós, os que estamos neste tabernáculo, gememos oprimidos, porque não queremos ser despidos, mas sim revestidos, para que o mortal seja absorvido pela vida. Ora, quem para isto mesmo nos preparou foi Deus, o qual nos deu como penhor o Espírito” (2 Co 5.1-5).

“E ouvi uma grande voz, vinda do trono, que dizia: Eis que o tabernáculo de Deus está com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e Deus mesmo estará com eles” (Ap 21.3).

2 respostas para “… E o Verbo Tabernaculou Entre Nós.”

  1. APOSTOLO ERASMO disse:

    IRMÃO QUE DEUS LHE ABENÇOE, POR ESSA TÃO IMPORTANTE PUBLICAÇÃO, UM TRABALHO QUE ENGRANDECE O REINO DE DEUS. MUITO OBRIGADO ,POR ESTE CONHECIMENTO.

  2. Rene disse:

    E o verbo encarnou…seria o mesmo que dizer…e o verbo se FEZ ENTENDER por nós.

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